Pregação, Popularidade e Ira de Deus

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Cinco Nações: Fotos e Notícias
Tony Cooke

Pregação, Popularidade e Ira de DeusTodo pregador deve responder as seguintes perguntas dentro do seu próprio coração: “Pregarei o que a Palavra de Deus fala ou pregarei o que as pessoas querem ouvir? Pregarei para agradar a Deus ou para agradar ao homem?” Jesus fala a respeito de pessoas que “amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus” (João 12:43).

Aqueles que preferem agradar mais aos homens do que a Deus devem considerar a seguinte observação de Jesus: “Ai de vocês, quando todos os elogiarem, pois os antepassados dessas pessoas também elogiaram os falsos profetas” (Lucas 6:26, NTLH). Ao falar sobre tais indivíduos, Jeremias declara: “Os profetas profetizam falsamente… e o meu povo assim o deseja. Mas que fareis no fim disso?” (Jeremias 5:31).

Vance Havner afirma, “Popularidade matou mais profetas de Deus do que a perseguição jamais fez”. Eu acho que a isso também pode ser aplicado a busca por popularidade. Charles Finney compartilha algumas observações em seu artigo intitulado, “Como Pregar para que Ninguém se Converta”. Alguns de seus pontos incluem:

  • Pregue sobre doutrinas que centram a atenção no homem ao invés de centrar em Jesus. Ensine as doutrinas que fazem do homem o centro da atenção de Deus ao invés dEle como o centro da nossa devoção. Fale às pessoas somente o que Deus fará por elas;
  • Evite pregar sobre a necessidade da mudança radical do coração, por meio da Verdade sendo revelada pela ação do Espírito Santo;
  • Deixe que o seu motivo supremo seja a popularidade dentre os homens; assim, sua pregação girará em torno desse propósito e não em torno do propósito de converter almas a Cristo;
  • Faça apelos às emoções e não à consciência de seus ouvintes;
  • Pregue a salvação pela graça, mas ignore a condição de condenação e perdição do pecador, de tal forma que ele nunca entenda o significado e a necessidade dessa graça;
  • Pregue Cristo como um ser infinitamente amigável e bem-humorado. Ignore contundentes repreensões aos pecadores e aos hipócritas, que, tantas vezes, fazem seus ouvintes tremerem;
  • Fale tão pouco a respeito do inferno que as pessoas pensarão que nem você acredita na existência de tal lugar [1].

Um dos grandes evangelistas da história americana, George Whitefield, falou, “O diabo ama apresentar Deus como totalmente misericórdia ou como totalmente justiça”. Isso nos relembra que devemos apresentar o quadro completo que a Escritura pinta.Em João 3:16, Jesus declara, “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Entretanto, com que frequência citamos o que Jesus falou em João 3:18? Aqui, Ele declara, “Quem crê nele não é julgado, mas quem não crê, já está julgado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”.

De igual modo, em Romanos 1:16, Paulo conhecidamente proclama, “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”. Dois versos depois, no entanto, ele afirma, “A ira de Deus se revela contra toda a impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça” (Romanos 1:18). Toda a Escritura é importante!

Se eu vou fielmente pregar a Palavra de Deus em sua integridade, