Como você está suportando a pressão?

Se você é fã de basquete, sabe exatamente o que é a defesa por pressão. Tal tática traz uma intensidade notável para tudo o que está acontecendo na arena. Se você não é aficionado por basquete, deixe-me mostrar um quadro, pois acredito que a “defesa por pressão” seja uma poderosa analogia com relação ao que acontece nas vidas das pessoas hoje. … read more

Ninguém Consegue Fazer Sozinho de Tony Cooke

Na entrada da igreja Good News em Moscou, há uma grande placa que expressa a gratidão aos parceiros que ajudaram a tornar aquele estabelecimento maravilhoso em realidade. Cada vez que entramos e saímos do prédio durante minha visita mais recente, Rick Renner parava e colocava suas mãos sobre aquela placa. Ele fazia um breve agradecimento a Deus por seus parceiros e orava para que Ele que os abençoasse. … read more

Uma vida sobrenatural de Tony Cooke

[vc_row][vc_column][vc_column_text]

Uma vida sobrenatural
Tony Cooke

A Supernatural Life by Tony CookeEmbora eu tenha valorizado o Espírito Santo e Sua obra por todos esses anos, minha pesquisa para meu novo livro Milagres e o Sobrenatural ao longo da História da Igreja reforçou ainda mais minha percepção acerca de nossa necessidade absoluta de confiar nEle total e completamente. Reinhard Bonnke, o famoso evangelista alemão cujo ministério impactou tão fortemente a África, disse de forma eloquente:

O cristianismo ou é sobrenatural ou é nada. Tivemos – e ainda temos – um Jesus sobrenatural com um ministério sobrenatural, gerando uma igreja sobrenatural, com um evangelho sobrenatural e uma Bíblia sobrenatural. Se retirarmos o milagre, retiraremos a vida do cristianismo. A igreja se torna uma sociedade ética ou um clube social, enquanto deveria se destinar a ser uma rede de transmissão do poder de Deus a esse mundo sem poder. Você e eu somos condutores do poder de Deus para o mundo!

A. B. Simpson, fundador da Aliança Cristã e Missionária afirma sucintamente a mesma ideia: “A religião da Bíblia é totalmente sobrenatural”.

Existem muitas implicações morais, éticas e práticas no que a Bíblia ensina, mas o cerne do envolvimento de Deus em nossas vidas é a presença e o poder do Espírito Santo. Há descrições no Novo Testamento de como o Espírito Santo trabalha na vida de um crente – um trabalho que verdadeiramente se inicia antes mesmo de tomarmos consciência da fé. Aqui está uma lista de algumas das ações do Espírito Santo:

  • Ele traz convicção – “Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei. Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não creem em mim; da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais; do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado” (João 16: 7-11 – ARA).
  • Ele traz o Novo Nascimento – “Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito” (João 3:5-6 – ARA).
  • Ele fornece garantia – “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Romanos 8:16 – ARA).
  • Ele traz luz e nos guia pela Verdade – “O Espírito da verdade, ele vos guiará a toda verdade” (João 16:13 – ARA).
  • Ele santifica (purifica, separa) – “Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade” (2 Tessalonicenses 2:13 – ARA).
  • Ele habita e permanece conosco – “E eu regarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós” (João 14:16-17 – ARA).
  • Ele nos ensina – “Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (João 14:26 – ARA).
  • Ele glorifica a Jesus – “Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar” (João 16:14 – ARA).
  • Ele nos coloca no Corpo de Cristo – “Assim, também, todos nós, judeus e não judeus, escravos e livres, fomos batizados pelo mesmo Espírito para formar um só corpo” (1 Coríntios 12:13 – NTLH). 
  • Ele capacita para o serviço aqueles que creem – “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas…” (Atos 1:8 – ARA).
  • Ele enche aqueles que creem – “Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” (Atos 2:4 – ARA). “Os discípulos, porém, transbordavam de alegria e do Espírito Santo” (Atos 13:52 – ARA).

O Espírito Santo permeia tanto os eventos no livro de Atos que alguns sugeriram ao longo dos anos que um título melhor poderia ser Atos do Espírito Santo, em vez de Atos dos Apóstolos. Aqui estão apenas alguns exemplos do envolvimento do Espírito Santo na Igreja do primeiro século:

  • O Espírito Santo é derramado no dia de Pentecostes. Os discípulos “todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” (Atos 2: 4).
  • O Espírito Santo fala com Filipe e lhe orienta acerca do seu ministério (Atos 8:29). Em seguida, o Espírito Santo arrebata Filipe, e ele acaba em locais diferentes (Atos 8:39-40).
  • Em Atos 11:12, o Espírito Santo fala com Pedro e diz para ele ir à casa de Cornélio. Lá, Pedro pregou o primeiro sermão para um público gentio.
  • Ágabo, “pelo poder do Espírito Santo, anunciou: Haverá uma grande falta de alimentos no mundo inteiro” (Atos 11:28, NTLH). Ágabo mais tarde profetiza a Paulo pelo Espírito (Atos 21:11).
  • O Espírito Santo fala em Antioquia e diz: “Separem para mim Barnabé e Saulo a fim de fazerem o trabalho para o qual eu os tenho chamado” (Atos 13:2, NTLH). O Espírito Santo então envia esses dois homens em sua primeira jornada missionária (Atos 13: 4). Paulo e Barnabé são posteriormente orientados a respeito de seu ministério pelo Espírito Santo (Atos 16: 6-7).
  • Paulo é “compelido pelo Espírito” a viajar para a Macedônia, Acaia, Jerusalém e Roma (Atos 19:21; 20:22).
  • Paulo diz aos anciãos da igreja de Éfeso que foi o Espírito Santo que os designou para suas posições ministeriais (Atos 20:28).
  • Paulo diz à igreja de Corinto: “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder” (1 Coríntios 2:4, ARA).

O Espírito Santo não foi enviado apenas para o primeiro século. Ele ainda trabalha na vida dos crentes e ainda capacita ministros.

Charles Spurgeon, conhecido como o Príncipe dos Pregadores, deu essa descrição excelente:

Percebemos o Espírito de Deus operando em nossos corações, conhecemos e percebemos o poder que Ele exerce sobre os espíritos humanos, e O conhecemos por meio de um contato frequente, consciente e pessoal. Pela sensibilidade de nosso espírito, somos tão conscientes da presença do Espírito de Deus quanto reconhecemos a existência das almas de nossos semelhantes ou como estamos certos a respeito da existência da matéria, por sua atuação por meio dos nossos sentidos … Sabemos que existe um Espírito Santo, pois percebemos que Ele opera em nossos espíritos. Se não fosse assim, certamente não teríamos o direito de estar no ministério da igreja de Cristo.

Dwight L. Moody é outro ministro que conhecia e compreendia a importância de confiar no Espírito Santo. Ele disse, “Deus é um Deus sobrenatural, e você precisa possuir poder sobrenatural para fazer Seu trabalho”. No início de seu ministério, Moody sentiu a necessidade de um maior poder espiritual e passou por um período de busca a Deus. R. A. Torrey, associado de Moody, descreve o que aconteceu com Moody como resultado.

No meio da agitação daquela cidade, sua oração foi respondida; o poder de Deus caiu sobre ele enquanto subia a rua e ele teve que se apressar para a casa de um amigo e pedir um quarto para si, e, nesse quarto, ele ficou sozinho por horas; e o Espírito Santo veio sobre ele, enchendo sua alma com tanta alegria que, finalmente, ele teve que pedir a Deus que retirasse sua mão, para que ele não morresse ali de tanta alegria. Ele saiu daquele lugar com o poder do Espírito Santo sobre si.

Moody observa que os efeitos de sua pregação após esse encontro foram significativamente aprimorados, e agora centenas de pessoas passaram a ser salvas.

A. J. Gordon, pastor da Igreja Batista de Clarendon Street, em Boston, na segunda metade dos anos 1800, falou do papel do Espírito Santo em seu ministério:

Se o Espírito Santo só pode ter homens e mulheres dispostos a serem usados, não há nada que não possa ser realizado. Permitam-me dizer publicamente que, quando me despertei para esse fato, comecei a pregar e a me colocar à disposição do poder do Espírito Santo—e então se deu início o verdadeiro progresso nesta igreja.

Estamos vivendo uma era gloriosa. O Espírito Santo foi concedido gratuitamente a nós. Que possamos ceder espaço a Ele e a cooperar com Ele, nunca lamentando, esfriando ou resistindo a Ele. Ele nos conduzirá a todas as coisas boas que Deus planejou para nós.

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Tesouros – O antigo e o novo de Tony Cooke

[vc_row][vc_column][vc_column_text]

Tesouros – O antigo e o novo
Tony Cooke

Treasures—Old and New by Tony CookeEu estava participando de um culto em uma igreja uma vez e, durante o momento do louvor, a congregação cantou algumas das mais recentes canções de adoração. Logo em seguida, houve uma transição direta para um dos belos e antigos hinos da igreja.  Foi um momento de louvor poderoso e comovente, e eu apreciei a riqueza do novo e do antigo—ambos louvores exaltavam a Cristo, e a Presença de Deus foi facilmente percebida em ambos.

Alguns dias antes, eu estudava Mateus 13:52, em que Jesus disse: “Por isso, todo escriba que se fez discípulo do reino dos céus é semelhante a um homem, proprietário, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”.

As versões Wuest e Amplificada exibem:

  • “Ele dispensa com prazer de sua casa do tesouro, coisas novas quanto à qualidade e também coisas amadurecidas pela idade em razão do uso”.
  • “… um chefe de família que traz de sua casa do tesouro um tesouro novo e [um tesouro que é] antigo [o fresco assim como o familiar]”.

Jesus estava elogiando aqueles capazes de preencher a lacuna entre seu intenso treinamento nas tradições do Antigo Testamento com o frescor do Novo Testamento. Jesus definitivamente “abalou seus mundos” com Sua abordagem, e os escribas que não estivessem abertos a uma nova perspectiva teriam se ressentido com as reações que as pessoas tiveram com relação a Ele.  Mateus 7:28-29 diz: “Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina; porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas”.

Mesmo assim, Jesus não denunciou os escribas (aqueles que eram versados ​​no passado) apenas por serem escribas. Jesus comunicou que eles não apenas tinham o potencial de extrair os tesouros do passado, mas também de abraçar e descobrir os tesouros do novo.  Poderia ser tanto desafiador quanto um sinal de humildade reconhecer que eles não sabiam tudo, e que alguém novo – alguém que não “se encaixava no molde” ou em suas ideias preconcebidas—poderia realmente ter algo a oferecer.  Eles não tinham que escolher entre valorizar a verdade do Antigo Testamento ou amar a Jesus; eles poderiam extrair do antigo e ainda encontrar tesouros no novo!

Naturalmente, geralmente tendemos a ser orientados a escolher “um ou outro”. Muitos de nós estão inclinados a abraçar o velho e a rejeitar o novo, ou a apreciar o novo e a descartar o antigo. Pode ser desafiador reconhecer valor tanto no antigo quanto no novo; a vê-los como complementares, não como contraditórios, e depois a integrá-los com habilidade. Eu amo essa fraseologia na versão Amplificada, “um tesouro novo e um tesouro que é antigo, o fresco assim como o familiar”. Se realmente levarmos em consideração o que Jesus disse, isso nos tornará mais um tipo de pessoa que acolhe “ambos”.

Alguém disse sabiamente: “O que conta é o que você aprende depois de saber tudo”. Uma das características das pessoas de sucesso é que elas são aprendizes ao longo da vida. Pessoas sábias, experientes e maduras estão fundamentadas em verdades essenciais, mas também têm a mente aberta e estão ansiosas para aprender—elas não se tornam complacentes e acham que sabem tudo. Vejamos três áreas em que precisamos abraçar o novo e o antigo.

Teologicamente

Não estou dizendo que precisamos acolher alguma suposta nova revelação que seja contrária às Escrituras, ou para a qual não haja apoio bíblico sólido. Porém, como Jesus indica, há tesouros tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Certa vez, ouvi alguém dispensar uma declaração de Provérbios dizendo: “Isso não é realmente importante hoje, porque está no Antigo Testamento”.  A passagem em discussão, no entanto, não era um aspecto da Lei que havia sido substituído no Calvário. Ao contrário, refletia a eterna sabedoria de Deus; era uma verdade atemporal que transcendia todos as alianças.

Paulo reconhece o valor duradouro do Antigo Testamento quando escreve: “Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança.” (Romanos 15:4), e “Estas coisas lhes sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado” (1 Coríntios 10:11).  Há tesouros tanto no antigo quanto no novo! Não é uma questão de um ou outro, mas de ambos!

Metodologicamente

Temos visto uma explosão de tecnologia e novos métodos nos últimos anos, tanto na sociedade secular quanto nas igrejas. Alguns podem perder o rumo com o advento de tantas coisas novas.  Geoffrey Chaucer (1342-1400), considerado o maior poeta inglês antes de Shakespeare, disse: “Por natureza, os homens adoram novas maneiras de se movimentar”. Esse fascínio pelo “novo” foi visto claramente em Atenas, onde eles passavam o tempo em nada mais do que “dizer ou ouvir as últimas novidades” (Atos 17:21).

Aqueles que tendem a defender a tradição podem, com razão, citar o significado de se apegar a valores essenciais, mantendo princípios atemporais e não aderindo a toda nova moda que surgir.  Eles podem citar versículos como: “Não removas os marcos antigos que puseram teus pais” (Provérbios 22:28) e “Teme ao SENHOR, filho meu, e ao rei e não te associes com os revoltosos” (Provérbios 24:21). No entanto, aqueles que preferem o progresso podem citar Salmos 55:19: “Porque não há neles mudança nenhuma, e não temem a Deus”.  Além disso, eles podem fazer referência a Isaías 43:19: “Eis que faço coisa nova, que está saindo à luz; porventura, não o percebeis?”

Por mais importantes que sejam as verdades fundamentais e imutáveis, há momentos que exigem mudança de estratégias e metodologias. Nos anos 1800, o exército britânico enfrentou, pela primeira vez, uma versão bruta, mas eficaz, de metralhadora. Naquela época, soldados britânicos lutavam com uniformes coloridos e permaneciam em longas filas retas.  No confronto inicial com a metralhadora, 500 soldados britânicos foram mortos ou gravemente feridos em minutos. Qual foi a resposta do comandante britânico?  “Envie-me mais 500 homens!”  Isso me lembra um pouco a famosa frase de Albert Einstein: “A loucura está fazendo a mesma coisa repetidas vezes e esperando resultados diferentes”.

Se deixarmos de adotar novas estratégias, abordagens, métodos e expressões quando forem apropriados, podemos nos encontrar presos ao passado e com uma eficácia reduzida. Um indivíduo disse: “Pequenos homens com pouca mente e pouca imaginação passam pela vida de forma breve, resistindo presunçosamente a todas mudanças que podem abafar seus pequenos mundos”. Novamente, precisamos ver novos e antigos tesouros.  Não é um ou outro; são ambos!

Relacionalmente

Lembro-me das palavras de uma pequena canção que aprendi quando jovem: “Faça novos amigos, mas mantenha os velhos. Um é prata e o outro, ouro”. Precisamos fazer um esforço para manter relacionamentos antigos e também para construir novos. Há um grande valor em ambos! Não estou dizendo que devemos considerar os relacionamentos apenas de uma maneira utilitária (isto é, o que podemos obter deles), mas a verdade é que Deus usa nossas amizades e associações para transmitir coisas importantes em nossas vidas e, às vezes, até para nos levar a novos níveis.

Isaac Newton disse: “Se eu tenho visto mais longe, é por ter ficado nos ombros dos gigantes”.  Nos ombros de quem você está se apoiando, permitindo que você veja mais? Certamente, podemos pensar em muitos grandes patriarcas e pais espirituais que nos inspiraram (e devemos honrar e aprender tudo o que podemos deles), mas e quanto a aprender também com os jovens?

Ouvi falar de um CEO de uma grande corporação que torna obrigatório para todos os seus executivos de nível sênior passar um certo período de tempo por semana com alguns dos indivíduos jovens da empresa—não para que mais velhos orientarem os mais jovens, mas para que os mais jovens ensinem os mais velhos a respeito de todas as novas tecnologias que estão transformando a sociedade e o mundo corporativo.

Que Deus nos dê a sabedoria de encontrar novos tesouros, além dos antigos, quando se trata de nossas vidas e ministérios—o novo e o familiar. É claro que precisamos de discernimento; no entanto, lembre-se de que não é questão de decidir entre um ou outro, mas acolher ambos.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Onde Descontos não se Aplicam de Tony Cooke

[vc_row][vc_column][vc_column_text]

Onde Descontos não se Aplicam
Tony Cooke

Where Discounts Don’t Apply by Tony CookeAcabamos de passar pelo natal – uma época do ano em que todos estão à procura de descontos. Talvez você tenha acordado super cedo na véspera de natal e tenha batalhado com a multidão ou talvez tenha vasculhado a internet, tentando pegar um ou mais presentes com um grande desconto. Todo mundo adora fazer um bom negócio quando se trata de comprar presentes, não é verdade?

Recentemente, no entanto, tenho me recordado de que, em certos casos, descontos podem não ser a coisa certa. Permita-me explicar. Em nossa recente turnê por Israel, pudemos visitar um local que é raramente visitado por turistas. Na verdade, nosso guia israelense nunca havia levado um grupo a esse local em mais de dezoito anos de visitas guiadas e ele só esteve lá uma vez pessoalmente. O local a que estou me referindo é a cidade de Hebron, na Cisjordânia. Quando chegamos lá, não havia um único ônibus de turismo nem vimos um turista sequer na área.        

Nosso destino era um magnífico edifício de 2000 anos erguido por Herodes, o Grande, sobre a caverna de Macpela, onde Abraão, Isaque e Jacó foram enterrados. Quando Sarah morreu, a Bíblia nos conta que Abraão lamentou e chorou por ela e que ele pediu para comprar um lugar para o seu enterro. O povo de Hebron disse a Abraão que ele era um “príncipe honrado” e que lhe seria dado livremente qualquer propriedade que ele desejasse. 

Abraão mostrou a mais profunda humildade e reverência, curvando-se diante do povo e, mais de uma vez, insistiu em pagar o preço total pela caverna e pela terra. Considere suas declarações:

Gênesis 23:9, NTLH
“Eu pagarei o preço total e assim serei dono de uma sepultura neste lugar”

Quando eles insistiram em dar o terreno a ele de graça, Abraão respondeu:

Gênesis 23:13, NTLH
“Escute, por favor! Eu quero comprar o terreno. Diga qual é o preço, que eu pago. E depois sepultarei a minha mulher ali.”   

Com o tempo, Abraão também seria enterrado ao lado de Sarah na caverna de Macpela, junto com seus filhos Isaac e Jacó e suas esposas, Rebeca e Lia. Alguns podem culpá-lo por não ter barganhado mais, a fim de obter o melhor negócio possível, mas, para Abraão, havia algo sagrado envolvido, e ele não queria tornar isso barato.

Davi e a Eira 

Vemos a mesma coisa acontecendo quando o rei Davi comprou a propriedade que eventualmente se tornaria a localização do templo judeu. Uma devastadora praga estava assolando Jerusalém, e Davi foi instruído a construir um altar e oferecer sacrifício em um local específico. Vemos, então, o desenrolar fascinante do acontecimento. 

Então Davi disse: “Quero que você me venda o seu terreiro de malhar cereais a fim de que eu construa nele um altar para Deus, o Senhor, e assim a peste acabe. Eu pagarei o preço justo por ele”. 

Araúna disse: “Fique com o terreiro e faça com ele o que quiser. Aqui estão estes bois para serem queimados em sacrifício no altar, as tábuas de debulhar cereais para serem usadas como lenha e também trigo para dar como oferta. Eu lhe dou tudo isso”.

Mas Davi respondeu: “Isso não! Eu pagarei o preço justo. Não vou dar como oferta ao Senhor coisas que são de você, coisas que não me custaram nada. E pagou a Araúna quase sete quilos de ouro pelo terreiro”. (1 Crônicas 21:22-25, NTLH). 

Tal como aconteceu com Abraão, Davi recusou a oportunidade de ter de graça a propriedade que lhe foi dada – ele insistiu em pagar o preço total.

Mais tarde, lemos: “Salomão começou a construir o Templo do Senhor Deus em Jerusalém, no Monte Moriá, onde Deus havia aparecido ao rei Davi, o pai de Salomão. O lugar que Davi tinha escolhido era o terreiro de malhar trigo de Araúna, o jebuseu” (2 Crônicas 3:1, NTLH).

Isso nos fornece outra pista sobre o valor que Davi pode ter visto nesse terreno em particular – era no Monte Moriá – o mesmo lugar em que Abraão ofereceu seu filho Isaque a Deus (Gênesis 22). Sabemos que o anjo impediu Abraão de ferir seu filho, mas esse ato de fé profeticamente prenunciou o tempo em que Deus ofereceria Seu próprio Filho, o Senhor Jesus Cristo, para a salvação do mundo.   

Enquanto viajávamos por Israel, me vi pensando nessas histórias. Lembrei-me de que Abraão e Davi não foram os únicos que insistiram em pagar o preço total. Deus pagou o preço total por nós quando Jesus morreu na cruz – verdadeiramente, a dívida de nossos pecados foi paga integralmente. Deus não recebeu desconto por nossas almas; Jesus pagou o preço final e absoluto por nós. Isso é algo que ouvimos frequentemente, e deveríamos mesmo ouvir. Porém, me pergunto: “O preço final que Jesus pagou por nós é algo que simplesmente deveríamos receber ou evoca uma certa resposta de nós?”

Ao refletir sobre isso, pensei em duas linhas de um antigo hino:

“Jesus pagou por tudo.
Tudo a Ele eu devo”.

Essas duas linhas são contraditórias ou complementares? Suponho que, se alguém interpreta como “tenho que pagar a Jesus tudo o que Ele fez por mim”, há um problema intrínseco. Nunca poderíamos “pagar de volta a Jesus” pelo que Ele fez por nós. Nossos esforços nunca poderiam alcançar o valor inestimável, infinito e eterno do que Ele fez por nós. Em certo sentido, devemos simplesmente receber, com coração humilde e ações de graças, o sacrifício que Ele fez em nosso favor.

No entanto, por outro lado, o que Jesus fez por nós certamente evoca uma resposta nossa que envolve consagração, fidelidade e obediência. Jesus nos chamou para fazer mais do que apenas receber; Ele nos chamou para segui-Lo fielmente. O Novo Testamento ensina mais do que apenas receber salvação; ele nos ensina também discipulado. Jesus articula isso de maneira muito poderosa em Lucas 14:26-27 (NTLH):

“Quem quiser me acompanhar não pode ser meu seguidor se não me amar mais do que ama o seu pai, a sua mãe, a sua esposa, os seus filhos, os seus irmãos, as suas irmãs e até a si mesmo. Não pode ser meu seguidor quem não estiver pronto para morrer como eu vou morrer e me acompanhar”.

Depois de dar algumas ilustrações a respeito da importância de “saber o custo”, Jesus diz, “Assim nenhum de vocês pode ser meu discípulo se não deixar tudo o que tem” (Lucas 14:33, NTLH). Ouvi alguns ministros (que enganosamente pensam que são profundamente iluminados) zombarem de tais versículos como se eles não se aplicassem mais aos dias de hoje. Esse tipo de pensamento é tragicamente ignorante!

Na prática, Jesus quer que todo crente pegue tudo que possui e doe? Não, mas todo crente – todo discípulo – deve estar disposto a fazer isso se o Senhor pedisse. Nada deve ser mais importante para nós do que Ele, e qualquer coisa que colocamos na Sua frente em ordem de prioridade ou que consideramos mais querida é, na verdade, um ídolo.  

Consideremos as sábias declarações a seguir:

“A salvação é de graça, mas o discipulado te custará sua vida”
– Dietrich Bonhoeffer

“Jesus nunca escondeu o fato de que Sua religião incluía uma demanda assim como uma oferta. De fato, a demanda era tão total quanto o fato da oferta ser gratuita. Se ele ofereceu salvação ao homem, Ele também demandou submissão”
– John R. W. Stott

“Temos sofrido com a pregação da graça barata. A graça é gratuita, mas não é barata. As pessoas aceitam qualquer coisa que é gratuita, mas não estão interessadas no discipulado. Elas tomarão Cristo como Salvador, mas não como Senhor”
– Vance Havner

A Bíblia diz muito sobre filiação. Como filhos, recebemos gratuitamente tudo o que Deus providenciou por meio de Cristo. No entanto, não devemos meramente receber a misericórdia do Pai; devemos responder à Sua missão. Ao responder à Sua missão, não perdemos nossa filiação ou seus privilégios, mas abraçamos o serviço e suas responsabilidades. É por isso que Paulo disse, “Eu sou devedor tanto a gregos quanto a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes” (Romanos 1:14, KJA). Mais tarde, Paulos diz à mesma igreja, “Não fiquem devendo nada a ninguém. A única dívida que voes devem ter é a de amar uns aos outros” (Romanos 13:8, NTLH). Nunca devemos procurar dar amor “com desconto”.      

Jesus fala sobre abrir mão de tudo para segui-Lo, e Paulo fala a respeito da dívida e obrigação de amor os outros. Essas são áreas em que podemos aprender algo com Abraão e Davi, que insistiram em pagar o preço total. Não procuremos um cristianismo barato, com desconto ou com barganha, esperando o quanto podemos receber de Deus e quão pouco podemos dar a Ele. Que possamos honrar a sacralidade de nosso chamado, dando a Deus e ao próximo o melhor do nosso tempo, nossos talentos e nossos tesouros.

[/vc_column_text][image_separator][vc_column_text][1] Tradução livre.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Encorajadoras lições de John Wesley

[vc_row][vc_column][vc_column_text]

Encorajadoras lições de John Wesley
Tony Cooke

Encorajadoras lições de John WesleyTenho trabalhado diligentemente no meu atual projeto de livro: Milagres e Sobrenatural ao Longo da História da Igreja [1]. Pesquisar e escrever sobre o assunto tem sido tremendamente agradável e edificante. Recentemente, passei algumas semanas trabalhando em um material relacionado a John Wesley e estou impressionado com a riqueza de seu ministério e com as lições com as quais podemos tirar proveito ainda hoje.

Até sua morte em 1791, aos 88 anos, Wesley havia viajado 250.000 milhas, ministrando a Palavra de Deus (maior parte a cavalo). Ele pregou 42.000 sermões e escreveu 250 livros e panfletos. Ao longo de sua vida e ministério, Wesley experimentou e testemunhou muitas manifestações do poder sobrenatural de Deus. Ele registrou várias curas e libertações, incluindo curas que ele (e seu cavalo) experimentaram. Em seu diário, ele frequentemente fala a respeito de pessoas caindo ou sendo derrubadas no chão enquanto ouviam o Evangelho sendo pregado. Uma vez, ele escreveu:

“Por volta das três da manhã, enquanto continuávamos em oração, o poder de Deus veio poderosamente sobre nós. Muitos gritaram de completa alegria. Outros foram jogados no chão. Assim que nos recuperamos um pouco da admiração e do espanto causados pela presença de Deus, começamos a louvar”.

No entanto, Wesley não se concentrou nas pessoas que estavam caindo, nem “fez uma propaganda exagerada” sobre isso ou tentou forçar o acontecimento de certas “manifestações visíveis”. Em vez disso, Wesley sempre se concentrou em pregar o Evangelho com o objetivo de ver vidas sendo transformadas. Se alguma manifestação externa acontecesse, Wesley estava bem com isso, mas esse nunca foi seu objetivo.

Esteja aberto para o mover de Deus, mas evite extremos

O que chamamos de extremos ou excessos hoje, Wesley chamava de extravagância. Wesley sempre recebeu de braços abertos o trabalho do Espírito Santo, mas também estava profundamente ciente da atividade carnal que poderia distrair pessoas do Evangelho. Wesley reconhecia com prazer a operação do poder de Deus nas vidas das pessoas, mas também foi um dos principais defensores da verdade que Paulo comunica em 1 Coríntios 14: 40 – “Mas faça-se tudo decentemente e com ordem”.

Wesley falou sobre crentes que experimentaram grandes bênçãos de Deus em alguma ocasião, mas que depois, “…mesmo estando cheios de amor, Satanás se esforça para levar muitos deles à extravagância”. Ele deu exemplos de reuniões em que o caos e a confusão reinaram. Wesley se referiu às pessoas que gritavam e até a um grupo de pessoas que repetidamente caíam e se levantavam nas reuniões (parece que elas estavam caindo pelo simples fato de caírem). Wesley afirma que tais extravagâncias “desprezam a verdadeira obra [de Deus]”. Ele passa a advertir: “No entanto, sempre que as reprovamos, deve ser da maneira mais branda e gentil possível”.

Wesley também falou sobre pregar em um lugar onde os “sinais visíveis” não eram tão nítidos como haviam sido em épocas anteriores, e ele estava bem com isso; Wesley reconhecia que era uma estação diferente para as pessoas naquele local. Em uma visita anterior de Wesley, as pessoas haviam sido tremendamente confrontadas por seus pecados (com a manifestação de sinais dramáticos e visíveis). Algum tempo depois, Wesley declarou: “Deus estava notavelmente presente entre nós, mas para confortar do que convencer” e “Muitos foram refrescados por um turbilhão de paz”.

Wesley não acreditava que as mesmas manifestações deviam acontecer o tempo todo, e ele percebia que sempre havia a possibilidade de imitações carnais acontecerem. Ele afirma que, em alguns casos, “Satanás imita a obra de Deus para desacreditar toda a obra”, mas que Deus “nos permitirá discernir até que ponto, em todos os casos, a obra é pura e onde ela se mistura ou se degenera”.

Quando a porta se fecha, inove!

Wesley enfrentou mais oposições e desafios que muitos ministros atuais podem imaginar. Relativamente cedo em seu ministério, Wesley começou a ter que lidar com portas fechadas. Muitas igrejas se recusaram a permitir que Wesley subisse em seus púlpitos, incluindo igrejas em que seu pai já havia pastoreado em Epworth. Ao invés de dar lugar ao desencorajamento, Wesley simplesmente inovou. Quando igrejas não o queriam, Wesley começou a pregar em campos e à beira de estradas. Essa adaptação não foi fácil para Wesley, mas precisou da insistência de seu amigo e evangelista, George Whitefield, para que ele iniciasse tal abordagem.

No momento em que ele começou a pregar fora das igrejas, a sabedoria para tal abordagem foi rapidamente vista no fruto que produziu. Wesley pregou para grandes multidões fora das igrejas – milhares de pessoas de uma única vez na maioria dos casos – mais do que qualquer igreja poderia acomodar. Ele também alcançou pessoas que não iam às igrejas. Em Epworth, ele pregou, inclusive, em cima da lápide de seu pai no pátio da igreja. Em 12 de julho de 1742, ele escreveu a respeito de seu ministério em Epworth. Ele reportou:

“Eu preguei sobre a justificação pela lei e sobre a justificação pela fé. Enquanto eu estava falando, diversas pessoas caíram no chão como se estivessem mortas e, dentre o restante, ouvia-se um choro crescente clamando pela justificação pela fé, quase sufocando minha voz. Entretanto, muitos deles rapidamente levantaram suas cabeças com alegria e em agradecimento a Deus, certas de que agora possuíam o que suas almas desejavam – o perdão de seus pecados”.

Não fique desencorajado se não ver os frutos imediatamente

Enquanto Wesley foi ungido para ministrar durante um período de grande colheita, ele sabia que esse nem sempre era o caso. O próprio Wesley havia experimentado situações anteriores em que havia visto pouco fruto, mas ele reconhecia o valor da persistência em plantar a semente da Palavra de Deus. Ele escreveu:

“Ah, não deixe ninguém pensar que seu trabalho de amor está perdido pelo fato do fruto não ter aparecido imediatamente! Por aproximadamente quarenta anos, meu pai trabalhou aqui [Epworth], mas viu pouco fruto de seu trabalho. Eu também sofri com essas pessoas, e minhas forças também pareciam estar sendo gastas em vão; no entanto, agora, o fruto apareceu. Há muitas pessoas nessa cidade pelas quais nem eu nem meu pai sofremos anteriormente, mas a semente, lançada diversos anos antes, agora brotou, trazendo arrependimento e remissão de pecados”.

A organização também é vital

Muitas pessoas não percebem que George Whitefield, contemporâneo de Wesley, foi considerado um melhor pregador do que Wesley. Whitefield não somente era melhor em oratória, mas também frequentemente trazia maiores multidões e, aparentemente, gerava maiores impactos em seus ouvintes. No entanto, Wesley era um planejador muito mais organizado do que Whitefield. Wesley era diligente em começar “sociedades” e “classes” para promover discipulados e supervisão espiritual dentre seus convertidos. Sobre isso, Whitefield disse, “Meu irmão Wesley agia sabiamente. As almas que foram despertadas debaixo de seu ministério foram colocadas em classes [grupos de discipulado] e, portanto, preservados os frutos de seu trabalho. Nisso, eu negligenciei, e meu povo é como uma corda de areia”.

Um aviso profético

Wesley foi um dedicado aluno de História da Igreja. Ele era bem ciente sobre como diferentes movimentos iniciaram de forma avivada, mas, eventualmente, se degeneraram em formalidades sem vida e rituais sem significância. Seu entendimento a respeito de tais problemas o levou a escrever:

“Não tenho medo de que o movimento metodista cesse de existir tanto na Europa como na América. No entanto, receio que ele continue a existir somente como uma seita morta, tendo a forma de religião sem poder. E isso, sem dúvidas, será o caso, a não ser que eles agarrem a doutrina, o espírito e a disciplina que inicialmente demonstraram”.

A preocupação profética de Wesley não foi somente válida com relação a seus próprios seguidores, mas é uma admoestação vital para todo movimento que nasce no poder do Espírito de Deus. Até mesmo Jesus mencionou a respeito do potencial da poderosa igreja de Efésios do primeiro século de perder o seu castiçal (Apocalipse 2:5). Uma igreja, uma vez ardente com o poder do Espírito de Deus, pode perder a sua influência e vitalidade espiritual. E isso tem acontecido com certa frequência ao longo da História da Igreja.

A chave para manter uma forte presença do Espírito de Deus

O conhecimento de Wesley sobre a natureza humana e sobre avivamento o levou a declarar: “Portanto, eu não vejo como é possível, na natureza das coisas, para algum avivamento da verdadeira religião durar por muito tempo”. Ele argumentou que, quando Deus trabalha profundamente no coração das pessoas, elas ficam mais diligentes e prudentes, inevitavelmente levando à prosperidade. Ele também observou que, quando pessoas se tornam mais prósperas, elas tendem a se tornar menos dependentes de Deus e se voltam mais para a autossuficiência e carnalidade.

Não é que Wesley não tivesse esperança, mas ele via apenas um caminho para as pessoas prevenirem esse tipo de declínio e experimentarem perpétua vitalidade espiritual. Apesar de ver atitudes erradas com relação ao dinheiro como uma pedra de tropeço significativa, ele não defendia a pobreza como um meio para se obter uma vitalidade espiritual duradoura. Ao invés disso, ele escreve:

“Devemos exortar todos os cristãos a ganharem tudo que podem e a pouparem tudo que conseguirem; isso significa se tornar rico! Qual caminho, então (Eu pergunto novamente), podemos tomar para nosso dinheiro não nos afundar em direção ao inferno? Há um caminho e nenhum mais. Se aqueles que ‘ganham tudo que podem’ e ‘poupam tudo que conseguem’, de igual modo, ‘derem tudo que podem’, então, quanto mais receberem, mais crescerão em graça e mais riquezas ajuntarão nos céus”.

Portanto, para Wesley, abundante e transbordante generosidade era o único caminho para uma pessoa que experimenta os efeitos visíveis de uma graça interior genuinamente permanecer no caminho com Deus.

Notável estamina e longevidade

Wesley foi ativo em fazer viagens e pregações até bem tarde em sua vida. Ele fez as seguintes anotações em seu diário:

  • Aos 69 anos – “Minha voz e força são as mesmas das nove e vinte. Nisso Deus também tem operado”
  • Aos 73 anos – “Sou muito mais capaz de pregar do que às três e vinte”.
  • Aos 78 anos – “Sou o mesmo de quando entrei nos meus 28 anos. Deus tem operado nisso, principalmente no meu exercício constante, acordar cedo e pregar no amanhecer e entardecer”.
  • Aos 82 anos – “Me vejo tão forte e em forma para qualquer exercício físico e mental do que há 40 anos atrás. Não atribuo isso a nenhuma causa secundária, mas somente ao Deus soberano”.
  • Aos 85 anos – Wesley reconhece que sua voz não é mais tão forte do que havia sido no passado e expressa certo receio de que nem todos dentre uma multidão de 25000 pessoas consigam ouvir seu sermão claramente (lembre-se de que ele pregava sem o auxílio de nenhum sistema de som). Ele também reconhece a existência de alguns desafios com relação à sua visão e escreve, “Eu não consigo pregar facilmente mais do que dois cultos por dia”. Entretanto, mesmo aos 85 anos, Wesley declara, “Eu tenho recebido mais convites para pregar em igrejas do que posso aceitar”.

Com certeza, a idade chegou para Wesley, mas que testemunho maravilhoso da graça de Deus e poder em sua vida![/vc_column_text][image_separator][vc_column_text][1] Tradução livre.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Pronto a deixar-Te?

[vc_row][vc_column][vc_column_text]

Pronto a deixar-Te?
Tony Cooke

Prone to Wander? by Tony CookeA letra de um cântico antigo—Vem ó Fonte (Come Thou Fount of Every Blessing)—tem ecoado dentro de mim recentemente. Mais especificamente, fico meditando na seguinte parte:

Perdido em densas trevas o Senhor me resgatou
Prisioneiro do pecado Seu amor me libertou
Minh’Alma canta um novo cântico,
Meu coração a solar

Tua graça me acompanha, sozinho nunca vou estar
Sinto que sou tão vacilante, pronto a deixar-te,
Oh meu Deus
Toma e sela o meu peito para a morada lá no céu  

A parte que vem chamando a minha atenção é a que diz: “Sinto que sou vacilante, pronto a deixar-te, meu Deus”. Vendo as coisas na perspectiva do nascido de novo, eu quero contestá-la. Tenho vontade de dizer, “Sou uma nova criatura em Cristo. Eu tenho a vida e a natureza de Deus dentro de mim. Eu NÃO quero deixar essa intimidade que tenho com o Senhor”. Gosto desse posicionamento.

Ao mesmo tempo, tenho que reconhecer que mesmo os que são nascidos de novo possuem uma carne e uma mente para lidar – e isso pode criar uma distração que atrai as pessoas. Alguns lidam com isso melhor do que outros, mas até mesmo os grandes líderes espirituais como Paulo tiveram que lidar com elementos carnais; ele não estava imune à influência da carne. O que ele fez? Ele disse, “Eu castigo meu corpo como um atleta faz, tratando-o com dureza, treinando-o para fazer o que deve, e não aquilo que ele deseja. De outro modo, eu temo que, depois de ter inscrito os outros para a corrida, eu mesmo seja considerado incapaz, e me mandem ficar de lado” (1 Coríntios 9:27, Bíblia Viva).

É importante ter em mente que atitudes erradas procedem de uma forma errada de pensar e de crer. O engano seguido de desvio é algo tão antigo quanto o Jardim do Éden. “Quando a mulher observou que a árvore realmente parecia agradável ao paladar, muito atraente aos olhos e, além de tudo, desejável para dela se obter sagacidade, tomou do seu fruto, comeu-o” (Gênesis 3:6, KJA). Quando vemos pessoas se desviando do caminho, frequentemente nos focamos em suas ações, mas a raiz de suas atitudes está normalmente no engano.

A realidade é que, se não mantivermos nossos olhos em Jesus, e, se não estivermos alicerçados na Palavra e no Espírito, nossa carne lutará por domínio e nos conduzirá para fora dos trilhos. No entanto, Paulo nos admoesta para que “abandonemos as obras das trevas, e revistamo-nos da armadura da luz. Vivamos de modo decente, como em plena luz do dia, não em orgias e bebedeiras, não em imoralidade sexual e depravação, não em desavenças e invejas. Ao contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo; e não fiqueis idealizando como satisfazer os desejos da carne” (Romanos 13:12-14, KJA).

Como líderes espirituais, é vital que entendamos que crentes podem se desviar e que temos a responsabilidade de ajudá-los. A predominância desse tema nas Escrituras é digna de nota. Todos versos a seguir possuem essa ideia e comunicam o tipo de atitude e de compaixão com o qual aqueles que ajudam devem ter.

Isaías 53:6 (KJA)
Em verdade todos nós, e tal como ovelhas perdidas, andamos errantes; cada ser humano tomou o seu próprio caminho; e Yahweh fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós.

Mateus 18:12-14 (KJA)
Se um homem tiver cem ovelhas, e uma delas se desgarrar, não deixará ele as noventa e nove nos montes, indo procurar a que se perdeu? E se conseguir encontrá-la, com toda certeza vos afirmo que maior contentamento sentirá por causa desta do que pelas noventa e nove que não se extraviaram. Da mesma maneira, vosso Pai, que está nos céus, não deseja que qualquer desses pequeninos se perca.

Gálatas 6:1 (KJA)
Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vós que sois espirituais, deveis restaurar essa pessoa com espírito de humildade. Todavia, cuida de ti mesmo, para que não sejas igualmente tentado.

Tiago 5:19-20 (KJA)
Queridos irmãos, se algum de vós se desviar da verdade e alguém o reconduzir a ela, lembrai-vos disto: quem ajudar um pecador a se arrepender do seu mau caminho salvará da morte essa alma e contribuirá para o perdão de uma grande multidão de pessoas.

Engano e desvio da vontade de Deus não é motivo de riso. O pecado é algo sério e, assim como alguém já disse, “O pecado te levará mais longe do que você deseja ir, manterá você por mais tempo do que você deseja ficar, e custará mais do que você deseja pagar”. Satanás mostrará às pessoas o prazer de curta duração do pecado, mas ele as cegará para a longa duração de seu sofrimento. Pecar parece divertido durante a estação do plantio (Hebreus 11:25 diz a respeito dos “prazeres transitórios do pecado”), mas pode ser extremamente doloroso durante a estação da colheita!

Que pessoas têm se afastado de Jesus não é algo novo; isso já acontecia na própria época em que Jesus viveu:

João 6:66-69 (NTLH)
Por causa disso muitos seguidores de Jesus o abandonaram e não o acompanhavam mais. Então ele perguntou aos doze discípulos: Será que vocês também querem ir embora? Simão Pedro respondeu: Quem é que nós vamos seguir? O senhor tem as palavras que dão vida eterna! E nós cremos e sabemos que o senhor é o Senhor que Deus enviou.

Que encontro fascinante e quão grande discernimento Pedro demonstrou. Ele não foi movido ou influenciado por outros discípulos que estavam abandonando Jesus. Ele reconheceu que Jesus possuía as palavras da vida eterna e se manteve próximo a Ele. No entanto, mais tarde, Pedro cederia ao medo e negaria a Cristo três vezes (Mateus 26:69-75).

Após a ressureição de Cristo, o Senhor não descartou tal acontecimento como algo sem importância, mas teve um encontro e uma conversa significativa com Pedro. Jesus permitiu que Pedro reafirmasse seu compromisso com Ele e o restaurou maravilhosamente. Ele reiterou a Pedro que o seu chamado e a missão de sua vida continuavam intactos e válidos (Joao 21:15-19).

Algumas vezes, cristãos se desviam por causa de problemas internos e carnais. Por exemplo, Tiago nos fala sobre tentações que não provém de Deus; “cada um, porém, é tentado pelo próprio mau desejo, sendo por esse iludido e arrastado. Em seguida, esse desejo, tendo concebido, faz nascer o pecado, e o pecado, após ter se consumado, gera a morte” (Tiago 1:14-15, KJA). Outras vezes, cristãos são pressionados a se afastar de Jesus por causa de perseguição e de outros problemas externos. Esse foi o caso daqueles que receberam o livro de Hebreus, e avisos bem severos foram emitidos sobre os perigos que deixar de seguir ao Senhor. Entre esses avisos, estão:

Hebreus 2:3 (NTLH)
Sendo assim, como é que nós escaparemos do castigo se desprezarmos uma salvação tão grande? Primeiro, o próprio Senhor Jesus anunciou essa salvação; e depois aqueles que a ouviram nos provaram que ela é verdadeira.

Hebreus 3:12-13 (NTLH)
Meus irmãos, cuidado para que nenhum de vocês tenha um coração tão mau e descrente, que o leve a se afastar do Deus vivo. Pelo contrário, enquanto esse “hoje” de que falam as Escrituras Sagradas se aplicar a nós, animem uns aos outros, a fim de que nenhum de vocês se deixe enganar pelo pecado, nem endureça o seu coração.

Hebreus 12:25 (NTLH)
Portanto, tenham cuidado e não recusem ouvir aquele que fala. Aqueles que recusaram ouvir a pessoa que entregou a mensagem divina na terra não puderam escapar. Por isso muito menos escaparemos nós se rejeitarmos aquele que lá do céu nos fala.

Ser fiel a Deus é importante! Nós somente fazemos isso com a ajuda e a graça de Deus. Devemos levar a sério os avisos contidos nas Escrituras, mas devemos sempre nos lembrar da grandiosidade da misericórdia, da graça e da compaixão de Deus. Nossa responsabilidade não é de condenar, mas de restaurar.

Dentre os severos alertas do livro de Hebreus, está uma poderosa admoestação e encorajamento. Isso é o que eu creio para você!

Hebreus 10:35-39 (ARA)
Não abandoneis, portanto, a vossa confiança; ela tem grande galardão. Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. Porque, ainda dentro de pouco tempo, aquele que vem virá e não tardará; todavia, o meu justo viverá pela fé; e, se retroceder, nele não se compraz a minha alma. Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma.

Que você se regozije e permaneça confiante naquele que “pode evitar que vocês caiam e pode apresentá-los sem defeito e cheios de alegria na sua gloriosa presença” (Judas 1:24 NTLH).[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Lições Tiradas de Reis Passados

[vc_row][vc_column][vc_column_text]

Lições tiradas de reis passados
Tony Cooke

Lessons from Dead KingsAlgum tempo atrás, eu estava lendo sobre os diversos reis que passaram pelo Antigo Testamento e me deparei com a seguinte descrição que me deixei espantou!

2 Crônicas 21:20 (NTLH)
Jeorão tinha trinta e dois anos de idade quando se tornou rei de Judá. Ele governou em Jerusalém oito anos. Quando morreu, ninguém sentiu falta dele; ele foi sepultado na Cidade de Davi, mas não nos túmulos dos reis.

Aqui também diz que ele “foi sepultado na Cidade de Davi, mas não nos túmulos dos reis”. Quando li isso, fiquei impressionado com a tristeza de se viver uma vida sendo uma pessoa tão desagradável a ponto de ninguém sentir falta ao morrer. Que trágico!

O Antigo Testamento certamente contém um conteúdo histórico, mas é muito mais do que isso. Ele contém lições poderosas e exemplos que podem ser aplicados a nós atualmente. O Apóstolo Paulo transmitiu um propósito essencial do Antigo Testamento, quando declarou que, “Tudo isso aconteceu com os nossos antepassados a fim de servir de exemplo para os outros, e aquelas coisas foram escritas a fim de servirem de aviso para nós. Pois estamos vivendo no fim dos tempos. Portanto, aquele que pensa que está de pé é melhor ter cuidado para não cair” (1 Coríntios 10:11-12, NTLH). A versão A Mensagem traz uma escrita ainda mais gráfica:

Esses incidentes são sinais de alerta da nossa história, escritos para que não venhamos a repetir os erros deles. Historicamente, vivemos situações semelhantes – eles no início e nós no fim – e podemos confundir tudo, assim como eles. Não sejam tão ingênuos e autoconfiantes. Vocês não são diferentes. Podem fracassar tão facilmente como qualquer um. Nada de confiar em vocês mesmos. Isso é inútil. Mantenham a confiança em Deus.

Em outras palavras, é vital que estudemos as lições do Antigo Testamente e encontremos as aplicações pessoais apropriadas que Deus colocou para nós. Eu entendo perfeitamente que vivemos debaixo de um Novo Testamento; entretanto, o Antigo Testamento continua importante para nós. Quando Paulo disse: “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça” (2 Timóteo 3:16), sem dúvidas, ele estava se referindo ao que denominamos Antigo Testamento. De acordo com estudos, há 855 referências ao Antigo Testamento no Novo Testamento, e há 2309 alusões e paralelismos relacionados ao Antigo Testamento no Novo Testamento. Com isso em mente, quero aprender tudo que posso de toda Palavra de Deus.

Se você fizer um apanhado geral dos reis de Israel e Judá, uma das primeiras coisas que você verá é que os bons reis sempre abordavam a questão da idolatria (alguns mais detalhadamente do que outros), ao mesmo tempo em que os reis considerados maus deixavam que a idolatria persistisse. Se seremos líderes e o tipo de pessoa que Deus quer que sejamos, devemos garantir que Deus seja sempre o primeiro lugar e tenha preeminência em todos os aspectos de nossas vidas. Podemos talvez pensar que a idolatria já não exista mais na era moderna, afinal, não conhecemos ninguém que tenha estátuas de Baal ou Moloque. Entretanto, a idolatria ainda existe escancaradamente na vida de muitos.

O Apóstolo João escreveu, “Filhinhos, mantenham-se longe dos ídolos (falsos deuses) [de qualquer coisa ou de tudo que possa ocupar o lugar de Deus no seu coração, de qualquer tipo de substituto para Ele que tome o primeiro lugar de sua vida] (1 João 5:21, AMP). Paulo inclusive nos admoesta que, “a cobiça é um tipo de idolatria” (Efésios 5:5, NTLH). Martin Luther afirmou com perspicácia: “Tudo que seu coração se apaga e confia, esse é realmente o seu deus”. Uma das declarações mais poderosas que eu já li sobre a idolatria dos dias modernos vem de Tim Keller:

“Tudo que você procura mais do que Cristo em busca de aceitação, alegria, significância, esperança e segurança é, por definição, o seu ‘deus’, aquilo que você adora e serve com todo a sua vida e coração. Se você tenta alcançar seu senso de si mesmo por meio de uma performance (da forma como algumas vezes eu fiz com o meu trabalho e ministério), então, você está colocando algo no lugar de Cristo como Salvador. Isso é um ídolo por definição. O indício de idolatria é sempre uma ansiedade desmedida, uma raiva descontrolada, e um desânimo desordenado. Ídolos são coisas boas (família, realização, trabalho, carreira, romance, talento, etc.) que transformamos em objetivos finais, a fim de obter a significância e a alegria que necessitamos. Então, tais coisas nos levam ao chão, pois nos sentimos na obrigação de possui-las. Se perdemos algo bom, ficamos tristes. Se perdemos um ídolo, isso nos devasta”. [1]

Se eu quero evitar o que trouxe abaixo tantos reis, se eu quero tirar lições vitais de suas histórias de vida, então, eu preciso guardar meu coração da idolatria. Porém, há outras lições importantes a serem aprendidas com os reis. Vamos examinar algumas delas:

Com o Rei Saul, Aprendemos que Devemos Administrar Tanto o Espiritual Como o Natural

Pode parecer que estou ignorando algumas lições escancaradamente óbvias de Saul – sua presunção e desobediência, sua arrogância, e sua insegurança e ciúme profundo de Davi. Todos esses são fatores que levaram à sua queda. Todos esses fatores merecem atenção e análise, mas quero focar em outra lição: o conselho prático que Samuel forneceu à Saul quando ele assumiu o reino. Considere:

1 Samuel 10:6-7 (KJA)
Neste momento, o Espírito do SENHOR tomará pleno controle de ti, e terás manifestações proféticas com eles; e serás transformado em outro homem (isso é transformacional). Quando estes sinais te vierem, faze o que achar a tua mão para fazer, pois Deus é contigo (isso é prático).

  • O verso 6 descreve uma experiência espiritual dinâmica e poderosa.
  • O verso 7 descreve uma sabedoria prática.

Esses dois versos foram feitos para serem complementares e não contraditórios.

Um ministério eficaz se encontra no equilíbrio certo entre os versos 6 e 7.

  • Sem o verso 6, temos uma mente tão terrena que nos esquecemos do espiritual.
  • Sem o verso 7, estamos tão guiados pelo divino que nos esquecemos do terreno.

Com o Rei Davi, Aprendemos que Devemos Manter Nossos Corações no Jogo

Há dezenas e dezenas de lições a serem aprendidas com a vida de Davi, mas uma das mais importantes se encontra em Segundo Samuel.

2 Samuel 11:1-2
Tendo decorrido um ano, no tempo em que os reis saem à guerra, Davi enviou Joabe, e com ele os seus servos e todo o Israel; e eles destruíram os amonitas, e sitiaram a Rabá. Porém Davi ficou em Jerusalém. Ora, aconteceu que, numa tarde, Davi se levantou do seu leito e se pôs a passear no terraço da casa real; e do terraço viu uma mulher que se estava lavando; e era esta mulher mui formosa à vista.

Você notou? Essa era a época do ano em que os reis iam para guerra, mas Davi permaneceu em Jerusalém. Onde estava o coração de Davi? Onde estava o seu foco? Tendemos a enfatizar o adultério de Davi com Betsabá, mas, antes de Davi cometer um pecado de comissão, houve um pecado de omissão. Ele acabou fazendo a coisa errada pois ele não estava ocupado fazendo a coisa certa. Devemos manter nossos corações no jogo!

Com o Rei Salomão, Aprendemos que Dizer “Não” é Vital

Por mais que apreciemos a sabedoria que Salomão compartilhou no livro de Provérbios, é importante reconhecer que ele nem sempre viveu conforme tal sabedoria. Uma das fraquezas de Salomão estava na sua inabilidade de demonstrar controle próprio e moderação. Ele escreveu: “E tudo quanto desejaram os meus olhos não lhes neguei, nem privei o meu coração da alegria alguma” (Eclesiastes 2:10, ARA).

A autoindulgência de Salomão o levou a violar muitas instruções dadas em Deuteronômio 17:16-20 para reis, e os dias finais da vida de Salomão foram vividos em escancarada e miserável desobediência a Deus (veja 1 Reis 11:1-10). Tristemente, uma das últimas declarações feitas sobre Salomão é a seguinte:

1 Reis 11:910 (NTLH)
O Senhor, o Deus de Israel, havia aparecido a Salomão duas vezes e lhe havia ordenado que não adorasse deuses estrangeiros. Mesmo assim, Salomão não obedeceu ao Senhor, mas afastou-se dele. Por isso, o Senhor ficou muito irado com Salomão.

Eu não compartilho essas histórias de Davi e Salomão para jogar pedras neles ou para meramente ressaltar o lado negativo de seus reinados. Nós não devemos nos esquecer das características positivas também. No entanto, lembre-se que tais registros foram “escritos para que não venhamos a repetir os erros deles” (1 Coríntios 10:11, MSG). Queremos vivemos nossas vidas para valer e queremos deixar um impacto e um legado positivos. Certamente, não queremos seguir o exemplo de Jeorão de que ninguém estava triste quando ele morreu. Vamos viver uma vida repleta de graça e de obediência, a fim de que nossos legados sejam somente bênçãos.[/vc_column_text][image_separator][vc_column_text][1] Retirado de: http://www.fellowshipatlantic.com/editoruploads/files/Idols_of_the_Heart_by_Tim_Keller.pdf – tradução livre.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Está Consumado (E Não “Estou Consumado”)

[vc_row][vc_column][vc_column_text]

Está Consumado (E Não “Estou Consumado”)
Tony Cooke

Está Consumado (E Não “Estou Consumado”)“Está consumado”. O Senhor Jesus proferiu essas palavras radicais, palavras que alteraram a eternidade em Seu momento final na cruz (João 19:30). Seu precioso sangue foi derramado. O preço pela redenção do homem foi pago. A missão de Jesus estava cumprida. O significado e o impacto dessas preciosas palavras (“Está consumado”) são poderosamente resumidos nesses versos do livro de Hebreus:

Hebreus 7:27 (NTLH)
Ele não é como os outros Grandes Sacerdotes; não precisa oferecer sacrifícios todos os dias, primeiro pelos seus próprios pecados e depois pelos pecados do povo. Ele ofereceu um sacrifício, uma vez por todas, quando se ofereceu a si mesmo.

Hebreus 9:12, 28 (NTLH)
Quando Cristo veio e entrou, uma vez por todas, no Lugar Santíssimo, ele não levou consigo sangue de bodes ou de bezerros para oferecer como sacrifício. Pelo contrário, ele ofereceu o seu próprio sangue e conseguiu para nós a salvação eterna. Assim também Cristo foi oferecido uma só vez em sacrifício, para tirar os pecados de muitas pessoas. Depois ele aparecerá pela segunda vez, não para tirar pecados, mas para salvar as pessoas que estão esperando por ele.

Hebreus 10:10 (NTLH)
E, porque Jesus Cristo fez o que Deus quis, nós somos purificados do pecado pela oferta que ele fez, uma vez por todas, do seu próprio corpo.

Sobre Tetelestai, o termo grego para “Está consumado”, Warren Wiersbe escreve:

Tal termo era comumente utilizado por comerciantes, para significar que “o preço estava totalmente pago!” Pastores de ovelhas e sacerdotes o utilizavam quando encontravam o cordeiro perfeito, pronto para sacrifício; e Cristo morreu como o Cordeiro perfeito de Deus. Servos, quando o trabalho estava pronto, usavam tal termo para prestar contas aos seus senhores. Cristo, o Servo obediente, havia finalizado o trabalho que o Pai deu a Ele para realizar. Cristo, voluntariamente e deliberadamente, renunciou Sua vida; Ele deu Sua vida por Seus amigos. [1]

A morte de Jesus na cruz foi tão eficaz e tão final que ninguém precisaria adicionar nada ao que Ele havia feito. Jesus não precisaria voltar e morrer novamente pelos pecados da humanidade ou de ninguém mais. Nenhum homem precisaria complementar a obra de Jesus com suas próprias atividades religiosas ou esforços para ser visto como justo perante Deus. O que Jesus fez foi suficiente; foi suficiente e absolutamente eficaz. Ele completou Sua missão de morrer pela humanidade perdida.

Por causa de Sua obra consumada, qualquer um depositando sua fé nEle se torna participante dos benefícios de Sua morte sacrificial e substitutiva. Paulo descreve Seu perdão ao escrever aos crentes sobre o perdão que eles receberam quando depositaram sua fé em Jesus. Ele afirma que Jesus “anulou a conta da nossa dívida, com os seus regulamentos que nós éramos obrigados a obedecer. Ele acabou com essa conta, pregando-a na cruz” (Colossenses 2:14, NTLH).

Jesus não disse “Estou consumado”

Enquanto a morte de Jesus pagou pela penalidade do pecado e cumpriu o que o Velho Testamento exigia, Jesus propriamente não estava consumado. Havia mais para Ele fazer, e em certo sentido, podemos dizer que Ele estava somente começando. Após Ele afirmar, “Está consumado”, Ele ressuscitou, ascendeu aos céus, se sentou à destra de Deus e reina até hoje. Ele virá novamente, não como o Salvador que sofreu, mas como o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. Note como Marcos descreve o trabalho contínuo de Jesus após Sua ascensão:

Marcos 16:19-20 (King James Atualizada)
Concluindo, depois de lhes ter orientado, o Senhor Jesus foi elevado aos céus e assentou-se à direta de Deus. Então, os discípulos saíram e pregaram por toda parte; e o Senhor cooperava com eles, confirmando-lhes a Palavra com os sinais que a acompanhavam.

Claramente, quando Jesus se sentou, Ele não se aposentou ou foi dormir em uma cadeira de balanço. Ao contrário, Ele continua ativamente e vibrantemente direcionando os negócios da Igreja. Em um dos meus livros, eu descrevo e detalho cinco obras específicas que Jesus continua até hoje:

  • Jesus continua trabalhando como Nosso Advogado, Intercessor e Sumo Sacerdote;
  • Jesus continua sendo Nosso Médico;
  • Jesus continua sendo o Cabeça da Igreja;
  • Jesus continua trabalhando como Nosso Sustento e Aperfeiçoador (o Autor e o Consumador…);
  • Jesus continua atuando como Nosso Pastor.

Quando Jesus declarou “Está consumado”, está abundantemente claro que Ele não estava se referindo a Ele estar consumado. Ao mesmo tempo em que Ele nos redimiu dos pecados ao ser preso na cruz do Calvário, Ele ainda possuía muito para realizar e continua tendo muito a realizar. Paulo nos afirmar que “Cristo tem de reinar até que Deus faça com que ele domine todos os inimigos” (1 Coríntios 15:25, NTLH).

Jesus não disse “Você está consumado”

Há muitas coisas maravilhosas que podem e devem ser ditas a respeito da obra consumada de Cristo. Saber o que Ele conquistou para nós na cruz nos auxilia a perceber que estamos totalmente perdoados, completamente redimidos e totalmente justificados. Nós não devemos tentar conquistar (por nossas obras) nenhum dos benefícios da redenção que foram gratuitamente comprados por Jesus; tudo isso é recebido por meio da fé. Quando nos referimos ao nosso posicionamento perante a Deus, é completamente apropriado “descansar na obra consumada de Cristo”. Devemos confiar inteiramente naquilo que Ele fez por nós.

No entanto, é importante percebermos que a vida cristã é bem mais do que simplesmente receber os benefícios da redenção. Nós também somos chamamos a crescer na graça de Deus (2 Pedro 3:18). O fato de termos recebido perdão e uma vida nova não nega a nossa necessidade de crescer continuamente em maturidade. Assim como há a obra consumada de Cristo que traz justificação para nossas vidas, há também uma obra contínua da Palavra e do Espírito que nos habilita a nos desenvolver e progredir espiritualmente.

Pedro descreve esse desenvolvimento e maturidade contínuos em sua segunda epístola. Ele havia acabado de dizer aos crentes que o poder divino de Deus “nos concedeu tudo de que necessitamos para a vida e para a piedade” (2 Pedro 1:3, King James Atualizada), mas prossegue em dizer:

2 Pedro 1:5-7 (King James Atualizada)
Por isso mesmo, aplicando todo o vosso esforço, acrescentai a virtude à vossa fé e o conhecimento à virtude, e o domínio próprio ao conhecimento, e a perseverança ao domínio próprio, e a piedade à perseverança, e a fraternidade à piedade, e o amor à fraternidade.

O fato de estarmos aperfeiçoados em Cristo (Colossenses 2:10) não necessariamente significa que somos maduros em Cristo. Tendo nascido, naturalmente falando, não significa que estamos completamente crescidos. O crescimento espiritual faz parte da vida cristã.

Essa necessidade de um constante crescimento espiritual também é o motivo pelo qual Paulo escreve: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Filipenses 1:6, ARA). O fato de Cristo ter consumado sua obra de redenção na cruz não entra em conflito com o trabalho contínuo do Espírito Santo em nossas vidas, trazendo maturidade.

Paulo não somente reconhece o desenvolvimento espiritual contínuo nas vidas dos filipenses, mas indica que esse progresso espiritual também estava acontecendo em sua própria vida.

Filipenses 3:12-14 (NTLH)
Não estou querendo dizer que já consegui tudo o que quero ou que já fiquei perfeito, mas continuo a correr para conquistar o prêmio, pois para isso já fui conquistado por Cristo Jesus. É claro, irmãos, que eu não penso que já consegui isso. Porém uma coisa eu faço: esqueço aquilo que fica para trás e avanço para o que está na minha frente. Corro direto para a linha de chegada a fim de conseguir o prêmio da vitória. Esse prêmio é a nova vida para a qual Deus me chamou por meio de Cristo Jesus.

A atitude de Paulo foi a mesma enquanto respirava, ele não estava consumado!

Parte de ser um cristão maduro (ou em amadurecimento) envolve obediência ao chamado de Deus e em fazer o que Deus o chamou para fazer. Isso não tem nada a ver com “conquistar” perdão ou nossa entrada no céu. A obra que fazemos ao servir a Deus (por meio da habilidade vinda do Espírito Santo) não está relacionada com conquistar coisas de Deus; ao contrário, é expressar algo de Deus. O ministério e o trabalho cristão são expressões do amor e da natureza de Deus em direção a outros.

A obra consumada de Cristo tem uma enorme ramificação para nós; significa que podemos saber que somos amados, perdoados, aceitos e justificados pelo que Jesus fez por nós. Isso não significa que nos falta interesse no crescimento espiritual, que estamos negligenciando a obediência a Deus ou que falhamos em servir ou ajudar outros. Paulo provavelmente entendia a obra redentora de Jesus e seus benefícios melhor do que qualquer outra pessoa e, enquanto ele pessoalmente descansava na obra consumada de Cristo com relação à sua salvação, ele também servia extensivamente e amplamente para o Senhor, com relação ao seu ministério e chamado.

Como Paulo passou sua vida como crente? Ele combateu o bom combate. Ele finalizou sua carreira. Ele guardou a sua fé (2 Timóteo 4:7, King James Atualizada). Longe de meramente viver uma vida dependente do amor de Deus, Paulo escreve: “E para cumprir esse propósito, eu me esforço arduamente, lutando conforme o seu poder que opera eficazmente em mim” (Colossenses 1:29, King James Atualizada). Ele também afirma: “pela graça de Deus, sou o que sou. E a sua graça para comigo não foi inútil; antes, trabalhei mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus que vive em mim” (1 Coríntios 15:10, King James Atualizada). O trabalho consumado de Cristo para a redenção e a graça de Deus não impediram Paulo de ser um ativo e vibrante servo de Deus; na verdade, ele foi energizado e capacitado pela graça de Deus.

Eu me inspiro tremendamente na leitura sobre homens e mulheres que tinham grande senso de urgência quanto à obra de Deus ainda a ser finalizada. Por exemplo, William Booth disse:

Enquanto mulheres derramam suas lágrimas, eu lutarei. Enquanto criancinhas morrem de fome, eu lutarei. Enquanto homens vão e voltam da prisão, vão e voltam, eu lutarei. Enquanto ainda existir um bêbado, uma garota perdida nas ruas, enquanto ainda existir uma alma perdida sem a luz de Deus, eu lutarei. Eu lutarei. Eu lutarei até o fim.

As palavras de Booth nos relembram que estamos longes de terminar!

Que Deus nos conceda multidões de trabalhadores que compartilhem da mesma visão com relação às pessoas que Deus ama e ao trabalho que Deus tem para a Sua Igreja finalizar. Sem dúvidas, o trabalho de Cristo em conquistar a redenção para o mundo (por meio da cruz) está consumado. Está finalizado. Entretanto, o trabalho de Cristo em distribuir a redenção para o mundo (por meio de Igreja capacitada pelo Espírito Santo) continua até hoje e deve ser considerado com grande senso de urgência.

Pessoalmente, devemos descansar no trabalho redentor de Cristo, mas isso não significa que nos tornamos crentes passivos. Somos parceiros do Espírito Santo e devemos nos engajar de todo coração no trabalho contínuo de Cristo. Jesus disse, “Está consumado”. Ele não disse que Ele estava consumado e, certamente, Ele não disse que estávamos consumados.[/vc_column_text][image_separator][vc_column_text][1] Wiersbe, Warren W. Wiersbe’s Expository Outlines on the New Testament. Wheaton, IL: Victor Books, 1992.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

O Amor de Deus é o Bandolim de uma Pequena Garota

[vc_row][vc_column][vc_column_text]

O Amor de Deus é o Bandolim de uma Pequena Garota
Tony Cooke

God's Love and a Little Girl's MandolinÉ vital não nos esquecermos da importância de uma alma, de uma pessoa. Somos encorajados a pensar grande, a sonhar grande e a planejar grande. Queremos ver o amor de Deus e Sua mensagem se expandindo até os confins da Terra, a incontáveis multidões. Amamos aquela palavra que começa com m: multiplicação. Tudo isso é muito bom, mas não é bom se, no processo, nos esquecermos do valor de cada indivíduo, de cada pessoa.

Todos temos diferentes chamados e dons, e cada um deles deve ser apreciado e valorizado. Eu me lembro de ouvir um famoso ministro honrando sua esposa, reconhecendo que ela era muito melhor em relacionamento pessoal do que ele. Apreciei sua humildade e sinceridade em exaltar as importantes contribuições de sua esposa. No entanto, algo nocivo acontece se o relacionamento pessoal, o ministério individual for desvalorizado. Se um ministro ama as multidões, mas é desdenhoso em relação aos indivíduos, algo muito diferente de Cristo está acontecendo. Considere a perspectiva de Jesus sobre isso:

Mateus 18:10, 12-14 (ARA)
Vede, não desprezeis a QUALQUER destes pequeninos; porque eu vos afirmo que os seus anjos nos céus veem incessantemente a face de meu Pai celeste. Que vos parece? Se um homem tiver cem ovelhas, e UMA delas se extraviar, não deixará ele nos montes as noventa e nove, indo procurar A QUE se extraviou? E, se porventura a encontra, em verdade vos digo que maior prazer sentirá por causa desta do que pelas noventa e nove que não se extraviaram. Assim, pois, não é da vontade de vosso Pai celeste que pereça UM SÓ destes pequeninos.

Jesus não somente ensinou sobre o valor de cada individuo, mas demonstrou isso por meio de suas ações. Considere as vezes em que o Salvador conheceu e interagiu com indivíduos distintos. Aqui estão apenas alguns exemplos:

  • Nicodemos (João 3)
  • A mulher de Samaria (João 4)
  • A mulher adúltera (João 8)
  • O jovem rico (Mateus 19)
  • Zaqueu (Lucas 19)

Em uma época em que igrejas enormes com inúmeros campi recebem muita atenção, é importante sempre nos lembrar que Deus não se importa apenas com números, estatísticas e multidões de pessoas; Ele se importa com indivíduos.

Com isso em mente, eu quero elogiar um amigo meu, Phil Edwards, que pastoreia uma região rural na Carolina do Norte. Não é uma área intensamente povoada e seu prédio vermelho é a única estrutura que você vê por um bom tempo naquele trecho da estrada. Pastor Phil conhece todos os membros de sua igreja pelo nome, e, quando eu estive com ele, parecia que conhecia praticamente todos de sua comunidade. Eles também o conhecem e claramente o admiram e apreciam. Eu acho que eles o respeitam pelo fato de saberem que ele genuinamente se importa com cada um.

Da última vez em que eu estive em sua igreja, ele havia acabado de receber notícias de uma jovem que havia congregado em sua igreja anos atrás. Mary havia congregado na igreja do Pastor Phil por alguns anos a partir da época em que ela tinha seis anos de idade. Mary veio de uma criação difícil. Seus pais eram alcoólatras, e sua avó era alcoólatra e viciada em drogas, mas acabou cuidado de Mary por um tempo.

Beverly, esposa do pastor Phil, ensina na escola dominical e foi professora de Mary. Como forma de tornar sua vida mais fácil, sua avó colocou Mary e seu irmão sob pesada medicação para déficit de atenção. Como resultado, Mary nem sempre estava alerta na aula. Não somente isso, a avó também acordava os dois no meio da noite para mandar que limpassem a casa. Sei que isso não faz sentido, mas essa foi a criação de Mary.

A irmã do Pastor Phil, Pam, dirigia um ônibus todo domingo, buscando crianças e as levando para a igreja. Ela passou a buscar Mary, e a igreja se tornou um local em que ela poderia ser livre e se divertir. Ela adorava ir à frente da igreja no momento do louvor, para dançar e rodopiar. Ela aprendeu sobre o amor de Deus por ela e começou a escrever músicas sobre seu Pai celestial. A igreja era o ponto alto de sua semana, e o amor que ela recebia dos demais membros impactou sua vida.

Reconhecendo o amor de Mary pela música, sua avó comprou um bandolim para ela. A avó possuía um bom coração e boas intenções, mas, em um momento ruim, ela, mais tarde, penhorou o bandolim e usou o dinheiro para comprar álcool. Não muito tempo após esse incidente, as autoridades realocaram Mary para outra parte do estado, para viver com outros familiares. Pastor Phil e Beverly eventualmente perderam o contato com ela, mas, assim que ele soube a respeito da venda do bandolim, foi para a loja de penhores e o comprou. Ele o guardou por muitos anos, na esperança de se reconectar algum dia com Mary.

Fiquei comovido com essa história, mas você ainda não ouviu a melhor parte. No final do ano passado (2018), Mary, agora adulta, encontrou o Pastor Phil e Beverly, por meio das redes sociais, e entrou em contato com eles. Ela nunca se esqueceu do cuidado e do amor que ela encontrou naquela igreja. Ela ainda se lembrava da liberdade que sentia naquele prédio vermelho. Imagine seu deleite quando ela descobriu que também não havia sido esquecida; você certamente quase pode sentir sua alegre surpresa quando descobriu que o Pastor Phil havia guardado aquele bandolim por todos aqueles anos. Receber aquele bandolim não era apenas uma tangível expressão do amor do pastor e de sua esposa, mas também do amor de Cristo por ela.

Os pastores de hoje em dia possuem inúmeras responsabilidades; no entanto, quando ouvi essa história, algo em meu coração dizia, “Isso é pastoreio!” Não quero desmerecer nenhum outro aspecto do pastoreio. Pregar é importante. Administrar é importante. O treinamento de líderes é importante. Porém, o que qualquer um de nós pode fazer de mais importante do que amar pessoas, sendo atenciosos e nos conectando com pessoas em seus níveis de necessidades mais profundos?

Eu amo o conselho de Paulo em Romanos 12:9, “O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem”. Ele precede dizendo, “em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos” (Romanos 12:16, ARA). Na versão NVI, diz, “Não sejam orgulhosos, mas estejam dispostos a associar-se a pessoas de posição inferior. Não sejam sábios aos seus próprios olhos”. Eu aprecio quando líderes espirituais não se associam apenas a pessoas de alto escalão; Jesus nunca quis que desconsiderássemos aqueles que a sociedade considera ser “o menor deles”.

O apóstolo Tiago também abordou sobre isso quando ele alertou sobre o perigo de tratarmos alguns de forma melhor do que outros com base em riqueza e posição social (Tiago 2:1):

  • (KJA) Caros irmãos, como crentes em nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, não façais acepção de pessoas, tratando-as com preconceito ou parcialidade.
  • (NVI) Meus irmãos, como crentes em nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, não façam diferença entre as pessoas, tratando-as com parcialidade.
  • (NTLH) Meus irmãos, vocês que creem no nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, nunca tratem as pessoas de modo diferente por causa da aparência delas.
  • (ARA) Meus irmãos, não tenhais a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas.

Enquanto eu estava contemplando o que Tiago disse a respeito de tratar as pessoas igualmente, independente de status e riqueza, lembrei de algo que “Querida Abby” (Abigail van Buren) disse a respeito disso. Ela disse, “O melhor indicativo para o caráter de alguém é (a) como ela trata outros que não podem oferecer nenhuma vantagem a ela, e (b) como ela trata outros que não podem revidar”. Há muita sabedoria nessa observação.

Alexander MacLaren, um notável estudioso da Bíblia, observou, “Gentileza torna uma pessoa atraente. Se você ganhasse o mundo, derreta-o; não o martele”. Também comentando a respeito de gentileza, Frederick Faber falou, “Gentileza já converteu mais pecadores do que a eloquência e o ensino”. O potencial da gentileza e do cuidado em impactar e transformar vidas não pode ser subestimado.

Em adição à declaração que Jesus faz em Mateus 18 (referenciado acima), aqui, vão algumas outras passagens que nos relembram do grande valor do amor e do cuidado por pessoas, não nos mantendo distantes daquilo que Deus nos comissionou ministrar:

Isaías 40:11 (ARA)
Como pastor, apascentará o seu rebanho; entre os seus braços recolherá os cordeirinhos e os levará no seio; as que amamentam ele guiará mansamente.

2 João 1:12 (ARA)
Ainda tinha muitas coisas que vos escrever; não quis fazê-lo com papel e tinta, pois espero ir ter convosco, e conversaremos de viva voz, para que a nossa alegria seja completa.

João 10:3-4, 11, 14 (ARA)
ele chama pelo nome as suas próprias ovelhas e as conduz para fora. Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adianta delas, e elas o seguem, porque lhe reconhecem a voz. Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim.

2 Coríntios 12:15 (ARA)
Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol da vossa alma. Se mais vos amo, serei menos amado?

1 Tessalonicenses 2:7-8, 11-12 (ARA)
nos tornamos carinhosos entre vós, qual ama que acaricia os próprios filhos. Assim, querendo-vos muito, estávamos prontos a oferecer-vos não somente o evangelho de Deus, mas, igualmente, a própria vida. E sabeis, ainda, de que maneira, como pai a seus filhos, a cada um de vós, exortamos, consolamos e admoestamos, para viverdes de modo digno de Deus…

Como cristãos, temos uma tarefa. Devemos nos lembrar que essa tarefa é sobre pessoas. Talvez, ao invés de orar, “Deus, me ajude a alcançar o mundo”, devêssemos dizer, “Deus, me ajude a amar alguém hoje que realmente necessite de Seu amor”. Não sou contra a ideia de alcançar o mundo; somente acho que seremos mais eficientes se o fizermos alcançando uma pessoa de cada vez com amor, gentileza, compaixão e cuidado. Agradeço a Deus por pastores como Phil Edwards, e também por inúmeros cristãos que têm assimilado tais princípios em seus corações e os praticado. Eles estão transformando o mundo, uma pessoa de cada vez.[/vc_column_text][image_separator][vc_row_inner][vc_column_inner width=”1/3″][vc_single_image image=”21275″ img_size=”full” alignment=”center” onclick=”link_image”][/vc_column_inner][vc_column_inner width=”1/3″][vc_single_image image=”21278″ img_size=”full” alignment=”center” onclick=”link_image”][/vc_column_inner][vc_column_inner width=”1/3″][vc_single_image image=”21279″ img_size=”full” alignment=”center” onclick=”link_image”][/vc_column_inner][/vc_row_inner][/vc_column][/vc_row]

O Treinamento de Líderes é Bíblico?

[vc_row][vc_column][vc_column_text]

O Treinamento de Líderes é Bíblico?
Tony Cooke

Is Leadership Teaching Scriptural?Recentemente, vi uma postagem compartilhada por diversas pessoas em uma rede social. Parecia que tal postagem questionava a validade do treinamento de líderes no contexto pastoral/ cristão. Ali, era apresentada a ideia de que o termo servo aparece mais vezes na Bíblia do que o termo líder. A mensagem era exatamente essa:

Líder é mencionado apenas seis vezes na Bíblia (versão King James). Servo é mencionado 900 vezes! Por que, então, temos tantas conferências de líderes?

Deveria, portanto, uma pessoa deduzir que ensinamentos sobre liderança são de alguma forma sem tanta importância ou até antibíblicos? Como alguém que ensina a respeito de princípios de liderança a pastores e a membros de igrejas com certa frequência, tal frase certamente me fez pensar, e quero compartilhar alguns pensamentos aqui.

Em primeiro lugar, pode ser um tanto enganoso apresentar uma ideia simplesmente baseada na quantidade de vezes que uma palavra aparece na Bíblia. Tal postagem indica que a palavra líder aparece somente seis vezes na Bíblia. A inferência assumida é que, pelo infrequente uso da palavra, liderança (ou treinamento de líderes) pode não ser tão importante assim.

No entanto, o pouco uso da palavra líder(es), conforme citado, somente é correto na versão King James. Na versão King James Atualizada, o termo líder(es) é utilizado 116 vezes. Quando checamos em outras versões, os termos líder(es) e liderança são usados diversas vezes. Um grande salto de apenas seis vezes!

Mesmo assim, é vital perceber que a importância de um conceito não é necessariamente determinada pela frequência que tal termo aparece. Por exemplo, você sabe quantas vezes a palavra Trindade aparece na Bíblia? A resposta correta é zero; a palavra Trindade não aparece na Bíblia. Isso significa que a Trindade é, portanto, sem importância? Absolutamente não! O conceito de Trindade engloba uma miríade de referências ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo ao longo do Novo Testamento. Devemos concluir que a natureza trina de Deus não é importante pelo fato da palavra Trindade não aparecer na Bíblia?

Levando tal ilustração a um nível absurdo, alguém poderia dizer:

A palavra Trindade nunca aparece na Bíblia.
Satanás, demônios e espíritos malignos são mencionados em terno de 185 vezes (versão King James)!
Por que temos tantos ensinamentos a respeito de Deus?

Claramente, tal afirmação é ridícula, mas esse é o mesmo tipo de lógica refletida na analogia liderança/servo feita acima.

Outro fator importante é que há outros termos no Novo Testamento que se referem ao conceito de liderança para além do termo “líder”. Por exemplo, superintendente, pastor, ancião e bispo também possuem relevância para o exercício da liderança da igreja. Em 1 Coríntios 12:28, Paulo se refere a administração (King James Atualizada) e governo (versão King James). Da mesma forma, o Antigo Testamento se refere diversas vezes a pessoas em posições de liderança sem necessariamente usar o termo “líder”. Nesses casos, palavras como rei, governante, príncipe, pastor, juiz, capitão e ancião são utilizadas no lugar.

Além disso, creio que pessoas frequentemente esquecem verdades bíblicas importantes pelo fato de olharem pela perspectiva do “ou” ao invés do ponto de vista do “e”. Em outras palavras, em nenhum lugar Deus diz, “Escolha hoje o que haveis de ter – uma atitude de servidão OU melhores habilidades de liderança”. Tais conceitos não são mutuamente excludentes; eles devem trabalhar lado a lado. Todo líder espiritual deve operar com um coração de servo. Absolutamente! Servidão e liderança não são mutuamente excludentes da mesma forma que Jesus é o Cordeiro E o Leão da Tribo de Judá.

Com frequência, é dito que “o trabalho ministerial envolve pessoas”, e isso é bem verdade. Além de líderes seniores, todo aquele que gerencia, supervisiona ou influencia pessoas pode se beneficiar com o aumento ou com o aprimoramento de suas habilidades de liderança. Quer chamemos de diretores, chefes de departamento, coordenadores ou supervisores, muitas pessoas tipicamente liderarão melhor se forem submetidas a um treinamento e a instruções de qualidade.

A realidade é que a Bíblia é repleta de regras e de princípios para uma liderança guiada por Deus. Aqueles que foram selecionados para auxiliar Moisés na liderança do povo de Israel deveriam ser “homens de capacidade, tementes a Deus, homens verazes, que aborreçam a avareza” (Êxodos 18:21). Se tais características são necessárias para líderes, não é razoável crer que Moisés provavelmente ensinou a respeito de tais traços de caráter?

Moisés e o Treinamento de Lideres

Muito antes de Israel ter um rei, instruções para tal cargo já haviam sido dadas. Em Deuteronômios 17:14-20, Moisés declara:

“Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, e a possuíres e, nela habitando, disseres: Porei sobre mim um rei, e como o fazem todas as nações que estão em redor de mim; porás certamente sobre ti como rei aquele que o Senhor teu Deus escolher. Porás um dentre teus irmãos como rei sobre ti; não poderás pô sobre ti um estrangeiro, homem que não seja de teus irmãos. Ele, porém, não multiplicará para si cavalos, nem fará voltar o povo ao Egito, para multiplicar cavalos; pois o Senhor vos tem dito: Nunca mais voltareis por este caminho. Tampouco multiplicará para si mulheres, para que o seu coração não se desvie; nem multiplicará muito para si a prata e o ouro. Será também que, quando se assentar sobre o trono do seu reino, escreverá para si, num livro, uma cópia desta lei, do exemplar que está diante dos levitas sacerdotes. E o terá consigo, e nele lerá todos os dias da sua vida, para que aprenda a temer ao Senhor seu Deus, e a guardar todas as palavras desta lei, e estes estatutos, a fim de os cumprir; para que seu coração não se exalte sobre seus irmãos, e não se aparte do mandamento, nem para a direita nem para a esquerda; a fim de que prolongue os seus dias no seu reino, ele e seus filhos, no meio de Israel”.

Moisés forneceu instruções divinas a respeito do que líderes (reis) não deveriam fazer, assim como o que eles deveriam fazer. Tudo isso soa como um treinamento de líderes para mim.

Conforme nos movemos ao longo das Escrituras, as palavras finais de Davi na Terra incluem a seguinte admoestação (2 Samuel 23:3). Tai palavras são muito instrutivas quanto à natureza de uma liderança guiada por Deus.

Falou o Deus de Israel, a Rocha de Israel me disse:“Quando um justo governa sobre os homens, quando governa no temor de Deus”.

Jesus e o Treinamento de Líderes

Quando Jesus entra em cena, Ele aponta apóstolos que serão testemunhas da Sua ressurreição, e inevitavelmente, responsabilidades de liderança virão sobre eles. Vemos Jesus os preparando para suas atribuições, enfatizando os valores e princípios divinos que deveriam ser implementados conforme eles seguissem seus chamados. Jesus frequentemente corrigia Seus discípulos quando suas atitudes e ações não representavam a Ele ou ao Pai propriamente.

Talvez, o melhor exemplo sobre como Jesus ensinou Seus discípulos a liderar propriamente seja encontrado em Mateus 20:25-28:

“Sabeis que os governadores dos gentios os dominam, e os seus grandes exercem autoridades sobre eles. Não será assim entre vós; antes, qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva; e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será vosso servo; assim como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos”.

Jesus, aqui, não está descartando todos os conceitos de liderança; ao contrário, Ele está destacando algumas virtudes – como a servidão, uma mentalidade sacrificial e uma natureza generosa – que refletem a natureza de Deus na liderança de pessoas, e Ele está rejeitando abordagens carnais.

Paulo e o Treinamento de Lideres

Conforme estudamos mais a fundo o Novo Testamento, vemos Paulo conduzindo um treinamento de líderes perto de Mileto com anciãos da igreja de Éfeso. Eu encorajo você a ler (com atenção) as admoestações de Paulo para esses líderes em Atos 20:17:38. Paulo apresenta o exemplo de sua própria vida e ministério, para demonstrar como eles devem servir a Cristo. Ele apresenta tópicos vitais como humildade, consagração e perseverança, e fornece detalhes sobre a natureza das responsabilidades dadas por Deus.

Em adição a essas reuniões com os anciões (líderes de igrejas responsáveis por alimentar suas ovelhas e pelo exercício da supervisão espiritual), Paulo também escreve, para Timóteo e Tito, cartas que são comumente referidas como Epístolas Pastorais. Essas cartas são repletas de todos os tipos de instruções sobre como esses dois jovens ministros devem realizar suas atribuições espirituais. Paulo encoraja Timóteo e Tito a desempenhar seus deveres com humildade, ousadia, perseverança e sabedoria. Em essência, as epístolas pastorais representam um treinamento de líderes em forma de carta.

Com os anos, tenho ouvido pessoas se referirem a doutrina de uma forma muito negativa (por exemplo, “Não queremos nenhum tipo de doutrina aqui”). Da mesma forma, tenho ouvido pessoas falarem depreciativamente sobre teologia. A verdade quanto a isso é que tais termos (doutrina e teologia) não são por si só problemáticos. O que é ruim é uma doutrina ruim e uma teologia ruim. Do mesmo modo, o treinamento de líderes deve ser julgado por seu conteúdo. Eu também não quero um treinamento de líderes ruim! Porém, feito com excelência, doutrina, teologia e liderança são ferramentas vitais e essenciais.

Onde isso nos leva?

Talvez, alguns já devem ter ouvido a respeito de treinamentos que descartam princípios bíblicos e negam a importância da oração e da confiança no Espírito Santo. Eu também teria problemas com esse tipo de ensinamento. No entanto, devemos jogar fora a água do banho com o bebê junto? Infelizmente, aqueles que pensam nos termos “tudo ou nada” possuem tal tendência.

É claro que devemos ter discernimento. No meu treinamento ministerial, eu aprendi cedo a “comer o feno e cuspir as varas”. Se o conteúdo do treinamento for bíblico, promover o Cristianismo, expor os princípios das Escrituras e equipar pastores e outros a liderar mais eficazmente e com maior sabedoria, eu estou dentro. Líderes necessitam de toda a ajuda que eles puderem conseguir à medida que guiam suas congregações e promovem o crescimento espiritual dos crentes em tempos desafiadores.[/vc_column_text][image_separator][vc_column_text]Este artigo foi traduzido por Gabriella Kashiwakura.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Cristianismo Biscoito da Sorte

[vc_row][vc_column][vc_column_text]

Cristianismo Biscoito da Sorte
Tony Cooke

Fortune Cookie ChristianityTenho certeza que você já comeu alguma vez em um daqueles restaurantes chineses, em que o garçom serve biscoito da sorte após a refeição. Não creio que muitas pessoas levem tais mensagens a sério, mas as pessoas gostam de quebrar o biscoito para ver o que ele diz. Ocasionalmente, um biscoito da sorte pode entregar mensagens engraçadas, como:

  • Dentro de cada idoso, há um jovem se perguntando o que aconteceu.
  • Já era hora de sair desse biscoito.
  • Em boca fechada, não entra mosca.
  • Não posso ajudá-lo pois sou apenas um biscoito.

Geralmente, no entanto, as mensagens nesses biscoitos da sorte se resumem a declarações de senso comum sobre a vida ou a afirmações ou previsões vagas e positivas. Por exemplo:

  • Um sorriso é seu passaporte para o coração dos outros.
  • Um sonho seu irá se realizar.
  • Seja paciente; coisas boas levam tempo.
  • A riqueza te encontrará em breve.
  • Você superará obstáculos para alcançar o sucesso.

Em alguma medida, parece que todos querem ouvir que tudo irá bem e que elas conseguirão obter o que querem. Em outras palavras, todos desejam esperança, confirmação e encorajamento; e isso é entendível. Eu gosto de pensar que as pessoas praticamente desconsideram o que está escrito nos biscoitos da sorte, se não o desdenham completamente. Cristãos, no entanto, levam a Bíblia a sério. Quando vemos uma promessa de Deus na Bíblia, nossos corações podem palpitar, e, quando lemos algo nas Escrituras que nos encoraja, podemos extrair grande força disso. Portanto, qual é a diferença entre a “sorte” contida nesses biscoitos e um verso das Escrituras? Penso que tal diferença pode ser resumida na simples frase: “Considere a fonte”.

Não seria necessário dizer que um cristão não deveria ler a Bíblia da forma que uma pessoa supersticiosa lê um biscoito da sorte. Tais mensagens tipicamente dizem coisas que as pessoas querem ouvir, mas a Bíblia nos diz o que precisamos ouvir. Não sou contra um cristão ler e ser inspirado por um versículo em particular – isso pode ser uma boa fonte de encorajamento.

O Espírito Santo certamente pode colocar algum versículo específico em nossos corações, e eu sei que Ele frequentemente faz isso, mas toda nossa vida espiritual não pode ser baseada em versos isolados e aleatórios. De acordo com Jesus, devemos viver “de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mateus 4:4). Isso significa que discípulos compromissados lerão e estudarão as Escrituras de forma compreensiva e no contexto.

Um proeminente site da Bíblia reportou que, em 2018, o verso mais popular, com base em mais de dois bilhões de visualizações, foi Jeremias 29:11 (NVI), que diz, “’Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês’, diz o Senhor, ‘planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro’”. [1]

Certamente essa é uma boa declaração. Eu a vejo como encorajadora e, provavelmente, você também a vê assim. Não pretendo desencorajar ninguém nem extinguir a esperança que uma pessoa pode encontrar em um versículo como esse; porém, em algum momento, é importante que as pessoas leiam o contexto completo que cerca determinado verso. Em outras palavras, qual é a história completa?

Jeremias, que foi quem escreveu tais palavras, estava tentando (sem sucesso) fazer com que Israel se arrependesse de seus pecados. A nação estava começando a ser julgada, e os Babilônios já haviam saqueado algumas riquezas de Jerusalém e levado alguns para o cativeiro, incluindo o rei Jeoaquim. Havia um falso profeta chamado Hananias, que estava dando uma previsão muito otimista ao povo de Jerusalém. Ele falava ao povo que as coisas terminariam bem e que toda as suas riquezas e pessoas levadas ao exílio retornariam em breve.

Jeremias, ao contrário, disse ao povo que, por causa de sua persistente falta de arrependimento, o cativeiro continuaria por setenta anos. Eles não experimentariam liberdade tão cedo, e aqueles levados cativos para Babilônia deveriam se estabelecer, ter filhos, etc. Abaixo, está um contexto mais completo em torno do que está escrito em Jeremias 29:11.

Jeremias 29:7, 10-14 (KJA)
Dedicai-vos à busca da prosperidade da cidade, para onde vos deportei, e orai a Yahweh em favor dela; porque o progresso dela será a vossa prosperidade. Assim diz Yahweh: “Quando se completarem os setenta anos da Babilônia, Eu cumprirei a minha promessa a vosso favor, de trazer-vos de volta para este exato lugar. Porquanto somente Eu conheço os planos que determinei a vosso respeito!”, declara Yahweh, “planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dor e prejuízo, planos para dar-vos esperança e um futuro melhor. Então me invocareis e chegareis a mim para orar, e Eu vos darei toda a atenção Vós me buscareis e me encontrareis, quando me buscardes de todo coração. Eu me deixarei ser encontrado por vós”, assevera o SENHOR, “e os conduzirei de volta do cativeiro, restaurando a vossa sorte. Então eu mesmo os reunirei de todas as partes da terra para onde eu os dispersei e os repatriarei para o lugar de onde os deportei”, afirma o SENHOR.  

Se eu ler Jeremias 29:11 de forma superficial, da mesma forma que as pessoas leem os biscoitos da sorte, talvez, eu fique com a impressão de que “porque Deus me ama, eu terei um bom dia hoje!” No entanto, quando os destinatários originais de Jeremias 29:11 leram a mensagem em seu contexto completo, eles provavelmente disseram: “Seremos levados cativos por setenta anos, mas, eventualmente, veremos Deus nos restaurar à nossa pátria”. Tais interpretações são bem diferentes, não acha?

Preocupa-me que muitas pessoas, atualmente, tratem as Escrituras como se Sua única finalidade fosse a de promover encorajamento e motivação; a Bíblia é lida em busca de sucesso, mas não de santificação. Certamente, devemos buscar esperança e encorajamento na leitura das Escrituras; porém, se tudo que procuramos é um rápido impulso motivacional, perderemos muito do que Deus quer nos comunicar. Considere o que as Escrituras são realmente destinadas a realizar em nossas vidas:

2 Timóteo 3:16-17 (KJA)
Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ministrar a verdade, para repreender o mal, para corrigir os erros e para ensinar a maneira certa de viver; a fim de que todo homem de Deus tenha capacidade e pleno preparo para realizar todas as boas ações.

Note que toda a Escritura (não apenas versículos isolados) é proveitosa para:

  • Doutrina: é o que precisamos aprender e no que precisamos acreditar. Verdade.
  • Repreensão: Convicção do pecado, revelação do erro e repreensão daqueles que estão em pecado.
  • Correção: Significa “endireitar-se novamente”.
  • Instrução da maneira correta de viver: Refere-se à maneira como os pais treinariam uma criança.

Devemos ler as Escrituras da forma como Deus quer que leiamos inteiramente Sua Palavra e não da forma como alguém lê um biscoito da sorte! Não apenas devemos ler o Novo Testamento, como o Antigo Testamento também possui grandes benefícios para todos nós. Algumas pessoas desdenham o Antigo Testamento, mas Paulo escreve:

1 Coríntios 10:6-11 (NTLH)
Tudo isso aconteceu a fim de nos servir de exemplo, para nós não querermos coisas más como eles quiseram, nem adorarmos ídolos, como alguns deles adoraram. Como dizem as Escrituras Sagradas: “O povo sentou-se para comer e beber e se levantou para se divertir”. Não devemos cometer imoralidade sexual, como alguns deles fizeram. E, porque eles fizeram isso, vinte e três mil deles caíram mortos num dia só. Não devemos pôr à prova a paciência de Cristo, como alguns deles fizeram, e por isso foram mortos pelas cobras. Vocês não devem se queixar, como fizeram alguns deles, e por isso foram destruídos pelo Anjo da Morte. Tudo isso aconteceu com os nossos antepassados a fim de servir de exemplo para os outros, e aquelas coisas foram escritas a fim de servirem de aviso para nós. Pois estamos vivendo no fim dos tempos.

Abaixo, estão algumas declarações excelentes. Se as aplicarmos, leremos as Escrituras da forma como Deus deseja:

“Aplique-se totalmente às Escrituras e aplique as Escrituras totalmente a si mesmo.” (Johann A. Bengel)

“Nada menos que a Bíblia inteira pode fazer um cristão completo.” (A. W. Tozer)

“Estudo a Bíblia da mesma forma que colho maçãs. Primeiro, eu balanço a árvore para que os frutos mais maduros caiam. Depois, eu agito cada membro e, após isso, cada ramo e cada galho. Em seguida, olho debaixo de cada folha.” (Martin Luther)

“Devemos permitir que a Palavra de Deus nos confronte, perturbe nossa segurança, mine nossa complacência e derrube nossos padrões de pensamento e de comportamento.” (John Stott)

“A cada 100 cristãos, 99 apenas brincam de estudar a Bíblia; portanto, a cada 100 cristãos, 99 são meros fracotes, enquanto poderiam ser gigantes. (R. A. Torrey)

Deus te abençoa enquanto você se aprofunda na Palavra de Deus, lendo de forma abrangente, completa e aprofundada.[/vc_column_text][image_separator][vc_column_text][1]  https://www.biblegateway.com/year-in-review/2018/[/vc_column_text][vc_column_text]Este artigo foi traduzido por Gabriella Kashiwakura.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Apreciando o Mover Sutil do Espírito Santo

[vc_row][vc_column][vc_column_text]

Apreciando o Mover Sutil do Espírito Santo
Tony Cooke

The Subtle Workings of the Holy SpiritAo escrever esse texto, acabo de concluir o lançamento inaugural do nosso novo seminário, Milagres e Sobrenatural Ao Longo da História da Igreja. Fiquei muito satisfeito com a forma como esse seminário foi realizado, e sua carga de estudo foi uma das mais enriquecedora que eu já fiz. O foco do seminário foi o mover do Espírito Santo ao longo dos últimos 2000 anos, para confirmar a pregação do Evangelho e para edificar a Igreja.

Seguem algumas declarações de alguns dos primeiros pais da Igreja:

  • Justin Martyr (100-165) escreveu: “Os dons proféticos permanecem conosco até o tempo presente” e “é possível ver, em nosso meio, mulheres e homens que possuem os dons do Espírito Santo”.
  • Após mencionar diversos dos mesmos dons do Espírito aos quais Paulo se refere em 1 Coríntios 12, Hilary de Poitiers (310-367) declarou, “Em todos esses dons, a presença do Espírito é manifesta com efeitos concretos. Se os dons são eficazes e benéficos; então, façamos uso de tais dons generosos. Estamos inundados com os dons do Espírito”.
  • Basil de Cesaréia (329-379) disse, “O Espírito está presente na profecia, na cura e em outras manifestações maravilhosas; e todas ainda podem ser encontradas em nosso meio”.
  • Após declarar que, “Até hoje, portanto, muitos milagres continuam a operar”, Augustino (354-430) escreveu, “Eu não consigo recordar todos os milagres que eu vi; e, sem dúvidas, muitos dos nossos adeptos, quando lerem o que eu tenho narrado, lamentarão o fato de eu ter omitido muitos que eles, assim como eu, certamente sabem”.

Ao longo da História da Igreja, o Espírito Santo tem se manifestado para curar, para abençoar, para libertar e para encher de poder. Da mesma forma que é maravilhoso ler a respeito dos “sinais notáveis” de Deus (Atos 4:16), também é importante reconhecer e apreciar o total espectro do mover do Espírito Santo, incluindo sua forma mais sutil de se mover.

Por exemplo, com relação à orientação divina, Kenneth Hagin disse: “A testemunha interior é tão sobrenatural quanto a orientação por meio das visões; somente não é tão espetacular. Muitas pessoas procuram pelo espetacular e se esquecem que o sobrenatural está ali o tempo todo”.

Há muitas manifestações do Espírito que não são classificadas como “miraculosas” por si só, mas elas também são operações do Espírito Santo. Considere a importância do seguinte:

  • Convicção do pecado que facilita o arrependimento
  • O Novo Nascimento
  • Garantia (O Espírito testemunha com nossos espíritos)
  • Iluminação (O Espírito despertando nossa compreensão a respeito das Escrituras)
  • O preenchimento do Espírito Santo
  • Delegação de autoridade para o serviço
  • Ousadia
  • Consolo divino, Paz
  • Orientação Divina
  • Formação de Caráter (o fruto do Espírito, etc)
  • Compaixão, Misericórdia, etc. (Romanos 5:5)

Ao invés de ter total apreciação pelo compreensivo trabalho do Espírito, os discípulos tenderam a se focar em aspectos mais sobrenaturais. Por exemplo, eles ficaram admirados com o fato dos demônios estarem sujeitos a eles ao usar o nome de Jesus. O Senhor reforçou que a autoridade pertencia a eles, mas falou: “Não obstante, alegrai-vos, não porque os espíritos se vos submetem, e sim porque o vosso nome está arrolado nos céus” (Lucas 10:20).

Devemos ficar agradecidos por tudo que Deus faz; no entanto, algumas vezes, nos esquecemos do que Jesus disse para não esquecermos—que somos perdoados, purificados e aceitos. Não deveria haver algo que nos deixasse mais animados do que isso. Talvez, anjos regozijem quando alguém é curado, aqui, na Terra, mas sabemos, com certeza, que eles regozijam quando alguém nasce de novo! Jesus declarou: “Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento” (Lucas 15:7).

Johann Blumehardt, um ministro alemão que defendeu a cura divina nos anos 80, fez a seguinte observação a respeito dos milagres:

Jesus não gostou quando as pessoas ficavam em polvorosa com relação a seus milagres. Ele sempre possuía algo em mente para além dos próprios milagres. Quando Jesus realizava um milagre, o que importava mais a Ele era que isso pudesse despertar um profundo sentimento piedoso. Seus atos de misericórdia eram algo maior—algo que ia além do aspecto temporal. Ele tocava a pessoa interiormente. Todas Suas palavras e ações iam direto de Seu coração e tocavam os corações das pessoas, que, em troca, evocavam louvores e glórias a Deus. Em suma, Sua mão poderosa e cheia de cura tornou visível a todos a glória e o amor de Deus.

Quando leio as palavras de Blumehardt, sou lembrado de que Jesus não realizou aleatoriamente obras poderosas para fascinar ou entreter pessoas. Jesus fez o que fez para glorificar a Deus, para validar a veracidade de sua mensagem e para demonstrar a compaixão de Deus. Milagres, para Jesus, nunca eram um fim em si mesmos. Ao invés disso, eram um meio para um fim.

O propósito de seus ensinamentos não era o de tomar o lugar do Espírito Santo no ministério de cura. Curar os enfermos era algo precioso para o coração de Jesus, e Ele inclusive chamou isso de “pão dos filhos” (Marcos 7:27). Ao contrário, defendo que todo o trabalho do Espírito Santo deve ser honrado e apreciado. O Espírito Santo está envolvido com a cura e com muito mais que isso. O ministério de alguém não é menos importante simplesmente porque não é um ministério de “sinais e maravilhas”.

Considere o que as pessoas que eram familiarizadas com o ministério de João Batista disseram dele: “João não fez nenhum milagre”; eles comentaram uns com os outros, “mas tudo o que ele disse sobre Jesus é verdade” (João 10:41, NTLH). Apesar de João Batista não ser um milagreiro, considere o que o anjo do Senhor falou sobre João a Zacarias:

Pois para o Senhor Deus ele será um grande homem. Ele não deverá beber vinho nem cerveja. Ele será cheio do Espírito Santo desde o nascimento e levará muitos israelitas ao Senhor, o Deus de Israel. Ele será mandado por Deus como mensageiro e será forte e poderoso como o profeta Elias. Ele fará com que pais e filhos façam as pazes e que os desobedientes voltem a andar no caminho direito. E conseguirá preparar o povo de Israel para a vinda do Senhor (Lucas 1:15-17, NTLH).

Isso é GRANDE PARTE de um ministério capacitado pelo Espírito Santo para alguém que não era um milagreiro.

Ao falarmos sobre apreciar o trabalho do Espírito Santo quando ele faz algo sutil, eu não consigo pensar em uma ilustração melhor do que o que aconteceu com Elias. O profeta estava em um ponto crítico em sua vida. Ele realizou alguns milagres muito poderosos, mas, quando foi ameaçado por Jezebel, ele experimentou um colapso. Temendo pela própria vida, ele escapou para o deserto e se escondeu em uma caverna. Ele se viu isolado e em desespero. Considere a interação de Deus com Elias:

Diante destas palavras, Deus lhe disse: “Sai deste lugar e vá ficar diante de mim no alto do monte!” Então o Senhor passou por ali e mandou um vento muito forte, que fendeu os morros e partiu as rochas em pedaços. Contudo, Yahweh não estava no vento. Quando o vento arrefeceu e parou de soprar, ocorreu um forte terremoto; porém, o Senhor não estava no tremor das terras. Em seguida ao terremoto, caiu um fogo, mas o Senhor também não estava no fogo. E depois do fogo veio um sussurro de brisa suave e tranquila. Assim que Elias percebeu aquele murmúrio, puxou sua capa para proteger o rosto, saiu e postou-se à entrada da caverna. E uma voz lhe indagou: ‘Que fazes aqui, Elias?” (1 Reis 19:11-13, KJA).

Isso não é fascinante? Um homem que havia experimentado todos os tipos de demonstrações do poder de Deus teve um encontro com um vento forte, um terremoto, um fogo e, mesmo assim, Deus não estava em nenhuma dessas manifestações. Ao invés disso, nesse caso, Deus estava em uma voz suave. Talvez, Deus queria ensinar a Elias a não perder o sobrenatural, ao procurar pelo espetacular.

O que é especialmente interessante para mim é que, em momentos diferentes, Deus tem estado em um vento forte (por exemplo, no dia de Pentecostes). Deus também tem se mostrado em forma de terremoto (por exemplo, quando Paulo e Silas foram soltos da prisão). Deus também tem se manifestado por meio do fogo (por exemplo, quando Deus falou com Moisés por meio da sarça ardente). Uma lição poderosa que pode ser tirada disso é que não podemos nos apegar a um tipo especifico de manifestação. Deus pode não se mover sempre da mesma forma, e devemos estar abertos e flexíveis para o trabalhar de Deus de diferentes maneiras em diferentes momentos.

O desejo do meu coração é que nós entremos em uma nova consciência e um novo despertar acerca do mover do Espírito Santo e da manifestação da natureza e da benevolência de Deus. Eu oro para que tenhamos uma profunda apreciação por tudo que Ele faz—desde suave voz, a um ministério de socorros inspirado do Espírito, a ministrações poderosas e a sinais e maravilhas milagrosos.

Precisamos da totalidade do potencial do mover do Espírito em nossas vidas e ministérios. D.L. Moody maravilhosamente escreveu: “Eu creio que é um erro o que muitos de nós está cometendo; estamos tentando realizar a obra de Deus com uma graça que Ele nos deu dez anos atrás. Agora, o que queremos é um novo suprimento, uma nova unção e um novo poder, e, se procurarmos, e procuramos com todo coração, obteremos”.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Tirando o “Dis” do Funcional

[vc_row][vc_column][vc_column_text]

Tirando o “Dis” do Funcional
Tony Cooke

Getting the ‘Dys’ Out of Our FunctionDisfuncional tem se tornado uma palavra bem popular em nossa sociedade. Alguns ouvem tal termo e pensam em uma anomalia médica—algum órgão ou parte do corpo não funcionando corretamente. Outros pensam em um contexto familiar pouco saudável em que a confiança e a paz foram gravemente corroídas. Além dessas situações, outras pessoas ouvem a palavra disfuncional e pensam em um contexto governamental ou de negócios em que a comunicação é fraca e a incompetência reina de forma abundante.

Para o propósito desse artigo, simplesmente usarei funcional para descrever situações que ocorrem como deveriam ocorrer, e disfuncional para descrever algo que não acontece da forma prevista. Deus é um Deus que funciona. Em meu livro, Seu Lugar no Time dos Sonhos de Deus, eu compartilho que o Pai planeja, o Filho executa, e o Espírito aperfeiçoa. A Trindade funciona de forma perfeita, pois há um trabalho em equipe, um só propósito e uma unidade perfeita.

Tendo sido criados à imagem de Deus, também fomos criados para funcionar. Deus funciona no contexto do trabalho em equipe (a Trindade), e nós também devemos funcionar da mesma maneira. Em Romanos 12:4 (KJA), está escrito, “Pois, assim como em um corpo, temos muitos membros, e todos os membros não têm a mesma função”. Note que Paulo escreve que nem todos possuem a mesma função. Isso implica dizer que cada cristão possui uma função, mas não a mesma função que outros. Da mesma forma, Romanos 12:5, na versão A Mensagem, expressa que, “Cada um de nós encontra significado e função como parte desse corpo”.

Até que ponto e em que medida Jesus nos vê funcionando? O versículo a seguir revela o quão alto são Seus parâmetros:

JOÃO 14:12
Digo-lhes a verdade: Aquele que crê em mim fará também as obras que tenho realizado. Fará coisas ainda maiores do que estas, porque eu estou indo para o Pai.

Alguns podem achar difícil de acreditar, mas Jesus levava completamente a sério Suas intenções para que a Igreja funcionasse como Ele havia designado. Aliás, defendo que, ao mesmo tempo em que sempre temos espaço para melhorar e expandir, a Igreja vem realizando Suas obras e até obras maiores, desde quando Jesus foi para o Pai. Não posso dizer que temos feito mais em termos da qualidade de tais obras; não sei como poderíamos fazer isso. Entretanto, eu acredito que:

  1. O Corpo de Cristo tem realizado obras maiores que Jesus em termos geográficos.
    Tudo que Jesus fez enquanto estava na Terra estava limitado ao território de Israel. A partir do primeiro século, Seus seguidores têm levado o Evangelho aos confins da Terra.
  1. O Corpo de Cristo tem realizado obras maiores que Jesus em termos numéricos.
    Jesus era Um Homem, e Deus trabalhou de forma poderosa através dEle (Atos 10:38). Quando Ele ascendeu, e partir do momento que ascendeu, milhares de cristãos têm sido ungidos pelo mesmo Espírito Santo para falar sobre a Palavra de Deus e para ministrar Seu amor e Seu poder em suas próprias esferas de influência.
  1. O Corpo de Cristo tem realizado obras maiores que Jesus espiritualmente.
    Pode ser difícil de acreditar, mas tenha em mente que até a ascensão de Cristo (que é a chave para nós fazermos obras maiores) ninguém era nascido de novo ou cheio do Espírito (no sentido do que aconteceu no dia de Pentecostes). Toda vez que alguém nasce de novo ou se torna cheio do Espírito, o Corpo de Cristo passa a fazer algo que Jesus não havia feito enquanto Ele esteve na Terra (apesar do fato dEle ter possibilitado que fizéssemos tais coisas após Sua ascensão).
  1. Em escopo, o Corpo de Cristo tem realizado obras maiores que Jesus.
    Por exemplo, Jesus ministrou a crianças, mas Ele nunca construiu um orfanato nem nunca executou um programa infantil com um currículo minucioso, como diversas igrejas têm feito. Jesus ensinou a Palavra, mas Ele não escrevia livros ou possuía um programa na rádio ou em algum canal de televisão. Ele nunca disponibilizou material para diversas nações via internet. Jesus alimentou alguns milhares de pessoas em certas ocasiões, mas o Corpo de Cristo alimenta milhões de pessoas ao redor do mundo todos os anos.

Qualquer coisa que a Igreja tenha conquistado, foi conquistado pela graça de Deus. Quando eu digo que a Igreja tem feito e está fazendo obras maiores que Jesus, não estou simplesmente sugerindo que a Igreja é superior a Jesus; ao contrário, Jesus nos comissionou a fazer obras maiores que Ele e nos deu o Espírito Santo para nos capacitar nessa tarefa.

Além disso, quando eu digo que a Igreja tem feito obras maiores que Jesus, não estou sugerindo que nós, como cristãos, estamos fazendo tudo que poderíamos ou deveríamos fazer. Certamente, mais pode ser feito, e podemos sempre fazer de forma mais eficiente. Enquanto o aumento da visão e da obediência podem aumentar nossa produtividade, uma outra forma de sermos funcionais é pela identificação e erradicação de nossas disfunções, ou seja, aqueles elementos que estão minando e subvertendo nossa eficiência.

Considere o exemplo de Naamã, o comandante sírio: “E Naamã, capitão do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu Senhor, e de muito respeito; porque por ele o Senhor dera livramento aos sírios; e era este homem herói valoroso, porém leproso ” (2 Reis 5:1).

Note as boas qualidades – ele era um comandante; era honrado e responsável pelas vitórias, ou seja, ele era um homem de valor. Tais qualidades são todas excelentes. No entanto, depois de ler tudo isso, lemos, ao final, as seguintes palavras: “Mas ele era leproso”. Isso estraga tudo.

Sei que estou espiritualizando as coisas aqui, mas quantas vezes esse tipo de coisa tem se repetido nas vidas de pessoas com grande potencial espiritual:

  • Mike era um líder carismático e um pregador popular, mas ele possuía um temperamento ruim (ou, mas ele vivia de maneira imoral, ou mas ele era narcisista).
  • John era um assistente de pastor dedicado e realmente trabalhador, mas ele não se comunicava bem com pessoas.
  • Mary era uma vocalista talentosa e uma poderosa líder de louvor, mas ela se sentia ameaçada por outros.
  • Tim era um dinâmico líder de jovens que amava as crianças, mas ele era desorganizado e não se comunicava bem com outros membros da equipe.

Quando casos assim acontecem, o que Deus intencionou pode rapidamente se deteriorar. Dis é um simples prefixo que significa: anormal, problemático, doente, doloroso, desfavorável, difícil, ruim, debilitado e nocivo. Vejamos dois tipos específicos de disfunções.

Disfunção Intrapessoal

Por intrapessoal, estou me referindo a coisas dentro de um indivíduo. O apóstolo Paulo expressou a preocupação de que ele poderia alterar sua eficiência (se tornando desqualificado) se não mantivesse propósito, disciplina e controle (1 Coríntios 9:24-27). Uma pessoa pode se destacar em certas áreas de sua vida, mas um pequeno problema em seu comportamento pode criar limitações ou, na pior das hipóteses, causar um naufrágio em seu ministério.

É importante se perguntar e verificar se há algum problema em sua vida que o está impedindo de funcionar corretamente. Paulo escreveu, “Testem-se para saber se estão firmes na fé. Não se enganem, pensando que tudo está garantido. Criem o hábito do autoexame… Façam o teste. Se o resultado não for bom, tomem alguma providência” (2 Coríntios 13:5, A Mensagem). Algumas perguntas podem ser feitas a si mesmo:

  • Como está minha atitude?
  • Minha diligência?
  • Minha confiabilidade?
  • Sou pontual?
  • Mantenho minha palavra?
  • Termino o que começo?
  • Eu me ofendo com facilidade?

Estes são apenas alguns pontos que eu preciso verificar quando estou procurando, em minha vida, questões que podem diminuir meu nível pessoal de funcionalidade. D. L. Moody disse, “tenho mais problemas com D. L. Moody que qualquer outro homem que eu conheci”. É importante relembrar que, antes de poder administrar um ministério, eu tenho que ser capaz de me auto administrar (com o auxílio do Espírito Santo, claro).

Disfunção Interpessoal

Além de acontecer internamente e individualmente, a disfunção pode também acontecer de forma relacional. Quantas vezes times funcionam em uma capacidade bem inferior a seus potenciais por causa de problemas de comunicação, de confiança e por causa da falta de objetivos compartilhados? Uma das maiores satisfações em minhas viagens é ver grandes times estabelecendo um bom compasso em seus trabalhos para Deus. Eles subjugaram suas agendas pessoais e individualistas e procuram o bem de toda congregação. Eles se esforçam para se destacar em áreas individuais, mas celebram as vitórias de outros departamentos também. Eles se comunicam bem e aprenderam a resolver qualquer tipo de conflito com honestidade e respeito.

Bons times progrediram na implementação do que Paulo ensinou em Efésios 4:2-3 (NTLH): “Sejam sempre humildes, bem-educados e pacientes, suportando uns aos outros com amor. Façam tudo para conservar, por meio da paz que une vocês, a união que o Espírito dá”. A versão “A Mensagem” traz, no verso 3, “dedicando-se uns aos outros com amor, considerando as diferenças entre vocês, sempre resolvendo logo tudo e qualquer desentendimento”. Em casos extremos, quando uma pessoa é incapaz ou não está disposta a se adaptar ao ambiente, outros princípios entram em jogo. Provérbios 22:10 (A Mensagem) nos instrui, “Mande embora quem gosta de confusão e as coisas se acalmarão; isso vai pôr um fim nas brigas e insultos”.

Deus quer que funcionemos de forma eficaz! Há muito a ser feito em termos de evangelismo e da edificação da Igreja. Que Deus nos ajude a erradicar tanto a disfunção pessoal quanto a interpessoal, para que possamos servir ao Mestre de uma forma que Lhe seja digna.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Consequências Indesejadas

[vc_row][vc_column][vc_column_text]

Consequências Indesejadas
Tony Cooke

Unintended ConsequencesO seguinte ensinamento é parte de uma aula que dei, nesse ano, em uma mesa-redonda sobre liderança com Gerald Brooks. Ele e eu temos feito encontros como esse por anos. Em 2018, conduzimos tais encontros no Texas, Washington, Flórida, Novo México, Geórgia, Califórnia, Canadá (Toronto) e Massachusetts. Em 2019, faremos outro circuito.

As pessoas amam previsibilidade. Gosto de saber que, se fizer tal coisa, obterei determinado resultado. Isaac Newton abordou tal fato em suas leis quando determinou que, “Para toda ação, há uma reação”. Em outras palavras, se eu pegar uma bola de borracha e quicá-la, ela voltará com uma velocidade simular. Espiritualmente falando, a Bíblia aborda sobre a lei da semeadura e da colheita: “Tudo aquilo que o homem semear, ele também colherá”.

Infelizmente, especialmente em curto prazo, as leis da interação humana não são tão previsíveis como as leis da física. Variáveis, como as circunstâncias e a vontade das pessoas, entram na equação, e nós nem sempre achamos nossos relacionamentos com pessoas tão previsíveis quanto gostaríamos. Considere essas passagens escritas por Davi e Paulo, indicando que os resultados nem sempre são consistentes com o que é semeado:

Salmos 109:4-5 (NTLH)
“Eles me acusam, embora eu os ame e tenha orado por eles. Eles pagam o bem com o mal e o amor, com o ódio”.

2 Coríntios 12:15 (NTLH)
“Vou ficar contente em gastar tudo o que tenho e até a mim mesmo para ajudá-los. Será que vocês me amarão só porque eu os amo tanto?”

Em ambos casos, Davi e Paulo semearam boas coisas em pessoas, mas em um momento imediatamente posterior, eles receberam hostilidade ou indiferença como resposta aos seus atos de bondade. Isso não quer dizer que eles não colheram maravilhosos benefícios por causa de seus atos; porém, inicialmente, eles receberam o oposto.

Deus é previsível – Ele é consistente. Tiago falou sobre Deus, “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança” (Tiago 1:17, ARA). Sua fidelidade e Sua consistência trazem grande esperança àquele que crê, e essas são as bases para uma fé firme. Uma das Escrituras mais amadas na Bíblia é, “para Deus todas as coisas são possíveis” (Mateus 19:26, KJA). Enquanto é ótimo manter uma atitude positiva de fé, também é importante entendermos que Jesus não somente disse, “todas as coisas são possíveis”. Ele disse, “paraDeus todas as coisas são possíveis”. Essa é uma observação importante.

Em contraste com a previsibilidade exposta em Mateus 19:26, alguns têm notado a aparente imprevisibilidade apresentada em Romanos 12:18. Nessa passagem, Paulo escreve, “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens”. Alguns podem ler ambas passagens e argumentar que há uma contradição na Bíblia. Eles podem declarar, “Jesus disse que todas as coisas são possíveis, mas Paulo O contradisse. Paulo disse, ‘Sepossível…’” Não, não há contradição entre Jesus e Paulo. Eles estavam falando de situações distintas. Jesus estava falando a respeito de nosso relacionamento com Deus, e Paulo estava falando sobre nosso relacionamento com pessoas.

Por causa desse fator imprevisibilidade com pessoas, por vezes, podemos ser pegos de surpresa quando alguma situação envolvendo um relacionamento ou uma comunicação não ocorre de forma esperada. Pegando emprestado um exemplo do baseball, algumas vezes, devemos lidar com uma tacada ruim ou estar preparados para acertar uma bola curva. Por exemplo, quando entrei no ministério, no começo dos anos 80, um senhor apresentou o seguinte questionamento: “Um amigo e eu estávamos tendo uma discussão a respeito do que acontece quando um cristão comete suicídio – você acha que a pessoa pode ir para o céu em uma situação como essa?”

Assumindo que essa era uma pergunta direta, eu compartilhei alguns pensamentos com ele, enfatizando a compaixão de Deus. Eu me referi ao fato de que uma pessoa que comete suicídio pode estar lidando com uma doença mental ou estar debaixo de tanta pressão que não consegue pensar de forma correta; tal pessoa pode fazer coisas que, em um estado plenamente lúcido, não faria. Eu compartilhei minha opinião de que Deus seria compassivo nesses tipos de casos.

Era tarde demais quando eu percebi que tal questionamento não havia sido sem pretensão. Ao contrário, aquele senhor estava seriamente contemplando suicídio e tirou sua vida logo após nossa conversa. Foi uma dolorosa lição perceber a realidade e a significância das consequências indesejadas. Abaixo, estão alguns pontos que precisamos entender a respeito das consequências indesejadas.

1. Consequências Indesejadas são Inevitáveis

Pessoas irão interpretá-lo de forma errada (inocentemente) e, algumas vezes irão deturpá-lo de forma maliciosa. Vivemos em um mundo imperfeito, e, algumas vezes, as pessoas possuem pontos cegos, filtros e suposições tanto em dar como em receber comunicação. Moisés experimentou isso quando foi em defesa de um escravo israelita que havia sido maltratado.

Você deve se lembrar que Moisés defendeu o israelita e matou o egípcio que o estava abusando. A Bíblia diz que, “Moisés pensava que os israelitas entenderiam que Deus ia libertá-los por meio dele, mas eles não entenderam” (Atos 7:25, NTLH). Com que frequência entramos em problemas por causa do que falamos ou do que fazemos, assumindo que outros entenderão ou até apreciarão nossos esforços, mas isso não acontece?

Paulo também foi mal interpretado, mas nem sempre de forma inocente. Ele escreveu em Romanos 3:8 (NTLH), “Então por que não dizer: ‘Façamos o mal para que desse mal venha o bem’? Na verdade, alguns têm me caluniado, dizendo que eu afirmo isso. Porém eles serão condenados como merecem”. Certos indivíduos estavam distorcendo os ensinamentos de Paulo a respeito da graça e estavam deturpando de forma grosseira o que Paulo estava genuinamente comunicando. Tal distorção foi uma consequência indesejada de seu ensinamento sobre a graça de Deus.

Consequências indesejadas também resultaram de coisas que Jesus disse. Em uma conversa após Sua ressureição, Pedro fez uma pergunta a Jesus a respeito do futuro de João. Realmente o assunto não era da conta de Pedro, mas a resposta de Jesus, por décadas, provocou um mal-entendido.

João 21:22-23 (NTLH)
“Respondeu-lhe Jesus: Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa? Quanto a ti, segue-me. Então, se tornou corrente entre os irmãos o dito de que aquele discípulo não morreria. Ora, Jesus não dissera que tal discípulo não morreria, mas: Se eu quero que ele permaneça até que eu venha, que te importa?”

Não importa o quanto alguém tem a intenção de comunicar a verdade, o importante é entender que, se houve mal-entendidos e consequências indesejadas de coisas que Moisés, Paulo e Jesus disseram, é improvável que você passe por sua vida sem ser mal compreendido também.

2. Boas Intenções não são Suficientes

Stephen Covey disse sabiamente: “Nós julgamos a nós mesmos por nossas intenções e julgamos os outros por seus comportamentos”. Um pastor amigo meu conversou com um de seus funcionários, sobre a qualidade deficiente de sua performance no trabalho. Ao invés de concordar que seu desempenho estava abaixo do esperado e de fazer os ajustes necessários, o funcionário desviou do ponto, dizendo: “Mas, pastor, você conhece o meu coração”.

Boas intenções não podem ser usadas como desculpa para um desempenho precário. Imagine levar seu carro para o conserto e, quando o mecânico o termina, o problema não somente está lá como está pior. Se você falar com o mecânico sobre o problema, você não gostaria que ele respondesse, “Mas eu tive boas intenções”. Você gostaria que ele consertasse o carro! Warren Bennis fala sobre a importância de “traduzirmos intenções em realidade e sustentá-las”. Boas intenções não são suficientes.

3. Aprenda com as Experiências de Outros

Há duas formas de se aprender com os erros. Você pode (a) aprender com seus próprios erros, ou (b) pode aprender com os erros de outras pessoas. Enquanto todos cometemos erros ao longo da vida, descobri que é menos doloroso aprender o máximo que posso com os erros de outros. Não me deleito com infortúnios alheios, mas não há a necessidade de nós dois cometermos os mesmos erros. Faço questão de ouvir as histórias de outras pessoas e aprender com o que deu certo e com o que deu errado.

Em muitos casos, um individuo possui boas intenções, mas aquela “tacada ruim” acontece. Por exemplo, um pastor desejava ajudar um casal jovem e necessitado; então, ele emprestou uma certa quantia de dinheiro a eles. Quando não puderam (ou não quiseram) pagá-lo de volta, eles pararam de ir à igreja. O pastor percebeu que suas boas intenções e boas ações resultaram no distanciamento daquele casal da igreja.

Em outra ocasião, um pastor se envolveu em um intenso aconselhamento matrimonial com um casal de sua igreja. No calor das conversas, algumas informações muito sensíveis foram comunicadas. Apesar daquele casal ter tido o casamento restaurado, eles ficaram envergonhados com o fato do pastor saber alguns de seus segredos mais profundos e secretos. Sempre que viam o pastor, aquele casal ficava desconfortável, parando de ir à igreja como resultado. Mais tarde, o pastor percebeu que teria sido melhor se, ao perceber a gravidade da situação, ter referido o casal a um conselheiro cristão profissional.

4. Crie um processo para minimizar as consequências indesejadas

Isso significa que você deve cuidadosamente considerar as consequências iniciais, mas também o que pode acontecer a longo prazo – as “camadas” ou as “gerações” de consequências que resultarão de certas decisões ou ações. Um pastor compartilhou comigo um processo que eles fazem quando estão pensando em mudar algo. Parte do processo, ele disse, é se perguntar, “Quais serão as consequências indesejadas se fizermos tal modificação?”

Não esperamos ser oniscientes, mas podemos pensar e orar pelas decisões antes de as tomarmos. Podemos obter conselhos sábios e considerar não somente benefícios a curto prazo, mas também as ramificações a longo prazo de nossas decisões. Devemos, pelo menos, desejar não perder o que poderia ter sido facilmente previsto, consequências indesejadas de nossas decisões e ações.

Por fim, o encorajo a não ser paralisado por medo de uma consequência indesejada, a ponto de não agir. Eclesiastes 11:4 (NTLH) aborda que, “Quem fica esperando que o vento mude e que o tempo fique bom nunca plantará, nem colherá nada”. Na vida, poucas decisões são 100% livres de risco. Se você tentar evitar cada consequência indesejada de sua vida, nunca fará nada. Deus te abençoará à medida que caminhar em sabedoria e ousadia em sua vida.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Consolo ao Ferido

[vc_row][vc_column][vc_column_text]

Consolo ao Ferido
Tony Cooke

Help for the HurtingRecentemente, eu falei para a congregação do pastor Terry Roberts, perto de St. Louis, Missouri. Ele me pediu para ensinar a respeito do luto, e, depois, foram lançados alguns grupos para auxiliar pessoas nesse processo. Foi bom voltar atrás e revisitar alguns materiais do meu livro, Vida após a Morte: Redescobrindo a Vida após a Morte de um Ente Querido. Não somente aqueles que estão de luto precisam de conforto, mas os crentes também necessitam de sabedoria e de graça para ministrar conforto a outros.

A realidade é que (1) Deus é bom e (2) vivemos em um mundo caído com muita dor. Deus não é a fonte de nossas dores, mas é a fonte do nosso conforto. Por mais que queiramos ser pessoas positivas e “permanecer do lado da vitória”, há muito a ser dito sobre a consciência da nossa necessidade de receber conforto e de sermos consoladores. O pastor e evangelista britânico F. B. Meyer falou, “se eu tivesse meu ministério novamente, dedicaria muito mais tempo ao ministério de conforto e encorajamento”.

Salomão comenta, “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu: tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria” (Eclesiastes 3:1, 4). Paulo ecoa esse pensamento e indica qual deve ser nossa resposta quando amigos enfrentam as diversas estações da vida. Ele escreveu, “Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram” (Romanos 12:15). Jesus disse, “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados” (Mateus 5:4). Jesus inclusive chamou o Espírito Santo, Aquele que estaria ao nosso lado, o Confortador – “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Ajudador, a fim de esteja para sempre convosco” (João 14:16).

Uma coisa que eu tenho observado ao longo desses anos trabalhando com pessoas é que cada um se comporta de uma forma diferente quando se trata de lidar com a perda. É injusto comparar experiências e esperar que todos lidem com suas perdas da mesma forma. Paulo parecia ser o tipo de pessoa que sentia as coisas de forma bem profunda. Paulo falou que, se seu amigo e companheiro de trabalho, Epafrodito tivesse morrido, ele teria “tristeza sobre tristeza” (Filipenses 2:27).

Outros no Novo Testamento também expressaram profunda emoção. Em Atos 8:2, lemos que, “Alguns homens piedosos sepultaram Estevão e fizeram grande pranto sobre ele”. Paulo falou para os Corintos, “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda a consolação! É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus” (2 Coríntios 1:3-4).

A maioria das pessoas quer confortar as outras, mas normalmente elas falham em saber como fazer isso. Quando pessoas ouvem que alguém está passando por um processo de perda, elas tendem a fazer uma das duas coisas: (a) Retiram-se de perto da pessoa que está sofrendo por causa de suas próprias inseguranças e de falta de confiança, ou (b) Começam a falar uma série de clichês e chavões, sentindo a necessidade de compartilhar suas próprias experiências pessoas (“Eu sei exatamente como você se sente pois eu passei por uma perda…”). No momento certo, compartilhar sua experiência com outro pode ser útil, mas maior ênfase deve ser colocada na empatia e no ato de ouvir, especialmente no começo do processo. Joe Bayly compartilhou o seguinte:

Sensibilidade mediante o luto deve nos tornar mais calados, mais ouvintes… Eu me sentia contorcido pela dor. Alguém veio e falou para mim sobre Deus, sobre o porquê disso ter acontecido, sobre a esperança para além da sepultura. Essa pessoa falava continuamente; falava sobre coisas que eu sabia que eram verdades. Eu estava indiferente, desejando que ela fosse embora. E, finalmente, ela foi. Outro veio e se sentou ao meu lado por uma hora ou mais, ouviu quando eu falei algo, respondeu-me brevemente, orou e foi embora. Eu estava movido. Odiei vê-lo ir embora.

O livro de Jó é o mais mal-entendido e mal interpretado livro de toda a Bíblia. Jó experimentou uma perda horrível e insondável. Seus dez filhos morreram. Muitos de seus empregados foram mortos e seu império econômico entrou em colapso. Sua saúde se deteriorou terrivelmente e o único “encorajamento” que recebeu de sua esposa foi que ele amaldiçoasse Deus e morresse (Jó 2:8). Três amigos vieram reconfortá-lo e, de primeira, eles fizeram um trabalho muito bom (Jó 2:11-13):

Ouvindo, pois, três amigos de Jó todo este mal que lhe sobreviera, chegaram, cada um do seu lugar… e combinaram de ir juntamente condoer-se dele e consolá-lo. Levantando eles de longe os olhos e não o reconhecendo, ergueram a voz e choraram; e cada um, rasgando o seu manto, lançava pó ao ar sobre a cabeça. Sentaram-se com ele na terra, sete dias e sete noites; e nenhum lhe dizia palavra alguma, pois viam que a dor era muito grande.

Você tem que admirar as intenções e a resposta inicial desses três amigos. Eles vieram de longe para estar com Jó e deram a ele o que, hoje, se chama “ministério da presença”. Eles estavam com ele. É importante lembrar que a pessoa a quem você dá suporte durante a crise provavelmente não se lembrará do que você disse, mas ela nunca se esquecerá de como você a fez se sentir.

O que fez a situação no livro de Jó tão difícil é que, quando Jó começou a amaldiçoar o dia do seu nascimento, acusando Deus de tê-lo tratado injustamente, esses três amigos começaram a atacá-lo. Eles essencialmente disseram que ele estava sendo punido menos do que merecia, e que a devastação que ele experimentou não era nada mais do que a lei da semeadura e da colheita.

No final do livro, descobrimos que Jó e seus três amigos disseram muitas coisas que não eram verdadeiras. E fica claro que muito do que os três amigos disseram não era amável, edificante ou útil. Na Talmud, mais tarde, foi escrito: “Não responsabilize nenhum homem pelo que ele diz em sua dor”. Quando pessoas estão profundamente feridas, não é o melhor momento para tentar corrigir sua teologia!

Lembremos que Jesus veio para “curar os quebrantados de coração”, “consolar todos os que choram” e para dar às pessoas “uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto, veste de louvor, em vez de espírito angustiado” (Isaías 61:1-3). Jesus se compadeceu das nossas fraquezas (Hebreus 4:15) e se preocupou profundamente com cada um de nós. Isaías 53:3 descreve Jesus como um “homem de dores e que sabe o que é padecer”. Considere alguns dos sofrimentos que Jesus conheceu:

  1. Jesus cresceu com o conhecimento de que Herodes, “mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo” (Mateus 2:16).
  2. Mediante o perigo de morte, Jesus, quando menino, viveu no Egito como refugiado com Sua família (Mateus 2:13-21).
  3. Possivelmente, Jesus experimentou a dor de perder seu pai natural, José. Essa consideração é baseada no fato de que José não é mais visto após a viagem a Jerusalém (Lucas 2:41-51) quando Jesus tinha 12 anos de idade.
  4. Jesus sentia profundamente a dor dos outros. Lucas 19:41 diz: “Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou”. Ele chorou no túmulo de Lázaro (João 11:35). Quando Jesus ouviu a respeito da decapitação de João Batista, ele “retirou-se dali num barco, para um lugar deserto, à parte” (Mateus 14:13).
  5. E quanto à dor emocional e espiritual que Jesus experimentou ao se aproximar do Calvário? “E levando consigo Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até a morte; ficai aqui e vigiai comigo” (Mateus 26:37-38).

A compaixão de Jesus é vista ao longo das Escrituras! Isaías 42:3 diz: “Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega; em verdade, promulgará o direito” Essa é a natureza e o coração de Jesus para conosco! Devemos relembrar o que John Henry falou, “Deus não nos conforta para nos tornar confortáveis, mas para nos tornar consoladores”.

Esse artigo foi traduzido por Gabriella Kashiwakura.[/vc_column_text][vc_separator color=”blue” style=”dashed” border_width=”2″ el_width=”80″][vc_column_text]Tradução livre do título do livro Life After Death: Rediscovering Life After the Loss of a Loved One, ainda não lançado no Brasil.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Em Desvantagem: Quando as Probabilidades Não Estão a Seu Favor

[vc_row][vc_column][vc_column_text]

Em Desvantagem: Quando as Probabilidades Não Estão a Seu Favor
Tony Cooke

Na vida, enfrentamos situações em que os números não estão a nosso favor. Circunstâncias, pessoas, estatísticas, tempo e outros fatores parecem trabalhar contra nós. Sentir-se em desvantagem, sozinho e isolado pode gerar diversas formas de miséria, incluindo desesperança, autopiedade e desespero. Nesses casos, é vital nos lembramos que Deus é o Supremo Diferenciador na equação! Nunca se esqueça que Deus + Você = A Maioria!

Sabemos que um dos propósitos das Escrituras é de nos instruir e de nos encorajar; portanto, consideremos pessoas na Bíblia que se encontravam em situações de dificuldade, e ainda sim, Deus trabalhou poderosamente em favor delas:

ISRAEL não foi escolhido por Deus por ser uma nação populosa ou poderosa. Consideremos o que Deus afirma sobre Seu povo em Deuteronômios 7:6-8.

Pois vocês são o povo escolhido pelo Senhor, nosso Deus; entre todos os povos da terra ele escolheu vocês para serem somente dele. O Senhor Deus os amou e escolheu, não porque vocês são mais numerosos do que outros povos; de fato, vocês são menos numerosos do que qualquer outro povo. Mas o Senhor os amou e com a sua força os livrou do poder de Faraó, o rei do Egito, onde vocês eram escravos. Ele fez isso para cumprir o juramento que tinha feito aos nossos antepassados.

Israel frequentemente se via em desvantagem numérica, mas também descobriu que Deus era mais do que suficiente para lhes garantir a vitória!

GIDEÃO possuía um complexo de inferioridade considerável, conforme expresso em “Senhor, como posso libertar Israel? A minha família é a mais pobre da tribo de Manassés, e eu sou a pessoa menos importante da minha família” (Juízes 6:15, NTLH). Quando Deus guiou Gideão para estabelecer um exército, Ele falou a Gideão que eles possuíam muitos soldados, “O Senhor Deus disse a Gideão: ‘Você tem gente demais, e por isso não posso deixar que vocês derrotem os midianitas. Seu eu deixasse, vocês poderiam pensar que venceram sem a minha ajuda’” (Juízes 7:2, NTLH).

Seguindo o direcionamento de Deus, o número de soldados do exército de Gideão foi de 32.000 para 10.000 para 300 homens. Enquanto muitos considerariam tal declínio amedrontador, isso não incomodou nem um pouco a Deus; Ele queria garantir que receberia a glória da vitória que estava para vim. Deus não foi inibido por um exército midianita maior ou por uma força israelita menor. Deus disse, “Aí o Senhor disse a Gideão: Com estes trezentos homens que lamberam a água, eu libertarei vocês e lhes darei a vitória sobre os midianitas. Diga aos outros que voltem para casa” (Juízes 7:7, NTLH). Deus concede a vitória a Gideão e ao seu exército, apesar de estarem em menor número e de, naturalmente falando, as probabilidades não estarem ao favor deles.

DAVI escreveu Salmos 142 dentro de uma caverna e não dentro de um palácio. Ele se sentia acurralado e sobrecarregado. Ele escreveu, “não vejo ninguém que me ajude. Não há ninguém para me proteger; não há ninguém me cuide de mim” (Salmos 142:4, NTLH). Havia um maior número de pessoas perseguindo a Davi do que tentando ajudar e assisti-lo. E ele sentiu tal peso. Apesar de tudo que sentia, sua fé atravessava tal sentimento de solidão e de estar em menor número, e ele concluiu seu diário com as seguintes palavras: “Livra-me do sofrimento, e eu te louvarei na reunião do teu povo porque tu tens sido bom para mim” (Salmos 142:7, NTLH).

JÔNATAS, filho de Saul, foi outro que foi além das probabilidades. Quando ele viu uma guarnição filisteia, ele disse ao seu escudeiro, “Vamos até o acampamento desses filisteus pagãos. Pode ser que o Senhor nos ajude. E, se ele nos ajudar, não poderá impedi-lo de nos dar a vitória, ainda que sejamos poucos” (1 Samuel 14:6, NTLH). A fé de Jônatas foi recompensada, e ele e seu escudeiro derrotaram vinte soldados filisteus com a ajuda de Deus.

ELISEU e seu servo estavam em uma cidade, cercados pelo exército sírio. Quando seu servo viu o grande exército, sua reação foi de pânico. Eliseu calmamente respondeu,

Não tenha medo, pois aqueles que estão conosco são mais numerosos do que os que estão com eles”. Então orou assim: “Ó Senhor Deus, abre os olhos do meu empregado e deixa que ele veja”. Deus respondeu à oração dele. Aí o empregado de Eliseu olhou para cima e viu que ao redor de Eliseu o morro estava coberto de cavalos e carros de fogo (2 Reis 6:16-17, NTLH).

As Escrituras não especificam se Eliseu literalmente conseguia “visualizar” o enorme exército espiritual que o estava protegendo, mas ele certamente não era movido pelo exército natural que estava disposto a ir contra ele. Ao menos, Eliseu, pela fém, abraçou o mesmo princípio que Paulo articulou séculos depois: “Se Deus está do nosso lado, quem poderá nos vencer?” (Romanos 8:31).

EZEQUIAS era rei de Judá quando os assírios invadiram Jerusalém. Tal exército já havia conquistado outras cidades. Ezequias e seu povo haviam tomado precauções naturais; no entanto, ele proclamou as seguintes palavras de encorajamento ao seu povo:

Sejam fortes e corajosos! Não fiquem assustados, nem tenham medo do rei da Assíria e do seu enorme exército. Pois aquele que está do nosso lado é mais poderoso do que o que está do lado dele. Ele só conta com a força dos homens, mas do nosso lado está o Senhor, nosso Deus, para nos ajudar e para guerrear por nós (2 Crônicas 32:7-8, NTLH).

Por causa da bondade e fidelidade de Deus, e por causa do espírito da fé de Ezequias, Jerusalém foi poupada, e Deus foi glorificado na vitória.

O HOMEM DOENTE no Evangelho de João se viu na desvantagem pois não havia pessoas que o ajudassem. Quando foi perguntado por Jesus se ele gostaria de ser curado, ele respondeu, “Senhor, eu não tenho ninguém para me pôr no tanque quando a água se mexe. Cada vez que eu tento entrar, outro doente entra antes de mim” (João 5:7, NTLH). Isso não é interessante? Ele afirmava que “não havia pessoas que o ajudassem” enquanto “o Homem de Todos os Homens” estava bem na sua frente. Com que frequência falhamos em enxergar os recursos divinos bem em nossa frente, porque estamos muito focados na falta de recursos. Felizmente, ele respondeu e cooperou quando Jesus disse a ele, “Levante-se, pegue a sua cama e ande” (João 5:8, NTLH).

PAULO enfrentou um tempo particularmente difícil quando foi abandonado por outros; era verdadeiramente um tempo em que ele mais necessitava de outras pessoas. Em seu último aprisionamento, ele escreveu: “todos os irmãos da província da Ásia, inclusive Fígelo e Hermógenes, me abandonaram (2 Timóteo 1:15, NTLH). Em alguns capítulos mais a frente, ele ressalta: “Na primeira vez em que fiz a minha defesa diante das autoridades, ninguém ficou comigo; todos me abandonaram. Espero que Deus não ponha isso na conta deles” (2 Timóteo 4:16, NTLH). Paulo estava de pé, de frente a todo o sistema legal romano, e no natural, ele estava totalmente em desvantagem. Mesmo assim, ele ousadamente afirmou:

Mas o Senhor ficou comigo, me deu força para que eu pudesse anunciar a mensagem completa a todos os não judeus e me livrou de ser condenado à morte. O Senhor me livrará de todo mal e me levará em segurança para o seu Reino celestial. A ele seja dada a glória para todo o sempre! Amém! (2 Timóteo 4:17-18, NTLH).

Paulo estava ciente da falta de amigos, mas ele estava mais ciente de que “um verdadeiro amigo é mais chegado que um irmão” (Provérbios 18:24) e daquele que disse, “nunca os deixarei, nem os abandonarei” (Hebreus 13:5). A versão Amplificada (tradução livre) apresenta tal verso como, “O próprio Deus falou, de nenhuma forma Eu te desampararei ou te deixarei sem suporte. Eu não vou, de nenhuma forma, deixar você sem ajuda, não o abandonarei nem o desanimarei (descanse em Mim)! Certamente não!”

Você está em desvantagem de alguma forma? Deixe-me encorajá-lo a confiar em Deus de todo coração. As probabilidades não estão a seu favor? Lembre-se de que Deus é o Supremo Diferenciador e Ele está do seu lado. Lembre-se do seguinte:

  • Jesus possuía um grupo de seguidores relativamente pequeno, mas aqueles doze acabaram mudando e radicalmente impactando o mundo;
  • Jesus falou que “aquele que entre vós todos é o menor, esse é o grande” (Lucas 9:48);
  • Jesus indicou que “ser fiel no pouco” é a chave para receber grandes coisas (Lucas 16:10);
  • A igreja de Filadélfia possuía “pouca força”, mas Jesus colocou diante deles uma porta aberta que ninguém poderia fechar (Apocalipse 3:8);
  • Paulo falou que ele era “o menor dos apóstolos” (1 Coríntios 15:9) e, mesmo assim, olhe para o que Deus fez com ele!

Lembre-se sempre, o Todo Poderoso está em você, por você e com você. Ele o fortalece, vai antes de você e paira sobre você. Com Ele, você vai passar.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

O Dever de Alertar?

[vc_row][vc_column][vc_column_text]

O Dever de Alertar?
Tony Cooke

A Duty to Warn? by Tony CookeSe uma ponte está interrompida e alguém coloca um aviso para me informar, seria isso algo ruim? Uma pessoa verdadeiramente me ama se me vê indo em direção a uma catástrofe e negligencia em me avisar?

Não cometa erros com relação a isso: o chamado e o dever de um ministro é o de proclamar o Evangelho – a boa nova sobre Jesus Cristo! Jesus direciona Seus discípulos originais: “Vão pelo mundo inteiro e anunciem o evangelho a todas as pessoas” (Marcos 16:15, NTLH). O próximo versículo, entretanto, é mais “preocupante”. Jesus prossegue dizendo: “Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado” (Marcos 16:16, NTLH).

Todos nos regozijamos com o Evangelho! Essa é a nossa mensagem: “Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna” (João 3:16, NTLH). Isso é, de fato, uma ótima notícia; no entanto, Jesus turvou as águas ao trazer o destino daqueles que rejeitam o Evangelho? Se encorajarmos as pessoas a seguirem e a estudarem Suas palavras, elas verão diversos avisos vindos de Seus lábios. Por exemplo:

  • Jesus contou uma interessante história a respeito de um homem que morreu e foi para o inferno (Hades). Nessa história, esse homem pede para Abraão mandar uma mensagem para a casa de seu pai: “Porque eu tenho cinco irmãos. Deixe que ele vá e os avise para que assim não venham para este lugar de sofrimento” (Lucas 16:28, NTLH).
  • Palavras severas saíram da boca de Jesus quando Ele falou: “Não tenham medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Porém, tenham medo de Deus, que pode destruir no inferno tanto a alma como o corpo” (Mateus 10:28, NTLH).
  • Jesus emitiu outro aviso em Mateus 11:23-24 (ARA): “Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até o céu? Descerás até ao inferno; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido até ao dia de hoje. Digo-vos, porém, que menos rigor haverá, no Dia do Juízo, para com a terra de Sodoma do que para contigo”.

Estes são apenas alguns dos avisos que Jesus emitiu a respeito daqueles que rejeitaram a Deus. De fato, Jesus falou mais a respeito do inferno do que qualquer outra pessoa na Bíblia e, mesmo assim, Ele foi (e é) a maior expressão de amor já conhecida ou revelada ao homem. Vance Havner relata, “Quando eu pastoreei uma igreja no interior, havia um fazendeiro que não gostava dos meus sermões sobre o inferno. Um dia, ele falou: ‘Pregue sobre aquele Jesus manso e humilde’. E eu disse: ‘Foi daí que eu tirei as informações a respeito do inferno’”.

Por acaso, Jesus ameaçou pessoas de forma contrária ao Evangelho ou ao amor de Deus? Não! O amor verdadeiro avisa as pessoas ao perceber que elas estão indo em direção ao desastre.

Infelizmente, algumas pessoas cresceram em meio a doutrinas predominantemente negativas, em que cada mensagem parecia girar em torno do lema “se converta ou arda no fogo”. Outras constantemente se condenavam com relação aos pecados cometidos e se sentiam continuamente condenadas pelos pregadores. Isso é lamentável e certamente não é o que estou defendendo.

Pessoas precisam de ser amadas, encorajadas, edificadas e confortadas. Pessoas precisam de ser alimentadas pela boa Palavra de Deus! No entanto, nós não devemos ir de um extremo a outro. Se tivermos visto apresentações desequilibradas e inapropriadas do inferno, isso não nos dá permissão para ignorar ou omitir o que o Novo Testamento ensina sobre o assunto.

Vamos explorar alguns exemplos do ministério de Paulo no livro de Atos. Por exemplo, em Atos 13, Paulo está pregando na sinagoga em Antioquia da Pisídia. Eu encorajo você a ler a mensagem por completo, mas a boa notícia que ele apresenta é clara: “Meus irmãos, todos vocês precisam saber com certeza que é por meio de Jesus que a mensagem do perdão de pecados é anunciada a vocês. Precisam saber também que quem crê é libertado de todos os pecados dos quais a Lei de Moisés não pode livrar” (Atos 13:38-39, NTLH).

Alguns acreditaram (veja Atos 13:43); no entanto, eventualmente, outros rejeitaram a mensagem de Paulo e se opuseram a ele. Considere a resposta: “Porém Paulo e Barnabé falaram com mais coragem ainda. Eles disseram: ‘Era necessário que a palavra de Deus fosse anunciada primeiro a vocês que são judeus. Mas, como vocês não querem aceitá-la e acham que não merecem a vida eterna, então agora nós vamos anunciar a palavra aos não judeus’” (Atos 13:46, NTLH). Você percebeu? Os apóstolos abertamente declararam que aqueles que rejeitam o Evangelho julgam-se indignos da vida eterna. Tal afirmação se encaixa perfeitamente nas palavras de Jesus em Marcos 16:16: “Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado”.

Outro exemplo do ministério de Paulo em Atos envolve um oficial romano chamado Félix. Esse líder possuía algum conhecimento sobre “o Caminho”, e a conversa de Paulo com ele e sua esposa foi bem interessante. Alguns dias depois, Félix retornou com sua esposa, Drusila, que era judia. Mandando chamar Paulo, eles o ouviram falar a respeito da fé em Cristo Jesus. Conforme Paulo falava sobre uma vida correta, autocontrole e o dia vindouro do julgamento, Félix ficou com medo e disse: “Agora pode ir. Quando eu puder, chamarei você de novo” (Atos 24:24-25, NTLH).

O interessante é que o tema central da conversa era “fé em Cristo”, e tal conversa, eventualmente, chegou na discussão a respeito do “Dia do Juízo Final”. Novamente, eu não acho que Paulo estava ameaçando Félix, mas estava falando a verdade. Tudo que Paulo falou a ele dizia respeito à “fé em Cristo”.

Proponho que Paulo tenha sentido um forte “dever de alertar”. Podemos ver isso em duas declarações que ele fez, com relação ao sangue de outros. Considere as seguintes afirmações:

Quando alguns se opuseram a ele e o insultaram, Paulo sacudiu o pó de suas roupas e falou, “Sobre a vossa cabeça, o vosso sangue! Eu dele estou limpo” (Atos 18:6, ARA).

“Portanto, eu vos protesto, no dia de hoje, que estou limpo do sangue de todos; porque jamais deixei de vos anunciar todo o desígnio de Deus” (Atos 20:26-27, ARA).

Para o leitor moderno, a terminologia que Paulo utiliza pode parecer estranha. O que ele quer dizer quando afirma que é inocente do sangue de outros? Para entender a perspectiva de Paulo, é útil considerar o que Deus comunicou ao profeta Ezequiel sobre o “dever de alertar”:

Filho do homem, disse ele, “eu fiz sentinela para a nação de Israel; por isso ouça a palavra que digo e leve a eles a minha advertência. Quando Eu falar ao ímpio: ‘Certamente morrerás!’, se não o advertires e não disseres nada para preveni-lo sobre seu caminho errado e danoso, a fim de salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá por causa da sua própria malignidade; contudo, Eu exigirei da tua mão o sangue dele, porquanto recebeste a responsabilidade de pregar àquela pessoa. No entanto, se advertires o ímpio, e ele não se converter da sua malignidade e dos seus maus caminhos, eis que ele morrerá na sua maldade; mas tu estarás livre desta responsabilidade e culpa” (Ezequiel 3:17-19, KJA).

O mesmo princípio de responsabilidade é reiterado em Ezequiel 33:7-9, e Paulo o aplicou em relação a ele e a seu próprio ministério.

Enquanto a Escritura é o fundamento para a nossa crença e prática, também aprendemos com as experiências que diferentes pessoas tiveram (claro que todas experiências devem ser avaliadas à luz da Palavra de Deus). Kenneth Hagin escreveu um poderoso livro intitulado Fui para o Inferno. É uma leitura bem rápida, mas que deixa uma impressão poderosa. Em outro livro, o Irmão Hagin relata a experiência que ele teve, como adolescente, quando seu coração parou. Abaixo um trecho retirado do livro Eu creio em Visões:

Eu gostaria de ter palavras adequadas para descrever os horrores do inferno. Pessoas passam pela vida de forma tão complacente e despreocupada, como se não existisse inferno. Porém, a Palavra de Deus e a minha própria experiência pessoal me dizem algo diferente. Eu sei o que é estar inconsciente – é escuro quando você está inconsciente – mas não há escuridão comparada à escuridão das trevas.

Ao começar a descer pela escuridão pela terceira vez, meu espírito gritou: “Deus, eu pertenço à igreja! Fui batizado nas águas!” Esperei que Ele me respondesse, mas nenhuma resposta veio – somente o eco da minha própria voz enquanto ela retornava para zombar de mim.

É necessário mais do que um cartão de membresia de igreja – é necessário mais do que ser batizado nas águas – para fugir do inferno e entrar nos céus, Jesus disse, “… necessário vos é nascer de novo” (João 3:7).

Certamente, eu creio no batismo nas águas – mas somente se a pessoa é nascida de novo. Certamente, eu creio na membresia de uma igreja – mas somente se a pessoa é nascida de novo. Se você meramente se junta a uma igreja e é batizado nas águas sem ser nascido de novo, você irá para o inferno!

O Irmão Hagin, então, prossegue em falar a respeito de como o Senhor o trouxe de volta daquele lugar terrível, e, em seguida, ele escreve a respeito de outra experiência espiritual que teve anos depois:

Jesus estava de pé, e eu fiquei diante da Sua presença. Ele estava segurando uma coroa em Suas mãos. Aquela coroa era tão extraordinariamente linda que a linguagem humana não podia começar a descrevê-la.

Jesus me disse, “Essa é a coroa para os ganhadores de almas. Meu povo está tão descuidado e indiferente. Essa coroa é para cada um dos Meus filhos. Eu falei, ‘Fale com essa pessoa ou ore por aquela pessoa’, mas meu povo está ocupado demais. Eles se afastam, e almas são perdidas, pois eles não obedecem a Mim”.

Quando Jesus disse isso, eu chorei diante dEle. Eu me ajoelhei e me arrependi de minhas falhas. Então, Jesus me disse novamente, “Suba aqui”. Pareceu como se eu estivesse com Ele atravessando o ar até que chegamos a uma bela cidade. Na verdade, não fomos atá a cidade, mas a contemplamos de uma curta distância, como se alguém subisse em uma montanha e olhasse para baixo, para a cidade no vale. Sua beleza era além das palavras!

Jesus disse que as pessoas, de um modo egoísta, se dizem preparadas para ir para o céu. Elas falam sobre suas mansões e galardões que receberão lá enquanto muitos ao redor vivem em completa escuridão e falta de esperança. Jesus me disse que eu deveria compartilhar minha esperança com elas e convidá-las para ir ao céu comigo.

Em seguida, Jesus se virou e me disse, “Agora, vamos ao inferno”.

Descemos do céu e, quando chegamos à Terra, não paramos, mas continuamos descendo. Diversas Escrituras na Bíblia fazem referência ao inferno como estando abaixo de nós. Por exemplo, “O Seol desde o profundo se turbou por ti, para sair ao teu encontro na tua vinda… Contudo levado serás ao Seol, ao mais profundo do abismo” (Isaías 14:9,15). “Por isso o Seol aumentou o seu apetite… e para lá descem a glória deles…” (Isaías 5:14).

Descemos até o inferno, e, enquanto descíamos, vi o que parecia ser seres humanos envoltos em chamas. Eu disse, “Senhor, esse lugar parece o mesmo de quando morri e fui trazido para cá em 22 de abril de 1933. Você falou, e eu voltei à vida e saí daqui. Eu me arrependi e orei, em busca de Seu perdão, e Você me salvou. Agora, no entanto, eu me sinto tão diferente: não me sinto amedrontado ou aterrorizado, como eu estava naquela vez”.

Jesus me disse: “Alerte homens e mulheres a respeito deste lugar”, e eu declarei, com lágrimas, que faria.

Enquanto esteve vivo, o Irmão Hagin foi inflexível em dizer às pessoas que não aceitassem o que ele dizia, a menos que estivesse alinhado à Palavra. O Irmão Hagin era primeiramente conhecido por ensinar tópicos, como fé, andar em amor, como ser guiado pelo Espírito, mas ele não era negligente em falar que havia um céu a ser conquistado e um inferno a ser evitado.

Certamente, inferno não é nossa mensagem principal; Jesus Cristo é. A bondade de Deus é. Nossas mensagens devem ser baseadas e motivadas no amor, mas o amor verdadeiro alerta pessoas se perceber que elas estão caminhando em direção à destruição. Talvez, esse era o equilíbrio sobre o qual Judas estava se referindo quando escreveu: “E demonstrai compaixão para com alguns que não possuem essa certeza, assim como salvai a outros, arrebatando-os do fogo; e a outros, ajudai com misericórdia e temor, repugnando até a roupa contaminada pela carne” (Judas 1:22-23 – KJA).

Abaixo, estão algumas citações de homens de Deus do século passado. Espero que você encontre nelas uma mensagem encorajadora.

A maioria dos ministérios gostariam de enviar seus membros a uma escola bíblica por cinco anos. Eu gostaria de enviá-los ao inferno por cinco minutos. Isso faria mais a eles por uma vida inteira de ministério compassivo do que qualquer outro tipo de preparação.
William Booth

Eu considero que os perigos principais que irão confrontar o século vindouro serão uma religião sem o Espírito Santo, um Cristianismo sem Cristo, um perdão sem arrependimento, uma salvação sem regeneração, uma política sem Deus, e um céu sem inferno.
William Booth

Ninguém deveria pregar sobre o inferno sem lágrimas em seus olhos.
L. Moody

É notável o fato de que nenhum pregador inspirado, de quem tenhamos qualquer registro, tenha proferido palavras tão terríveis a respeito do destino dos perdidos como o nosso Senhor Jesus Cristo.
Charles Spurgeon

“Se os pecadores forem condenados, pelo menos, deixe-os saltar para o inferno sobre nossos corpos mortos. E, se eles perecerem, deixe-os perecer com nossos braços entrelaçados em seus joelhos, implorando que fiquem. Se o inferno deve ser preenchido, deixe-o ser preenchido sob nossos esforços, não deixando nenhum ir sem aviso ou desprovido de oração”
Charles Spurgeon

Pense levemente a respeito do inferno e você pensará levemente sobre a cruz. Pense pouco no sofrimento das almas perdidas e você logo pensará pouco no Salvador que os liberta.
Charles Spurgeon

Se eu nunca tivesse falado sobre o inferno, eu poderia pensar que tinha guardado algo valioso e me considerado um cúmplice do diabo.
J.C. Ryle

Não há doutrina que eu gostaria mais de remover do Cristianismo do que a doutrina sobre o inferno, se isso dependesse de mim. No entanto, tal doutrina tem total suporte das Escrituras e, especialmente, das próprias palavras do Senhor; sempre foi mantida pela Igreja Cristã e tem o apoio da razão.
C.S. Lewis

Um grupo de militares perguntou a seu novo capelão se ele acreditava na verdadeira existência de um inferno, e ele sorriu e disse que não. “Então, você está perdendo o seu tempo”, os homens responderam. “Se não há inferno, não precisamos de você; e, se há um inferno, você está nos desviando. De qualquer forma, estamos melhores sem você!”
Warren Wiersbe

Ninguém falou mais a respeito do inferno do que Jesus, e o inferno do qual Ele veio salvar o homem não era apenas o inferno na Terra… era algo vindouro.
Billy Graham

Estou consciente do fato de que falar sobre o inferno não é algo prazeroso. É, ao contrário, algo bem impopular, controvérsio e incompreendido… Como um ministro, eu devo lidar com isso. Não posso ignorar.
Billy Graham

Muitas pessoas têm reagido à ministração sobre o lago de fogo e enxofre como se falassem, “Bem, eu não gosto desse tipo de pregação”. Porém, francamente, eu não consigo me lembrar da última vez que eu ouvi alguém ministrar sobre isso. Temos nadado tanto para o outro lado que perdemos de vista a importância do que as Escrituras dizem, de que devemos alertar as pessoas, e de que elas necessitam saber das consequências de seus pecados. Não falar isso é cometer um desserviço e é falhar com todo o conselho de Deus. Certamente, não devemos fazer isso de forma alegre, mas com compaixão e amor, avisando que a última coisa que Deus deseja é que alguém criado à Sua imagem acabe separado dEle em um lugar chamado inferno.
Greg Laurie

Minha oração é para que eu seja um servo fiel, cheio de graça e de verdade. Oro o mesmo para todos os outros ministros e crentes. Por fim, Billy Graham fornece uma resposta simples e perspicaz sobre o inferno no site da BGEA: https://billygraham.org/answer/did-jesus-ever-say-anything-about-hell-i-dont-believe-in-hell-myself/[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Seis Vezes em que Jesus Treinou Seu Time

[vc_row][vc_column][vc_column_text]

Seis Vezes em que Jesus Treinou Seu Time
Tony Cooke

Seis Vezes em que Jesus Treinou Seu Time by Tony CookeEu joguei diversos esportes enquanto crescia e sou muito grato por ter feito parte de diversos times. Cada treinador possuía um jeito específico de fazer as coisas – uma certa filosofia que o time deveria seguir, estratégias específicas que deveriam ser seguidas e certas jogadas que deveriam ser feitas. Tudo isso necessitava de que todos estivessem na mesma página e no mesmo pensamento. Em adição ao aspecto técnico do jogo, éramos lembrados, com frequência, de que a atitude que teríamos em campo refletiria no treinador, no time como um todo e na escola que estávamos representando.

Quando John Wooden treinou o time masculino de basquete da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) — ele liderou o time em dez campeonatos nacionais – ele era um defensor de detalhes e um proponente do trabalho em equipe. Ele até ensinou seus jogadores o preciso modo de colocar as meias e de amarrar os sapatos, para prevenir a formação de bolhas. Wooden insistia que isso ajudaria a manter os jogadores saudáveis e em forma no campo. Até mesmo no momento de colocar os sapatos e as meias, Wooden essencialmente afirmava, “Nós não fazemos desse jeito; nós fazemos assim.”

Um ano, o astro do time da UCLA, Bill Walton, decidiu que ele não queria mais seguir as instruções do treinador Wooden com relação ao cabelo. “Você não tem o direito de me dizer que eu tenho que cortar meu cabelo mais curto e tirar minha barba,” Walton falou para ele. O treinador Wooden respondeu, “Você está certo, Bill. Eu não tenho esse direito. Eu somente tenho o direito de determinar quem irá jogar. Sentiremos sua falta, Bill”. Walton imediatamente cortou o cabelo, fez sua barba e foi para o treino.

Hoje, muitos considerariam John Wooden como um técnico antiquado, mas ele acreditava que o jogo era maior que qualquer jogador individualmente e que cada jogador representava mais do que ele próprio. Apesar de Walton ter sido votado jogador do ano na temporada anterior, o treinador Wooden requeria que ele representasse o time e sua universidade da forma que ele considerasse apropriado. O talento de Walton não era suficiente; ele tinha que ser suficientemente humilde para receber a correção, seguir as instruções e concordar com o padrão do time.

Há interessantes paralelos entre essa história e o tipo de treinamento ministerial que vemos no Novo Testamento. Por esse motivo, pastores e outros líderes buscam incutir certos valores em seus líderes e obreiros. Considere como Paulo admoesta seu discípulo em 1 Timóteo 3:14-15 (NTLH):

Escrevo essas coisas a você, esperando ir vê-lo logo. Mas, se eu demorar, esta carta vai lhe dizer como devemos agir na família de Deus, que é a Igreja do Deus vivo, a qual é a coluna e o alicerce da verdade.

Se há certas maneiras de se conduzir na igreja, também há maneiras de não se conduzir na igreja. Tenha em mente que Paulo havia enumerado as qualificações que os líderes das igrejas deveriam possuir; portanto, a ênfase, aqui, não parece estar no visitante casual, mas na conduta daqueles que servem.

Quando Jesus passou tempo com Seus discípulos, Ele não estava simplesmente fazendo declarações profundas para que eles fossem iluminados; pelo contrário, Ele estava ensinando algumas coisas práticas, como:

  • Essa é a forma que servimos; essa não é a forma que servimos.
  • Essa é a forma que tratamos as pessoas; essa não é a forma que tratamos as pessoas.
  • Essa é a forma que representamos o céu; essa não é a forma que representamos o céu.

Jesus estava treinando Seus discípulos a ter o mesmo modo de pensar a respeito de como se portar no ministério. Não vemos Jesus focar em como eles colocavam suas sandálias ou se eles possuíam ou não barba, mas vemos Jesus enfatizar o que Ele considerava valores fundamentais que deveriam ser seguidos. Considere os seguintes exemplos em que Jesus essencialmente disse aos discípulos, “Nós não fazemos desse jeito; nós fazemos assim.”

Receber ou Rejeitar: Uma das lições que Jesus ensinou para Seus discípulos era que eles deveriam ser acolhedores, ao invés de rejeitar pessoas. Nesse caso específico, Ele os ensinou o valor do “menor deles”. Quando os pais trouxeram seus filhos pequenos para que Jesus os abençoasse, Marcos 10:13 afirma, “os discípulos repreenderam aquelas pessoas”. Jesus (não se agradando de tal atitude) usou tal exemplo como um momento para ensinar e falou, “Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque de tais é o reino de Deus” (Marcos 10:14). Jesus falou para Seus discípulos, “Nós não fazemos desse jeito; nós fazemos assim.”

Denunciar ou Celebrar: Parece haver uma tendência a ter ciúmes e a controlar outros. João provavelmente pensou que ele havia feito algo maravilhoso e nobre, quando ele disse a Jesus, “Mestre, vimos um homem que expulsa demônios pelo poder do nome do senhor, mas nós o proibimos de fazer isso porque ele não é do nosso grupo”. Ao invés de aplaudi-lo, por sua atitude, Jesus respondeu, “Não o proíbam, pois quem não é contra vocês é a favor de vocês” (Lucas 9:49-50, NTLH). Mais uma vez, Jesus disse aos discípulos, “Nós não fazemos desse jeito; nós fazemos assim.” Ele não queria que Seus discípulos fossem tão limitados a ponto de acreditar que Deus só poderia usar alguém que fizesse parte do seleto grupo de discípulos. Ao contrário, é saudável celebrar e regozijar sobre o que Deus tem feito por meio de outros.

Salvar ou Condenar: Somente um capítulo depois, João foi corrigido novamente. Quando ele (juntamente com seu irmão Tiago) viu que um povoado na região da Samaria foi rude com relação a Jesus e aos Seus discípulos, eles perguntaram, “Senhor queres que mandemos descer fogo do céu para os consumir, como Elias também fez?” Jesus não queria tal atitude vinda de Seu time. Ele não somente os repreendeu, como também disse, “Vós não sabeis de que espírito sois. Pois o Filho do Homem não veio para destruir as vidas dos homens, mas para salvá-las” (Lucas 9:54-56). Jesus disse a eles, “Nós não fazemos desse jeito; nós fazemos assim”. Ele estava reforçando o que havia ensinado anteriormente: “Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (João 3:17). Jesus queria que Seu time trabalhasse com Ele – não contra Ele – em suas atitudes e expressões. Era importante que eles promovessem a mesma missão e a mesma mensagem que Ele estava trazendo.

Focar no Diabo ou no Céu: Quando Jesus enviou Seus discípulos em treinamento, eles voltaram animados com relação ao poder que estavam exercitando por meio do Seu nome. Jesus não era contrário a eles possuírem poderes e ver resultados, mas Ele queria que Seus discípulos se focassem em algo ainda mais importante: relacionamentos! Considere o que ocorreu em Lucas 10:17-20:

Então, regressaram os setenta, possuídos de alegria, dizendo: “Senhor, os próprios demônios se submetem pelo teu nome!” Mas ele lhes disse: “Eu via Satanás caindo do céu, como um relâmpago. Eis que vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo, e nada, absolutamente, vos causará dano. Não obstante, alegrai-vos, não porque se vos submetem, e sim porque o vosso nome está arrolado nos céus.”

Jesus havia dado a eles Seu nome, Sua autoridade e Seu poder e Ele esperava que eles usassem tal poder para libertar os cativos. Entretanto, Ele queria que eles mantivessem seus olhos no céu e se regozijassem no relacionamento com o Pai. Mais uma vez, Jesus falou a seus discípulos, “Nós não fazemos desse jeito; nós fazemos assim.”

Atacar ou Ceder: Pedro era impetuoso e impulsivo. Ele tendia a agir primeiro (ou falar primeiro) e a pensar depois. Quando os soldados vieram prender Jesus, Pedro reagiu desembainhando sua espada e cortando a orelha direita do servo do sumo sacerdote. Jesus, imediatamente, disse para Pedro guardar sua espada e, prontamente, curou o homem (João 18:10-11; Lucas 22:49-51). Jesus estava comunicando, de forma clara, “Nós não fazemos desse jeito; nós fazemos assim.”

Servir ou Ser Servido: Os discípulos estavam engajados em um debate contínuo a respeito de quem era o maior entre eles. Constantemente, eles disputavam posições e tentavam estabelecer sua superioridade individual. Até mesmo na Última Ceia, eles estavam discutindo sobre isso. Como resposta, Jesus falou algo e fez algo. Falando que eles deveriam ser diferentes do mundo, Jesus afirmou, “o mais importante deve ser como o menos importante; e o que manda deve ser como o que é mandado” (Lucas 22:26, NTLH). A apresentação que João fez da Ceia do Senhor não inclui essas palavras exatas, mas inclui Jesus se levantando da mesa de refeição, pegando uma bacia e lavando os pés dos discípulos. Jesus afirmou, “Se eu, o Senhor e o Mestre, lavei os pés de vocês, então vocês devem lavar os pés uns dos outros” (João 13:14, NTLH). Jesus ensinou e deu exemplo, “Nós não fazemos desse jeito; nós fazemos assim.”

Nesses poucos exemplos, vemos Jesus treinando Seus discípulos em como ministrar do Seu jeito, de acordo com Seus valores e Suas prioridades. Considere os seguintes “conceitos de Reino” que Ele se esforçou em incutir neles:

  • Devemos amar, honrar e respeitar as crianças (e a todos, nesse sentido). Devemos fazer com que elas se sintam amadas, seguras e aceitas.
  • Outras pessoas que não fazem parte do nosso grupo ministrarão. Não devemos ter uma atitude de exclusividade com relação ao trabalho ministerial. Devemos celebrar o ministério de outros e não ter uma mentalidade de exclusividade no ministério.
  • Nem todos aceitarão o trabalho que você está exercendo no ministério. Nesses casos, devemos abençoar os outros; não os amaldiçoar. Devemos ser conhecidos pela nossa graciosidade, misericórdia e amor, não como pessoas vingativas. Não devemos retaliar, mesmo se tivermos que sacudir a poeira dos nossos pés e ir em frente.
  • Apesar de estar te dando poder e autoridade, não quero que você seja o foco. Eu quero que você se foque no prazer do seu relacionamento com o Pai Celestial, e quero que você direcione sua atenção e a afeição dos outros a Ele também.
  • Violência não é o caminho para conquistar os corações dos homens. Esse é o caminho pelo qual faremos as coisas do Reino. Viemos para curar pessoas, não para machucá-las. O Reino que representamos não veio desse mundo; portanto, não devemos agir dessa forma.
  • Eu quero que você cultive o coração de servo. Esteja disposto a cumprir as tarefas mais simples. É disso que se trata a grandeza do Reino.

“Nós não fazemos desse jeito; nós fazemos assim” está por todo o Novo Testamento. Especificamente, as epístolas pastorais (1 e 2 Timóteo e Tito) estão totalmente carregadas com admoestações sobre como ministrar da forma de Deus. O restante do Novo Testamento também está repleto de instruções sobre como representar a Cristo, como amar e servir aos outros, como restaurar outras vidas e como ministrar eficazmente.

Em um nível prático, é importante que as pessoas entendam a filosofia e os valores fundamentais de sua igreja local, para que elas trabalhem em harmonia uma com as outras. Isso é traduzido em conceitos básicos de atitude, projetados na recepção de visitantes e no relacionamento entre membros. Cada individuo deve perceber que suas atitudes e ações como membros e servos na igreja local refletem no restante da igreja, na liderança da congregação e em Cristo. Esse é motivo pelo qual é importante ser ensinável, atento e flexível. É importante receber instruções e correções a respeito de como atuar no ministério.

Um pastor compartilhou um episódio em um evento de homens, em que os homens que estavam escalados para fazer o registro dos visitantes estavam imersos em sua própria conversa e em seu próprio relacionamento. O problema é que eles estavam ignorando totalmente o primeiro visitante na mesa do registro. O pastor teve que auxiliar o visitante a fazer o seu registro, introduzi-lo a outros homens e envolvê-lo em uma conversa. Os dois homens que estavam servindo na mesa do registro estavam tão absortos em sua própria conversa que estavam alheios ao fato do pastor ter vindo e feito o trabalho deles. Em uma reunião posterior com a equipe, o pastor contou o ocorrido para o chefe do departamento e, essencialmente, falou para ele, “Nós não fazemos desse jeito; nós fazemos assim.”

Pequenas coisas importam. Para John Wooden, a forma como os jogadores colocavam suas meias era importante. Na igreja, a forma como tratamos, reconhecemos e honramos os outros é importante. Devemos estar sempre atentos para fazer as coisas da melhor maneira — fazer as coisas do jeito dEle![/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Pregação, Popularidade e Ira de Deus

[vc_row][vc_column][vc_column_text]

Cinco Nações: Fotos e Notícias
Tony Cooke

Pregação, Popularidade e Ira de DeusTodo pregador deve responder as seguintes perguntas dentro do seu próprio coração: “Pregarei o que a Palavra de Deus fala ou pregarei o que as pessoas querem ouvir? Pregarei para agradar a Deus ou para agradar ao homem?” Jesus fala a respeito de pessoas que “amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus” (João 12:43).

Aqueles que preferem agradar mais aos homens do que a Deus devem considerar a seguinte observação de Jesus: “Ai de vocês, quando todos os elogiarem, pois os antepassados dessas pessoas também elogiaram os falsos profetas” (Lucas 6:26, NTLH). Ao falar sobre tais indivíduos, Jeremias declara: “Os profetas profetizam falsamente… e o meu povo assim o deseja. Mas que fareis no fim disso?” (Jeremias 5:31).

Vance Havner afirma, “Popularidade matou mais profetas de Deus do que a perseguição jamais fez”. Eu acho que a isso também pode ser aplicado a busca por popularidade. Charles Finney compartilha algumas observações em seu artigo intitulado, “Como Pregar para que Ninguém se Converta”. Alguns de seus pontos incluem:

  • Pregue sobre doutrinas que centram a atenção no homem ao invés de centrar em Jesus. Ensine as doutrinas que fazem do homem o centro da atenção de Deus ao invés dEle como o centro da nossa devoção. Fale às pessoas somente o que Deus fará por elas;
  • Evite pregar sobre a necessidade da mudança radical do coração, por meio da Verdade sendo revelada pela ação do Espírito Santo;
  • Deixe que o seu motivo supremo seja a popularidade dentre os homens; assim, sua pregação girará em torno desse propósito e não em torno do propósito de converter almas a Cristo;
  • Faça apelos às emoções e não à consciência de seus ouvintes;
  • Pregue a salvação pela graça, mas ignore a condição de condenação e perdição do pecador, de tal forma que ele nunca entenda o significado e a necessidade dessa graça;
  • Pregue Cristo como um ser infinitamente amigável e bem-humorado. Ignore contundentes repreensões aos pecadores e aos hipócritas, que, tantas vezes, fazem seus ouvintes tremerem;
  • Fale tão pouco a respeito do inferno que as pessoas pensarão que nem você acredita na existência de tal lugar [1].

Um dos grandes evangelistas da história americana, George Whitefield, falou, “O diabo ama apresentar Deus como totalmente misericórdia ou como totalmente justiça”. Isso nos relembra que devemos apresentar o quadro completo que a Escritura pinta.Em João 3:16, Jesus declara, “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Entretanto, com que frequência citamos o que Jesus falou em João 3:18? Aqui, Ele declara, “Quem crê nele não é julgado, mas quem não crê, já está julgado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”.

De igual modo, em Romanos 1:16, Paulo conhecidamente proclama, “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”. Dois versos depois, no entanto, ele afirma, “A ira de Deus se revela contra toda a impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça” (Romanos 1:18). Toda a Escritura é importante!

Se eu vou fielmente pregar a Palavra de Deus em sua integridade, eu devo (e tenho o prazer de) falar às pessoas que “Deus é amor”, mas eu devo falar que Ele também é fogo consumidor (Hebreus 12:29). Se eu vou fielmente pregar a Palavra de Deus em sua integridade, eu devo (e tenho prazer de) falar que Jesus é a perfeita expressão da vontade de Deus, mas também devo apresentá-Lo como “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29) e Aquele que admoesta, “se não se arrependerem, todos vocês vão morrer como eles morreram” (Lucas 13:5, NTLH).

J.I. Packer, um respeitado teólogo, nota a relutância da igreja moderna em abordar o que a Escritura fala a respeito da ira de Deus.

O moderno hábito da igreja cristã é não tocar no assunto. Aqueles que ainda acreditam na ira de Deus falam pouco a respeito disso; talvez nem pensem muito sobre isso. Para uma era que tem, desavergonhadamente, se vendido aos deuses da ganância, do orgulho, do sexo e do ego, a igreja balbucia sobre a bondade de Deus, mas virtualmente fala nada a respeito de Seu julgamento… O fato é que o tema da ira divina se tornou um tabu na sociedade moderna, e os cristãos têm aceitado esse tabu e se condicionado a não tratar sobre o assunto [2].

Antes de Packer, Richard Niebuhr observou que os temas essenciais da fé cristã estavam sendo arrancados do cristianismo, por meio da teologia liberal. Ele resumiu (em 1937) um anêmico e neutralizado “Evangelho” nas seguintes palavras: “Um Deus sem ira trouxe o homem sem pecado a um Reino sem julgamento, por meio de ministrações de um Cristo sem Cruz” [3]. A meu ver, Niebuhr encapsula as quatro áreas que devem ser omitidas se o ministro quiser ser popular dentre os demais. Em outras palavras, não mencione ira, pecado, julgamento e a cruz.

Em um artigo denominado “Contra o Amor Debilitado”, o teólogo Timothy George escreve que uma grande denominação (conhecida por sua fé firmada na integridade da Palavra de Deus e na essência do Evangelho) havia considerado incluir a música “Somente em Cristo”, em um novo hinário que eles estavam produzindo. No entanto, uma referência à morte substitutiva de Cristo foi considerada problemática. George escreve,

Eles não podiam concordar com a seguinte linha na terceira estrofe: “Na cruz em que Jesus morreu/ a ira de Deus foi satisfeita”. Eles queriam substituir tal linha por: “… Jesus morreu/ o amor de Deus foi ampliado”. Os autores dessa canção insistiram na letra original, e o Comitê, em uma votação de nove por seis, decidiu que tal canção não seria incluída. [4]

Imagine só! Um grupo está disposto a falar sobre o amor de Deus, mas não está disposto a reconhecer que, na cruz, Jesus satisfez a ira de Deus. É inegável que a Bíblia aborda sobre o amor de Deus, mas a Escritura, sem hesitação e sem reservas, também apresenta a ira de Deus.

O mundo não tem problemas se um pregador fala, “Deus é amor” (e isso é verdade – Deus é amor, conforme 1 João 4:8 e 16 alegremente declaram). Na verdade, o mundo pode até aplaudir tal afirmação. Entretanto, por mais fundamental, imperativo e vital que o amor de Deus seja, isso não é tudo o que o Novo Testamento ensina. Considere o seguinte:

  • “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus” (João 3:36);
  • Romanos 2:5 cita o “dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus”;
  • “Por estas coisas é que vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência” (Colossenses 3:6);
  • Paulo escreve que, quando Jesus retornar, Ele virá “em chamas de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder” (2 Tessalonicenses 1:8-9).

Se as Escrituras acima não o convenceram sobre a realidade da ira de Deus, eu o encorajo a fazer um estudo da palavra “ira” no livro de Apocalipse. O Evangelho não aborda que Deus é incapaz de se irar, mas que “Misericórdia triunfa sobre o juízo” (Tiago 2:13). A Boa Notícia que temos por causa de Jesus é expressa nas seguintes Escrituras:

  • “Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Romanos 5:9);
  • “… esperando que Jesus, o Filho de Deus, a quem Deus ressuscitou, volte do céu, esse Jesus que nos salva do castigo divino que está por vir” (1 Tessalonicenses 1:10, NTLH);
  • “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Tessalonicenses 5:9).

O que devemos fazer? Nós devemos, da mesma forma que Paulo, pregar todo o conselho de Deus (Atos 20:27). Sabiamente, H.B. Charles nota que, “A verdade sem amor é brutalidade. Amor sem verdade é hipocrisia”. Keith Intrater afirma, “Pregar o fogo do inferno sem a glória do Céu é condenação. Pregar a glória do Céu sem avisar as pessoas sobre o fogo do inferno é embalá-los em um falso senso de segurança”. Devemos nos esforçar para apresentar todo o Evangelho!

Não estou sugerindo que devemos treinar diáconos para receber visitantes com “Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura?” (Mateus 3:7). Eu creio que as igrejas devem ser lugares amorosos, amigáveis, acolhedores e encorajadores. Entretanto, as pessoas também não devem sentar nos bancos das igrejas durante anos sem ouvir a respeito da “bondade e severidade de Deus” (Romanos 11:22, com ênfase adicionada).

Uma vez, eu estava ensinando em uma escola bíblica em outra nação e, brevemente, abordei sobre o julgamento que caiu sobre a líder da igreja, Jezebel (Apocalipse 2:20-23), e sobre o membro não arrependido da igreja que Paulo entregou a Satanás para a destruição da carne (1 Coríntios 5:1-5). Um dos estudantes estava me levando ao aeroporto e ele possuía diversos questionamentos sobre tais passagens. Eu fiquei um pouco surpreso quando ele disse, “Eu tenho frequentado consistentemente a igreja durante quinze anos e nunca ouvi sobre tais passagens da forma que foram abordadas”.

A revista Cristianismo Hoje [5] utiliza, de forma brilhante, as seguintes palavras: “Quando você observa o mundo hoje, você percebe uma guinada em direção a uma ortodoxia feia e uma heresia atraente – uma verdade falada de forma aguda e sem amor e uma falsidade falada de forma cativante e convincente” [6]. A revista procede, então, a encorajar o que eles chamam de “Bela Ortodoxia”, que eu assumo que nada mais seja do que Paulo advogava quando falou que “conheçamos toda a verdade e a proclamemos em amor” (Efésios 4:15, MSG).

Em 1970, James McGready, um ministro presbiteriano, foi contra uma corrente de tendências populares de sua época. Muitos pregadores não estavam fazendo apelos para as pessoas se arrependerem e receberem Cristo, pois eles acreditavam que somente os eleitos seriam salvos. McGready, entretanto, estava determinado que sua responsabilidade era de pregar o Evangelho total e claramente, convidando as pessoas a responderem ao arrependimento e à fé. Ele declarou:

“Ministros devem usar todos os meios para alertar e acordar os pecadores sem Cristo, embora o mundo nos despreze. Temos a obrigação de fazer isso ou, então, o sangue dos pecadores será exigido de nossas mãos – sua condenação cairá à nossa porta”.

Não há nada de errado em ser criativo na comunicação, relevante em nossos ensinamentos, e graciosos e gentis em nosso tom. Eu considero admiráveis todos esses aspectos. Entretanto, devemos também aspirar a ser pessoas da verdade e da convicção. É importante notar que Jesus não trazia graça sem verdade ou verdade sem graça. Em vez disso, “graça e verdade vieram por meio de Jesus Cristo” (João 1:17, ênfase adicionada). As pessoas necessitam e merecem ambos.[/vc_column_text][vc_single_image image=”12426″ img_size=”full” alignment=”center”][vc_column_text][1]  Leia o resto de “Como Pregar para que Ninguém se Converta” (Tradução livre. O nome do texto original é “How to Preach Without Converting Anybody”) de Charles Finney em: https://tonycooke.org/riches-from-history/how-to-preach/

[2]  J. I. Packer, Conhecendo a Deus (Tradução livre. O nome original do livro é Knowing God). Downers Grove, IL: Intervarsity Press, 1973, 148-149.

[3]  H. Richard Niebuhr, O Reino de Deus na América (Tradução livre. O nome original do livro é The Kingdom of God in America). New York: Harper and Row, 1937, 193.

[4]  Timothy George, “Contra o Amor Debilitado” (Tradução livre. O nome original do artigo é “No Squishy Love”) First Things, July 29, 2013. https://www.firstthings.com/web-exclusives/2013/07/no-squishy-love.

[5]  Cristianismo Hoje é uma tradução livre. O nome original da revista é Christianity Today.

[6]  “Bela Ortodoxia” (Tradução livre. O nome original do artigo é “Beautiful Orthodoxy”). Christianity Today, accessed May 17, 2018. https://www.christianitytoday.org/who-we-are/beautiful-orthodoxy/.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Cinco Nações: Fotos e Notícias

[vc_row][vc_column][vc_column_text]

Cinco Nações: Fotos e Notícias
Tony Cooke

Durante esse mês de abril, 2018, tive o privilégio de viajar e ministrar em cinco nações – Inglaterra, Suíça, Líbano, Alemanha e Chipre. Durante esse tempo, lecionei 33 vezes e ministrei para líderes de aproximadamente 45 congregações diferentes. Abaixo, seguem algumas fotos e pequenas descrições do que ocorreu em cada país. Como já havia ministrado na Inglaterra, Suíça e Alemanha anteriormente, focarei um pouco mais no Líbano e Chipre nesse relatório. 

Inglaterra

Nessa nação, fui recebido pelos pastores Benjamin e Amanda Conway em Dagenham, e pelos pastores Wendy e James Preston em Aylesbury. Ministrei em três congregações e participei de um encontro de líderes. A igreja em Dagenham não é distante de onde William e Catherine Booth iniciaram o Exército da Salvação; portanto, tive a oportunidade de ver suas estátuas. Em Oxford, não somente pude fazer um passeio pela famosa universidade, como também conheci a lápide de C.S Lewis e a igreja que ele frequentava. Nosso grupo também teve um almoço no local onde Lewis e J.R.R Tolkein normalmente se encontravam.[/vc_column_text][vc_gallery type=”image_grid” images=”20089,20090,20091,20092,20093,20086,20133″ img_size=”85×85″][vc_separator color=”custom” style=”dashed” el_width=”80″ accent_color=”#919191″][vc_column_text]

Suíça

Da Inglaterra, parti para Suíça e fiquei hospedado com os missionários Mark e Catherine McCord. Tive o prazer de lecionar para os estudantes do Rhema Suíça em Lausanne sobre o tópico Atravessando Tempestades (em dez sessões). Enquanto estive lá, todos os estudantes receberam a versão em francês do meu livro, Vida Após a Morte. Foi um prazer estar com John e Laura Madan, que têm servido ao Senhor em países de língua francesa por décadas.[/vc_column_text][vc_gallery type=”image_grid” images=”20113,20114,20115,20116″ img_size=”110×110″][vc_separator color=”custom” style=”dashed” el_width=”80″ accent_color=”#919191″][vc_column_text]

Líbano

A próxima parada foi Beirute, Líbano, onde fui recebido por Matt Beemer e Matthew Hattabaugh do Club1040. Foi muito prazeroso passar tempo com líderes de duas congregações diferentes e me encontrar com um grupo de pastores libaneses.

Em minha primeira atividade no Líbano, em adição a cristãos libaneses, havia cooperadores vindos do Sri Lanka, da Etiópia e um missionário libanês que trabalha com refugiados curdos. Tivemos duas sessões de 45 minutos sobre o assunto Em Busca de Timóteo. Como minha voz estava rouca e eu estava muito cansado da viagem, fizemos uma oração após as sessões e fomos liberados. O pastor também compartilhou o seguinte testemunho sobre o que ocorreu com seus líderes naquela tarde:

“Hoje, após o senhor ter ido embora, os líderes oraram juntos e abraçaram uns aos outros, enquanto o Espírito Santo se movia no recinto. Então, um dos líderes começou a chorar e trouxe água para lavar meus pés; todos os líderes começaram a lavar e a beijar meus pés, enquanto choravam e sentavam no chão. Eu também chorava tanto que minha voz podia ser ouvida em Ashrafieh (uma vila distante do local que estávamos). E Deus enviou cura para toda liderança”.

Ele também enviou uma nota que dizia: “Seus ensinamentos tocaram os corações dos meus líderes e mudaram meu ministério”.[/vc_column_text][vc_gallery type=”image_grid” images=”20118,20119,20120,20121″ img_size=”110×110″][vc_separator color=”custom” style=”dashed” el_width=”80″ accent_color=”#919191″][vc_column_text]

Alemanha

De Beirute, viajei para Bonn na Alemanha e conduzi um seminário sobre o “Time dos Sonhos” no Rhema Alemanha. Diversas igrejas foram representadas, e eu também ministrei para a Rhema Bible Church em Bonn no domingo pela manhã. Monika Wagner, Alex Harten e todos os membros de sua equipe estão realizando um excelente trabalho na região. Fiquei satisfeito em ver que o livro Graça: o DNA de Deus foi traduzido para a língua alemã.[/vc_column_text][vc_gallery type=”image_grid” images=”20123,20124,20125,20126,20127″ img_size=”110×110″][vc_separator color=”custom” style=”dashed” el_width=”80″ accent_color=”#919191″][vc_column_text]

Chipre

Chipre é uma das maiores ilhas do Mediterrâneo e está localizada ao sul da Turquia e oeste da Síria. É uma ilha dividida desde 1974. A parte ao sul é composta de cipriotas gregos, enquanto o norte é ocupada por turcos. A cidade em que ministrei, Nicosia, é a última cidade dividida da Europa (pense em Berlim antes da queda do muro). Há ainda uma Linha Verde, que foi estabelecida pelas Nações Unidas, dividindo a cidade em duas partes.

Pastor Stavros Ignatiou, para o qual eu ministrei, cresceu na parte norte do país; sua família perdeu sua casa durante a invasão turca que ocorreu em 1974. Estima-se que 170.000 cipriotas gregos tenham perdido suas propriedades e tenham sido forçados a se mudar para o sul.

Mesmo sendo uma nação independente, o país tem sido afetado pela crise econômica enfrentada pela Grécia. Alguns anos atrás, cada cidadão cipriota que tivesse mais de 100.000 euros em suas contas bancárias perdia qualquer montante que excedesse tal quantia. Imagine ir para a cama com $500.000 em sua conta e, ao acordar, descobrir que o governo retirou $400.000 do dinheiro que você economizou durante anos. Apesar desses contratempos, a igreja no Chipre é consciente com relação a ajudar os mais pobres, especialmente refugiados sírios. Ministrei cinco vezes durante minha estadia nesse país.[/vc_column_text][vc_gallery type=”image_grid” images=”20128,20129,20130,20131,20132,20134″ img_size=”100×100″][/vc_column][/vc_row]

Reflexões sobre o Filme: Paulo, Apóstolo de Cristo

[vc_row][vc_column][vc_column_text]

Reflexões sobre o Filme: Paulo, Apóstolo de Cristo
Tony Cooke

Reflexões sobre o Filme: Paulo, Apóstolo de Cristo by Tony CookeRecentemente, eu e Lisa celebramos o meu aniversário de 59 anos em Warner Robins, Geórgia. Estávamos na companhia de bons amigos, Pastor Dave e Kendall Watrous. Posso dizer que foi um dia muito bom. Na parte da manhã, eu lecionei em um seminário sobre Timóteo (nunca me canso de tais seminários); tive uma celebração com cupcakes após o almoço, e, em seguida, fomos assistir ao novo filme Paulo, Apóstolo de Cristo. Certamente, em todo filme bíblico, os diretores tomam certa liberdade artística e criativa – o que é esperado. Sempre há certos aspectos que eu apresentaria de forma um pouco diferente ou afirmações que eu parafrasearia de outra forma. Entretanto, esse não é o foco dessa reflexão.

O grande valor deste filme reside no fato de que ele apresenta graficamente a intensa perseguição enfrentada pelos primeiros cristãos durante o Império Romano. Para ser honesto, não é o filme mais confortável de se assistir. Um crítico se referiu ao filme como “sombrio”, e acho que esse é um adjetivo condizente. Quando pensamos na comunhão com Cristo, é fácil para os cristãos do século XXI pensarem em um santuário bonito com uma decoração da moda, boa iluminação, boa música e uma mensagem otimista designada para levantar nossa autoestima, nos elevando em direção a uma vida vitoriosa e bem-sucedida. Não estamos acostumados a pensar no incompreensível sofrimento em uma masmorra romana chamada Prisão Mamertina.

Esse foi o local onde Paulo passou seus últimos dias, antes de ser executado sob o comando do imperador Nero. Esse é o foco do filme; foi nesse poço em que Paulo escreveu o seguinte (2 Timóteo 4:6-8 – ARA) aos seus discípulos:

Quanto a mim, já estou sendo derramado como libação, e o tempo da minha partida é chegado. Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.

Na verdade, a história nos mostra que todos os apóstolos de Jesus, com exceção de João, morreram como mártires no primeiro século. Ao invés de negarem a própria fé e de renunciarem a realidade da ressureição de Cristo, eles deram suas próprias vidas. Como podemos processar tal fato quando nós (pelo menos na América) vivemos nossas vidas em uma terra de liberdade religiosa? Temos ouvido, repetidamente, que Deus quer nos abençoar e prosperar, com base em inúmeros versículos que apoiam tal pensamento. Porém, esse não é o quadro completo.

O mesmo Jesus que veio para nos dar vida em abundância (João 10:10) também afirmou aos seus discípulos que eles enfrentariam perseguições em suas vidas. Considere algumas “outras promessas” que Jesus fez para o Seu grupo original de discípulos:

  • “Acautelai-vos dos homens, porque eles vos entregarão aos sinédrios, e vos acoitarão nas suas sinagogas” (Mateus 10:17);
  • “Então sereis entregues à tortura, e vos matarão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome (Mateus 24:9);
  • “Mas antes de todas essas coisas, vos hão de prender e perseguir, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome” (Lucas 21:12);
  • “Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, guardarão também a vossa” (João 15:20).

Esse era o contexto em que o Cristianismo nasceu e sob o qual ele floresceu. Há “profecias” fascinantes, sobre o sofrimento e a perseguição relacionados ao chamado dos dois maiores líderes da Igreja primitiva – Paulo e Pedro. Vejamos a seguinte afirmação que Jesus falou para Pedro após Sua ressureição (João 21:18-19 – ARA):

Em verdade, em verdade te digo que, quando eras mais moço, tu te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde tu não queres. Disse isto para significar com que gênero de morte Pedro havia de glorificar a Deus. Depois de assim falar, acrescentou-lhes: Segue-me.

A história nos diz que Pedro, eventualmente, foi crucificado em Roma, cumprindo as palavras de Jesus.

A jornada de Paulo também não foi fácil. Quando Jesus comissionou Ananias a ministrar para Paulo (Saulo de Tarsus), após a experiência na Estrada de Damascos, Ele afirmou para Ananias que Paulo era “um vaso escolhido, para levar o meu nome perante os gentios, e os reis, e os filhos de Israel; pois eu lhe mostrarei quanto lhe cumpre padecer pelo meu nome” (Atos 9:15-16).

A determinação radical de Paulo em obedecer a Deus, não importando o custo, pode ser vista em sua afirmação para os anciãos de Éfeso: “Agora, eis que eu, constrangido no meu espírito, vou a Jerusalém, não sabendo o que ali acontecerá, senão o que o Espírito Santo me testifica, de cidade em cidade, dizendo que me esperam prisões e tribulações. Mas em nada tenho a minha vida como preciosa para mim, contando que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus” (Atos 20:22-24). Para Paulo, fé e obediência não seriam sinônimos de conforto e prosperidade terrena, mas resultariam no avanço do Evangelho.

Em adição às afirmações de Jesus sobre o sofrimento que Paulo e Pedro enfrentariam em seus futuros ministérios, há outras afirmações feitas por Jesus, décadas depois, para as sete igrejas, a respeito da perseguição enfrentada por elas. Ele fala para a Igreja em Esmirna: “Não temas o que hás de padecer. Eis que o Diabo está para lançar alguns de vós na prisão, para que sejais provados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10).

Da mesma forma, Jesus elogiou a fidelidade dos crentes em Pérgamo com as seguintes palavras: “Sei onde habitas, que é onde está o trono de Satanás; mas reténs o meu nome e não negaste a minha fé, mesmo nos dias de Antipas, minha fiel testemunha; o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita” (Apocalipse 2:13). Em nenhum lugar, Jesus afirma aos crentes que, “se eles tivessem um pouco mais de fé, poderiam evitar tais perseguições e viver uma vida vitoriosa”. Para Paulo, Pedro e outros crentes primitivos, a fé envolvia perseverança em meio a perseguições. É necessário lembrar, no entanto, que houve ocasiões em que os crentes foram libertos do sofrimento e da perseguição (um exemplo foi quando Pedro e Paulo foram ambos milagrosamente libertos de prisões, em Atos 12 e 16, respectivamente).

Com base no treinamento que receberam e na experiência que tiveram, esses dois apóstolos sabiam como admoestar outros com relação à perseguição que sofreriam. A primeira apóstola de Pedro, em boa medida, fala sobre os cristãos lidarem com perseguições, incluindo a seguinte afirmação: “Portanto, os que sofrem segundo a vontade de Deus confiem as suas almas ao fiel Criador, praticando o bem” (1 Pedro 4:19). De igual modo, Paulo afirmou a Timóteo que “todos os que querem viver plenamente em Cristo Jesus padecerão perseguições” (2 Timóteo 3:12).

Hebreus 11:33-34 (ARA) honra a fé daqueles que “fecharam a boca de leões, extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada”. Porém, também menciona aqueles que sofreram pela fé. O autor de Hebreus procede, dizendo (11:35-38 – ARA):

Alguns foram torturados, não aceitando seu resgate, para obterem superior ressurreição; outros, por sua vez, passaram pela prova de escárnios e açoites, sim, até de algemas e prisões. Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio da espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, aflitos, maltratados (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra”.

A Palavra de Deus honra e estima aqueles que sofreram pela fé. Apocalipse 12:10 afirma: “E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte”. Eu agradeço por ter crescido em um país em que a liberdade religiosa é um princípio fundamental; no entanto, mesmo hoje, centenas de cristãos ao redor do mundo enfrentam desafios e perseguições que nós, do Ocidente, nunca experimentamos.

Meu propósito em escrever essa mensagem não é de ser mórbido ou depressivo. Meu coração se enche de gratidão pelos sacrifícios de inúmeros cristãos ao longo dos séculos. A fé e coragem deles deve nos inspirar imensamente. Devemos também orar por nossos irmãos e irmãs em Cristo que vivem em áreas oprimidas e problemáticas ao redor do mundo. Hebreus 13:3 (ARA) nos admoesta a: “Lembrai-vos dos encarcerados, como se presos com eles; dos que sofrem maus-tratos, como se, com efeito, vós mesmos em pessoa fôsseis os maltratados”.

Paul Harvey (um famoso radialista americano), em seu programa, ocasionalmente, descrevia alguma situação em alguma outra parte do mundo totalmente alheia à mentalidade ocidental. Ocasionalmente, tais histórias envolviam comportamentos e práticas completamente estrangeiros para alguém que cresceu na América. Ele concluía suas histórias com a simples afirmação: “Não é um único mundo”. Apesar de vivermos no mesmo planeta, diferentes pessoas em diferentes locais e eras possuem e possuíram diferentes tipos de experiências de vida. O Evangelho é verdade para todos, mas, com base nas culturas, experiências e contextos das pessoas, diferentes indivíduos podem ter perspectivas e prioridades radicalmente diferentes. Assistir a um filme como Paulo, Apóstolo de Cristo ou mesmo ler alguns dos versículos mencionados nessa mensagem nos ajuda a perceber ou a valorizar alguns diferentes mundos em que diferentes pessoas vivem.[/vc_column_text][vc_separator color=”blue” style=”dashed” el_width=”80″][vc_column_text]Translated by Gabriella Kashiwakura[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Outro Olhar sobre o “Chamado”

[vc_row][vc_column][vc_column_text]

Outro Olhar sobre o “Chamado”
Tony Cooke

Outro Olhar sobre o “Chamado”Deixe-me ressaltar, primeiramente, que eu acredito no chamado do Senhor. Além das inúmeras evidências bíblicas sobre o assunto, eu tenho percebido, em minha própria vida, o chamado dEle para servi-Lo. Tendo ensinado durante anos em uma escola bíblica e tendo trabalhado com diversos ministros, tenho ciência de que Deus chama e equipa pessoas para cumprir certas tarefas em Seu nome.

Tendo dito isso, acho que é importante ressaltar algumas questões relativas ao chamado do Senhor. Por exemplo:

  • O que acontece quando as inseguranças de uma pessoa obscurecem suas percepções quanto ao chamado de Deus?
  • Uma pessoa deve possuir um chamado específico para realizar algo significativo para Deus?
  • A forma como Deus chama uma pessoa deve ser emocionante ou sensacional para que seu chamado seja legítimo?

E quanto às nossas inseguranças?

Deparei-me, recentemente, com as afirmações de duas ministras excepcionais, Glady Aylward e Kathryn Kuhlman. Aylward (1902-1970) possuía uma distinta e frutífera carreira como missionária na China. Refletindo sobre seus anos no ministério, ela disse, “Eu não fui a primeira escolha de Deus para o trabalho que realizei na China. Havia outra pessoa… Eu não sei quem teria sido essa primeira opção de Deus. Deve ter sido um homem – um homem maravilhoso. Um homem bem-educado. Eu não sei o que deve ter acontecido. Talvez, ele tenha morrido. Talvez, ele não estivesse disposto… E Deus olhou para baixo e viu Gladys Aylward.”

Igualmente, Kathryn Kuhlman (1907-1976), uma poderosa evangelista, comentou, “Eu creio que a primeira escolha de Deus para esse ministério era um homem. Sua segunda escolha também. Porém, nenhum homem estava disposto a pagar o preço. Eu apenas fui ingênua o suficiente para dizer: ‘Eis-me aqui’. E Ele vem fazendo isso desde então”.

Eu não sou suficientemente douto para saber se tais mulheres estariam corretas em suas afirmações; talvez, isso seria apenas humildade da parte delas. No entanto, eu não posso deixar de pensar se—em suas mentes—a insegurança as estava proibindo de se verem como as primeiras escolhas de Deus, quando elas, sem sombra de dúvidas, poderiam ter sido. Como elas, parece que muitas pessoas têm dificuldades em compreender o chamado de Deus em suas vidas.

Um exemplo clássico foi Gideão. Em seu caso, um senso de inferioridade parece ter sido uma pedra de tropeço significativa. Ao ser chamado por Deus, Gideão protestou: “Ai, Senhor meu! Como que livrarei Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu, o menor da casa de meu pai” (Juízes 6:15 – ARA). Entretanto, Gideão não estava sozinho em lutar contra a ideia de ser chamado por Deus. Outras figuras bíblicas que também lutaram contra seus chamados foram:

  • Moisés, ao dizer: “Quem sou eu, para que vá ao Faraó…? (Êxodos 3:11). Ele também argumentou com Deus, alegando que o povo não acreditaria nele (Êxodos 4:1) e que ele não era eloquente (Êxodos 4:10);
  • Jeremias, que sentia que era muito novo (Jeremias 1:6);
  • Sara, que pensava ser muito velha (Gênesis 18:12);
  • Isaías, que, quando o Senhor apareceu a ele, disse: “Ai de mim! Estou perdido! Pois os meus lábios são impuros e moro no meio de um povo que também tem lábios impuros…” (Isaías 6:5 – NTLH);
  • Pedro, cuja resposta ao encontrar Jesus foi: “Retira-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador” (Lucas 5:8);
  • Paulo, que disse sobre si mesmo: “até nem mereço ser chamado de apóstolo, pois persegui a Igreja de Deus” (1 Coríntios 15:9 – NTLH).

Todos esses casos me fazem pensar na quantidade de pessoas que, por cause de uma sensação de insegurança ou inferioridade, se abstiveram de responder ao chamado de Deus para suas vidas. Todos nos sairíamos bem se tirássemos os olhos de nós mesmos e puséssemos em Deus. Talvez, esse seja o motivo pelo qual Paulo orientou o jovem Timóteo de que Deus “nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos” (2 Timóteo 1:9 – ARA).

Quão específico deve ser um chamado?

Frequentemente, quando ouvimos a respeito do “chamado de Deus,” pensamos em algo altamente individualizado e extremamente específico (exemplo, Deus falando para Moisés ir e libertar os filhos de Israel do Egito). Enquanto eu, de todo o coração, aceito a existência de chamados específicos para tarefas específicas, é importante perceber que também existem chamados amplos, aplicáveis universalmente para todos nós. Considere:

Romanos 1:6-7 (King James)
“E vós, igualmente, estais entre os chamados para pertencerdes a Jesus Cristo. A todos os que estais em Roma, amados de Deus, convocados para serdes santos: Graça e paz a vós, da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.”

Romanos 8:30 (King James)
“E aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes igualmente justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou”.

1 Coríntios 1:2 (King James)
“… convocados para serem santos, juntamente com todos os que, em toda parte, invocam o Nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso“.

1 Coríntios 1:9 (King James)
“… por meio do qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor”.

Gálatas 1:6 (King James)
“…daquele que vos chamou pela graça de Cristo…”

Gálatas 5:13 (King James)
“Caros irmãos, fostes chamados para a liberdade”.

1 Pedro 1:15 (King James)
“Porém, considerando a santidade daquele que vos convocou, tornai-vos, da mesma maneira, santos em todas as vossas atitudes”.

1 Pedro 2:9 (King James)
“Porém, vós sois geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, cujo propósito é proclamar as grandezas daquele que vos convocou das trevas para sua maravilhosa luz”.

1 Pedro 5:10 (King James)
“Ora, o Deus de toda a graça, que vos convocou à sua eterna glória em Cristo Jesus…”

Judas 1:1 (King James)
“…aos que foram convocados, amados por Deus, o Pai, e preservados na fé em Jesus Cristo…”

Somos chamados! Quer tenhamos sido chamados para sermos pregadores e estarmos atrás do púlpito ou tenhamos sido chamados para cumprir outra tarefa, esses e outros versos indicam que o chamado de todo crente é ser sal, luz, embaixador, testemunha, servo e uma benção. Isso não é somente para aqueles que possuem a “profissão” de ministros, mas todo cristão foi chamado em tempo integral!

Um cristão nunca deve falar “eu não sou chamado” como desculpa para evitar responsabilidades que são compatíveis com o chamado de todo crente. Paulo escreveu que, “sempre que pudermos, devemos fazer o bem a todos, especialmente aos que fazem parte da nossa família na fé” (Gálatas 6:10 – NTLH). Se estivermos sensíveis, o amor de Deus dentro de nós nos impelirá e motivará para agirmos mediante as oportunidades que se abrem regularmente diante de nós.

Por falar em oportunidades, seria possível que, em algumas situações, Deus não tenha designado alguém para cumprir determinadas tarefas, mas estaria procurando por alguém, qualquer um, para respondê-Lo? Considere as palavras de Deus quando Ele afirmou: “E busquei dentre eles um homem que levantasse o muro e se pusesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; porém, a ninguém achei” (Ezequiel 22:30 – ARA). De forma semelhante, o autor de Crônicas escreveu: “seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte a favor daqueles cujo coração é perfeito para com ele” (2 Crônicas 16:9). Deus está procurando indivíduos que responderão a Ele—pessoas a quem Ele possa usar.

Quão espetacular precisa ser a forma como Deus chama alguém?

As pessoas são naturalmente fascinadas com aqueles chamados que se inclinam mais para o lado espetacular. As experiências de Moisés com a sarça ardente e de Paulo na estrada para Damascos parecem encontros divinos bem emocionantes. No entanto, eu penso ser seguro afirmar que a vasta maioria de cristãos são chamados de forma mais sutil do que alguns dos famosos personagens bíblicos. Em vez de nos sentirmos intimidados, a maioria de nós pode ser confortada na ideia de que ser chamado de forma sutil—por meio de um testemunho interior ou uma voz calma—é tão válido quanto os casos mais espetaculares.

Quando eu era mais novo, eu ansiava por algo impressionante da parte de Deus. Entretanto, ao estudar o livro de Atos, tive uma percepção muito lúcida. Quando os indivíduos recebem seus chamados de forma espetacular, há, aparentemente, duas razões:

  • O que Deus está pedindo é algo tão fora do comum, tão fora de suas zonas de conforto, que eles nunca teriam aceitado suas missões sem uma instrução bem evidente;
  • Ou, o que eles foram chamados para fazer resultaria em tanta adversidade e perseguição que eles precisariam de um incontestável direcionamento de Deus para perseverar ao longo da tarefa.

Considerando isso, eu percebi que agir com base no que está em meu coração não é uma maneira tão ruim de viver ou servir.

Pensamentos finais

Se você foi chamado de forma espetacular por Deus, provavelmente, você não necessita dessa informação. No entanto, se você é como a maioria dos cristãos, tenha bom ânimo em saber que você tem um grande valor e significância nos planos de Deus. Se você é como Gideão (ou Gladys Aylward ou Kathryn Kuhlman) e sente que Deus, com certeza, deveria ter escolhido outra pessoa, vá em frente e faça aquilo que Ele tem colocado em seu coração. Olhe para Ele, não para si mesmo. Se você não percebe um chamado específico, vá em frente e sirva a Deus e aos outros, aproveitando oportunidades para demonstrar o amor de Deus. Não ser chamado de forma espetacular não significa que você não possa prestar um serviço espetacular. Ame, sirva e dê de forma extravagante. O que você faz para Deus pode ser tão válido e significativo quanto o que os outros cristãos são chamados para fazer.

Finalmente, aqui estão três boas citações a serem consideradas:

“O ‘leigo’ nunca precisa pensar na sua humilde tarefa como inferior ao do seu ministro. Que cada homem permaneça no cumprimento da tarefa ao qual foi chamado e seu trabalho será tão sagrado quanto ao trabalho ministerial. Não é o que o homem faz que determina se seu trabalho é sagrado ou secular, mas é a razão pela qual o faz. O motivo é tudo. Que o homem santifique o Senhor Deus em seu coração e, após isso, ele não fará atos comuns”
– A.W Tozer

“Todos somos sacerdotes perante a Deus. Não há essa distinção entre secular e sagrado. De fato, o oposto ao sagrado não é secular; o oposto é profano. Em suma, nenhum seguidor de Cristo exerce um trabalho secular. Todos possuímos chamados sagrados”
-Ravi Zacharias

“Se você faria o melhor com a sua vida, descubra o que Deus está fazendo em sua geração e se atire inteiramente nisso.”
– Arthur Wallis

[/vc_column_text][vc_separator color=”blue” style=”dashed” el_width=”80″][vc_column_text]Translated by Gabriella Kashiwakura[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Você É um Salva-Vidas Espiritual?

[vc_row][vc_column][vc_column_text]

Você É um Salva-Vidas Espiritual?
Tony Cooke

Are You a Spiritual LifeguardDurante minha adolescência, eu passei três verões como salva-vidas em uma piscina pública. Refletindo sobre tal experiência, percebi que há diversas similaridades entre o exercício de salvar vidas e o serviço ministerial. Acredito que tais semelhanças possam fornecer percepções importantes. A seguir, seguem algumas lições a serem consideradas:

Há uma vasta diferença entre nadar por prazer e salvar vidas

Aprendi a nadar quando criança. No começo, foi um pouco assustador, mas, eventualmente, se tornou divertido. À medida que minhas habilidades na natação avançavam, meu prazer na água também foi aumentando. Como aprendiz, as lições giravam em torno de me sentir seguro, me divertir e criar confiança. Durante esse período, eu não pensava em salvar outra pessoa; tudo dizia respeito ao prazer de nadar. De igual modo, um novo cristão está tipicamente aprendendo a se “sentir seguro” em torno de Deus, apreciando Sua presença e estabelecendo algumas habilidades em sua caminhada cristã. Isso não quer dizer que esse novo cristão não possa influenciar outros; de fato, um novo convertido possui maior contato e conexão com pessoas que também precisam conhecer a Cristo. Enquanto esse novo cristão pode não possuir habilidades ministeriais avançadas, ele, certamente, pode convidar outros a pular e apreciar a água, por assim dizer.

Após estabelecer as habilidades básicas na água, uma pessoa pode, então, considerar se tornar um salva-vidas. Da mesma forma, as pessoas não devem pensar sobre ocupar posições ministeriais de liderança, assumindo responsabilidades por outras pessoas, se não forem relativamente competentes em suas próprias caminhadas com Deus. Por exemplo, John Wesley iniciou seu trabalho missionário sem ter completa certeza da sua posição diante de Deus. Após uma experiência frustrante no campo missionário, ele escreveu: “Fui à América para converter os índios, mas oh! Quem me converterá?” Mais tarde, ele teve uma experiência com Deus que estabeleceu a segurança necessária em sua vida.

Uma pessoa que quer se tornar um salva-vidas deve possuir habilidades básicas na água. Uma vez que tais habilidades estão bem desenvolvidas, ele ou ela pode pensar em aprender as técnicas necessárias para salvar outros. Na caminhada cristã, há questões básicas com relação ao caráter, como integridade, controle próprio, santidade, que estão separadas das habilidades ministeriais. Quando uma pessoa percebe possuir um chamado ministerial para a liderança, ele ou ela não deve ultrapassar tais questões fundamentais de caráter; ao contrário, deve se debruçar sobre elas. Temos visto pessoas que aprenderam a ministrar ou a ensinar, mas parecem ter esquecido a importância das questões relacionadas ao caráter. É como se uma pessoa tivesse aprendido a se sentar na cadeira do salva-vidas e, ocasionalmente, soprar seu apito, mas está gravemente deteriorada em suas habilidades aquáticas. Em outras palavras, não devemos nos focar em sermos ministros às custas de sermos verdadeiros cristãos.

Como um nadador amador, a ênfase está em você, em seu divertimento. Você pode nadar quando quiser e ir embora quando quiser. Na praia ou na piscina, você pode colocar seu fone de ouvido e ouvir o que quiser, tendo a liberdade de se desligar de qualquer barulho que o incomode. Você faz o que quiser – seja se deitar ao sol, comer ou nadar. É tudo sobre você e o que você deseja fazer. O salva-vidas, ao contrário, possui um foco completamente diferente. Para ele, estar perto da água diz respeito à segurança e ao bem-estar de outros, não podendo fazer o que quiser quando quiser. Como salva-vidas, você está de plantão e é responsável por outras pessoas. Você possui tarefas e trabalha com uma equipe, garantindo que todos tenham um divertimento seguro. Essa diferença entre o prazer pessoal e a responsabilidade pública é a mesma para os cristãos no ministério. Ministros são chamados como servos, colocando o bem-estar e o benefício de outros como prioridades e tendo que encarar o dever de forma séria.

O estabelecimento de uma mentalidade correta é imperativo

Tanto para o salva-vidas quanto para o ministro, o treinamento e o aprendizado de habilidades necessárias são importantes, mas é igualmente importante possuir a mentalidade correta. Quando eu fiz o treinamento da Cruz Vermelha, nossa instrutora de segurança na água enfatizou que algumas situações que enfrentaríamos poderiam ser de vida ou morte. Ela deixou claro que ser um salva-vidas é algo que deveria ser levado a sério. Vidas dependem do seu foco e da sua atenção, dependendo também do fato do salva-vidas saber ou não executar eficazmente as técnicas. Nossa instrutora nos avisou que ela não iria facilitar nossa aprovação no curso, pois não gostaria de ser responsável por autorizar que salva-vidas incompetentes e mal treinados exercessem uma tarefa tão vital. De fato, 23 de 28 alunos não conseguiram completar o curso com êxito ou receber a certificação necessária para se tornar um salva-vidas.

Enquanto o salva-vidas pode, potencialmente, lidar com situações de vida ou morte, o ministério é certamente uma questão de vida ou morte. Ao assumirmos uma posição de liderança espiritual, primeiramente, devemos ter completa ciente do porquê Jesus veio à Terra. Conforme Ele ressalta: “o Filho do homem veio buscar e salvar quem está perdido” (Lucas 19:10 – NTLH). O significado do ministério de Jesus se reflete em duas outras afirmações: “para que todo aquele que nEle crê não pereça” e “quem não crê já está julgado” (João 3:16, 18 – Almeida Atualizada). Quando abraçamos a responsabilidade de sermos Seus representantes, começamos a valorizar o que Ele valoriza. Em Lucas 15, Jesus conta histórias de coisas que estavam perdidas – uma moeda perdida, uma ovelha perdida e um filho perdido. Jesus valoriza o resgate do que estava perdido, e nós também valorizaremos se O representarmos de forma apropriada.

Olhe para a atitude de Jesus como um salva-vidas espiritual: “Tomei conta deles; e nenhum se perdeu, a não ser aquele que já ia se perder para que se cumprisse o que as Escrituras Sagradas dizem” (João 17:12 – NTLH). O teólogo R.C Sproul escreveu: “Deus não apenas joga um colete salva-vidas para uma pessoa que está se afogando. Ele vai até o fundo do mar e resgata um corpo, o leva para a margem, sopra vida dentro dele e o ressuscita. Isso é o que a Bíblia relata a respeito da sua salvação”. Quando entendemos o coração de Deus, nós, verdadeiramente, apreciamos Seu comprometimento com o resgate, a preservação e a proteção de vidas – e nós nos juntaremos a Ele como Seus embaixadores em tal tarefa. Após o estabelecimento de uma mentalidade correta, é importante aprendermos as habilidades necessárias.

O aprendizado e a competência nunca podem ser superestimados

Com certeza, uma pessoa pode ter um coração direcionado a ajudar outros, mas as habilidades para isso também são necessárias. No treinamento para salva-vidas, há a teoria baseada nos livros e o treinamento prático. Uma das coisas que aprendemos é sobre como nos proteger enquanto tentamos salvar alguém. Aprendemos que pessoas que estão lutando contra a água podem entrar em pânico. Durante o treinamento, tivemos que memorizar a definição de pânico (e eu ainda me lembro de tal definição mais de 40 anos depois): Pânico é o repentino, irracional e esmagador medo que toma conta de alguém diante de um perigo real ou imaginado. Aprendemos que os trágicos duplo-afogamentos ocorrem quando os nadadores em pânico puxam seus socorristas para debaixo da água. Apesar da intenção de salvar, ambos acabam se afogando. Um salva-vidas deve estar preparado para resgatar pessoas que não estão em suas melhores condições — pessoas que estão em pânico e na iminência de afogamento – e líderes espirituais devem estar preparados para pessoas que estão lutando e que necessitam de ajuda.

No caso de um salva-vidas, há diversos métodos com relação a como salvar e como não salvar. Salva-vidas normalmente possuem acesso rápido a ferramentas, como gancho, tubo, boia ou prancha de resgate. Em algumas situações, um jet ski também pode ser uma efetiva ferramenta de resgate. Muitos anos atrás, antes que tais ferramentas estivessem disponíveis, pessoas amarravam uma corda a algum objeto fixado na terra e a lançavam ao mar. A ideia era que nadadores em dificuldade poderiam agarrar a corda e se puxar para a margem. Enquanto tal método poderia possuir algumas vantagens, rapidamente se tornou perceptível que tais nadadores ou não conseguiam alcançar a corda ou estavam exaustos demais para se puxarem até a margem. Ao mesmo tempo em que métodos e ferramentas são avaliados pela eficácia, novas técnicas também são desenvolvidas. Podemos fazer uma analogia com o que acontece no âmbito ministerial. Enquanto nosso objetivo permanece o mesmo – assim como Jesus, procuramos salvar os perdidos – nossas ferramentas e técnicas mudam com o tempo. Líderes sábios nunca comprometem seus princípios; porém, sempre se mostram dispostos a aprender novos métodos e a utilizar ferramentas mais eficazes.

Saber nadar, ter foco, detectar um nadador em dificuldade e saber utilizar as ferramentas de resgate não são suficientes. Salva-vidas também devem saber técnicas específicas sobre como se aproximar e abordar alguém que precisa de resgate. Parte desse treinamento envolve aprender a escapar de diversos tipos de situações difíceis, no caso do nadador entrar em pânico e ameaçar colocar a vida de seu socorrista em risco. Salva-vidas aprendem a tomar diversos tipos de cuidados, para que possam salvar outras vidas com segurança. Líderes espirituais também devem aprender a se proteger. Paulo admoesta Timóteo: “Cuide de você mesmo e tenha cuidado com o que ensina. Continue fazendo isso, pois, assim, você salvará tanto você mesmo como os que o escutam” (1 Timóteo 4:16 – NTLH). Além de aprender sobre cuidado pessoal, líderes devem procurar aprimorar suas habilidades comunicativas, auditivas, sociais, entre outras. Líderes espirituais competentes estão sempre aprendendo e continuamente aprimorando suas habilidades como ministros do Evangelho. Isso não significa que ministério diz respeito somente a habilidades naturais; líderes também devem desenvolver suas competências espirituais, aumentando a confiança e cooperação com o Espírito Santo.

Abaixo, seguem algumas lições que eu aprendi como salva-vidas e que podem ser aplicadas na vida ministerial:

  • É melhor ensinar pessoas a nadar e, consequentemente, precisar resgatar menos pessoas, do que esperar que você esteja por perto para resgatá-las quando elas se colocarem em situações de perigo. A piscina em que eu trabalhava quando adolescente oferecia aulas de natação como parte de um vigoroso programa de segurança na água. Por causa de tais instruções, não havia muita necessidade de salvamentos dramáticos posteriormente.
  • O foco é uma das maiores habilidades que um salva-vidas pode possuir. Salva-vidas devem fazer um pouco de tudo quando não estão em suas posições; no entanto, quando estão em suas cadeiras, eles devem VIGIAR a piscina, com foco nas pessoas e sem distrações. Como socorrista, você não vigia somente a superfície da água. Você precisa observar o que acontece debaixo dela também. A maior parte dos dias de um salva-vidas não é emocionante; muito do trabalho é rotineiro. No entanto, um salva-vidas não pode se deixar atrair pela sensação de complacência. Em Atos 20:28, Paulo fala sobre o dever do supervisor espiritual. O termo que ele utiliza para descrever o trabalho desses líderes significa olhar o rebanho com cuidado e vigilância. Isso soa um pouco como um salva-vidas espiritual.
  • O trabalho em equipe também é essencial no trabalho exercido pelo salva-vidas. A rotatividade acontece para que uma pessoa não esteja sempre de vigia. Salva-vidas necessitam de intervalos periódicos, por causa do foco mental requerido. Além disso, um salva-vidas nunca deve tentar um resgate sem antes notificar um companheiro. Em algumas situações, auxílio é necessário. Comunicação também é muito importante. Ao trocar de turnos, a pessoa que está deixando o posto deve compartilhar com o próximo a assumir qualquer informação pertinente que exija atenção especial (por exemplo, “observe aquela criança com bermuda azul; ele não parece saber nadar muito bem”). Membros da equipe devem também ser consistentes na aplicação das regras. Se um salva-vidas é extremamente exigente e outro é extremamente leniente, a inconsistência causará problemas.
  • Nem todas as partes da piscina possuem a mesma profundidade. Na piscina em que trabalhei, havia uma parte para bebês, outra mais rasa e uma mais funda. Cada parte da piscina serve para uma finalidade diferente, oferecendo diferentes benefícios, para diferentes necessidades. Da mesma forma, nem todos os ambientes aquáticos são os mesmos. Uma praia oferece diferentes dinâmicas que uma piscina. Certos cenários podem oferecer diversos níveis de dificuldade e perigo. Salva-vidas e líderes espirituais devem sempre estar atentos a cada situação e o que cada uma requer.

Uma vez que tal artigo abordou sobre as similaridades entre um salva-vidas e um líder espiritual, fecharei com uma admoestação de Paulo: “Estejam alertas, fiquem firmes na fé, sejam corajosos, sejam fortes” (1 Coríntios 16:13 – NTLH).[/vc_column_text][vc_separator color=”blue” style=”dashed” el_width=”80″][vc_column_text]Translated by Gabriella Kashiwakura[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Só Acaba Quando Termina

[vc_row][vc_column][vc_column_text]

Só Acaba Quando Termina
Tony Cooke

Só Acaba Quando Termina by Tony CookeYogi Berra foi o autor da famosa afirmação: “O jogo só acaba quando termina.” Como um jogador e treinador de baseball, ele, sem dúvidas, viu minhas reviravoltas ao longo de sua carreira. Ele deve ter visto times que estiveram na liderança, mas que, por relaxarem muito cedo, se deixaram ser alcançados por outra equipe. Ele também deve ter testemunhado times que estavam para trás na competição, mas que, por se recusarem a desistir, lutaram para dar a “volta por cima” com uma vitória inesperada. Do mesmo modo, Bear Bryant, o famoso técnico de futebol americano do Alabama, afirmou uma vez: “Concentre-se em vencer o segundo tempo.”

Eu tenho visto corredores diminuírem o passo perto da linha de chegada (com o pensamento de que a vitória já está ganha), somente para serem ultrapassados no último segundo da corrida por alguém que, aos poucos, estava se aproximando deles. Eu também tenho visto jogadores de futebol perderem a bola pouco antes de alcançarem a linha do gol, perdendo a oportunidade de fazer gol. Eles podem ter acelerado no começo, mas desistiram ou perderam o ritmo muito cedo. Persistência não produz resultados somente no atletismo—é um traço absolutamente vital na caminhada com Deus.

Um versículo que, recentemente, tem falado ao meu coração envolve o sucessor de Moisés. Josué 13:1 afirma: “Quando Josué já estava bem velho, o Senhor disse: ‘Você já está muito velho, e ainda há muita terra para ser conquistada’” (NTLH). Há uma tendência natural de, após se ter alcançado um certo ponto na vida, querer alterar o curso para uma caminhada mais neutra, com base no que já se passou. Deus, entretanto, possui um plano muito mais elaborado para nós. Não importa o quanto nós pensemos que já tenhamos alcançado, se ainda respiramos e se ouvirmos atentamente, eu acho que ouviremos o Senhor nos dizer: “Ainda há muita terra para ser conquistada.”

O plano de Deus para Israel não era simplesmente tirá-los do Egito, mas de levá-los para dentro da Terra Prometida. Possuir a terra não seria um evento instantâneo, resultante de uma erupção repentina de fé; ao contrário, tal processo foi resultado de fé, obediência e perseverança. Aliás, Deus fez referências ao progressivo elemento temporal envolvido em Deuteronômios 7:22, ao afirmar: “O Senhor, o seu Deus, expulsará, aos poucos, essas nações de diante de vocês; não poderão eliminá-las de uma só vez, se não os animais selvagens se multiplicarão, ameaçando-os” (NVI).

A boa notícia é que Deus não nos pede para conquistar tudo de uma só vez; tudo que Ele demanda é que sejamos fiéis, com um passo de cada vez. O missionário David Livingstone declarou: “Eu não irei a lugar algum, somente para frente”, e “estou determinado a nunca parar até ter chegado ao fim e cumprido o meu propósito.”

Outras pessoas também afirmaram grandes coisas a respeito da persistência!

“Nada nesse mundo pode tomar o lugar da persistência. Talento não pode: nada é mais comum que um indivíduo com talento e sem sucesso. Genialidade não pode: a lenda do gênio não recompensado é quase um provérbio. Educação não pode: o mundo já está cheio de uma negligência educada. Somente a persistência e a determinação são onipotentes.”
– Calvin Coolidge

“Deixe-me contar um segredo que tem me levado ao meu objetivo: minha força reside unicamente em minha tenacidade.”
– Louis Pasteur

“Nunca ceda. Nunca, nunca, nunca, nunca. Em nada grande ou pequeno, importante ou não—nunca ceda, exceto a convicções de honra e bom senso.”
– Winston Churchill

“Todo indivíduo se mostra entusiasmado às vezes. Alguém possui entusiasmo por trinta minutos; outra pessoa pode possuir por trinta dias. No entanto, é aquele que possui entusiasmo por trinta anos que se torna bem-sucedido em sua vida.”
– Edward B. Butler

Tais versículos e citações servem de bons referenciais para que possamos checar nossos corações. Como estão nossa visão, foco e estamina? Estamos nos dedicando verdadeiramente a nossas parcerias com Deus e uns com os outros? Recentemente, me deparei com algumas informações que me inspiraram a pensar a respeito dos dias que estamos vivendo e das oportunidades que se encontram à nossa frente.

  • Em 1980, o Brasil possuía cerca de 140.000 evangélicos. Atualmente, de uma população total de 209 milhões de pessoas, 30 milhões são evangélicos. Missiólogos projetam que, até o ano de 2050, 50% da população será evangélica.
  • Na segunda metade da década de 1970, havia apenas 2.000 cristãos no Camboja. Atualmente, o número gira em torno de 150.000.
  • Em 1989, havia apenas quatro cristãos na Mongólia. Atualmente, há aproximadamente 20.000, que congregam em mais de 100 igrejas e 500 igrejas domésticas.
  • A primeira igreja no Nepal começou em 1959 com 29 membros. Atualmente, há mais de 500.000 crentes em 5.000 congregações.
  • O número de cristãos na Ásia, de forma amplamente definida, cresceu de 22 milhões em 1990 para mais de 300 milhões atualmente. Desse total, 140 milhões são evangélicos.

Enquanto essa expansão e esse crescimento do cristianismo são encorajadores, ainda há muito a ser feito! Estima-se que, na Europa, há menos de 3% de evangélicos em comparação a 14,5% evangélicos na América Latina. Viena possui mais prostitutas que evangélicos; a Bélgica possui mais mulçumanos que protestantes. A Europa necessita de um grande mover de Deus e um reavivamento espiritual! O Joshua Project reporta que há 16.839 povos não alcançados no mundo. Segundo a organização, povos não alcançados são aqueles grupos que possuem poucos ou nenhum indivíduo que se identifica com o cristianismo.

Em algumas partes do mundo, reavivamentos tremendos e crescimento de igrejas estão ocorrendo. Outras partes do mundo necessitam de uma grande onda de evangelismo e de um poderoso discipulado. Em ambos casos, devemos abraçar a verdade: “Ainda há muita terra a ser possuída.” O que será necessário para que a Igreja siga adiante, avance e cumpra o seu destino? Eu acredito que há três elementos fundamentais:

Devemos Reestabelecer Nosso Senso de Missão

Não estamos aqui para sermos meros receptores das benções de Deus; nós somos embaixadores de Cristo na Terra. Fomos comissionados a fazer discípulos em todas as nações (Mateus 28:19). Jesus disse: “Assim como o Pai me enviou, Eu os envio” (João 20:21 – NVI). Nós não possuímos simplesmente uma missão enviada por Deus, mas estamos em uma missão com Ele. Somos cooperadores de Deus (1 Coríntios 3:9), e temos que levar nossa tarefa com seriedade.

Em uma das estrofes de um dos poemas clássicos de C.T. Studd está escrito:

Dá-me, ó Pai, um só propósito eu ter,
Na alegria ou tristeza, a Tua Palavra viver;
Fiel e constante em qualquer tentação,
A Ti somente eu dedicar meu serão;
Só uma vida, que logo vai passar
Só o que for para Cristo irá ficar.

As duas últimas linhas são marcantes. Só uma vida, que logo vai passar. Só o que for para Cristo irá ficar. Devemos nos lembrar disso regularmente para nos manterá no alvo!

Devemos Recuperar Nosso Senso de Urgência

Poderosos cristãos ganhadores de alma levam a sério o iminente returno do Senhor e a perdição de uma humanidade sem Cristo. Após a leitura de diversas biografias, notei que grandes ganhadores de almas tipicamente compartilham de um mesmo denominador comum: a existência do inferno é algo muito real para eles, e eles possuem uma imensa compaixão pelas vidas que estão indo nessa direção.

Muitos cristãos deixam de possuir uma expectativa pautada no retorno de Jesus por causa de falsas profecias, feitas por indivíduos imprudentes; no entanto, isso não pode nos deter de sermos energizados e motivados, “aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus” (Tito 2:13 – Almeida Atualizada). Mesmo se o returno de Cristo não for durante nossa geração, hoje pode ser o último dia da vida de alguém! A vida de alguém pode estar terminando hoje, mesmo se a Igreja ainda permanecer na Terra durante anos e anos.

Outros cristãos têm cessado de serem apaixonados por almas pelo fato de terem enfatizado tanto a bondade de Deus que acabaram adotando a visão de que ninguém está realmente perdido e que pecar não têm problema. Em suas mentes, Jesus não resgata ninguém da eternidade do inferno; Ele simplesmente aperfeiçoa a qualidade de vida das pessoas aqui. Se um crente, hoje, não possui um senso de urgência a respeito da seriedade do pecado e da realidade do inferno, é improvável que ele adote o senso de urgência de Jesus: “Importa que façamos as obras daqueles que nos enviou, enquanto é dia; vem a noite, quando ninguém pode trabalhar” (João 9:4 – Almeida Atualizada).

Devemos Reivindicar Nossa Estratégia de Multiplicação

Recentemente, eu ouvi alguém falar que nós não podemos somente treinar líderes, mas devemos treinar líderes que treinarão outros líderes. De igual modo, não podemos somente construir escolas e igrejas; devemos plantar escolas e igrejas que plantarão outras escolas e igrejas. A admoestação de Paulo a Timóteo ainda se mostra relevante! “E o que de mim ouviste de muitas testemunhas transmite-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” (2 Timóteo 2:2 – Almeida Atualizada). Jesus se multiplicou por meio de seus discípulos, e nós devemos continuar tal processo de multiplicação hoje.

Conforme abordei no começo desta carta, só acaba quando termina. O ano que se inicia possui uma infinidade de possibilidades e um potencial inimaginável. Jesus falou para a Igreja em Sardis: “Porque não tenho achado as tuas obras perfeitas diante do meu Deus” (Apocalipse 3:2 – Almeida Atualizada). Isso não precisa nos desencorajar, pois Ele está comprometido a nos aperfeiçoar na boa obra que Ele iniciou em nós (Filipenses 1:6). Sem dúvidas, Ele também nos aperfeiçoa no trabalho que Ele começou por meio de nós.[/vc_column_text][vc_separator color=”blue” style=”dashed” el_width=”80″][vc_column_text]Translated by Gabriella Kashiwakura[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]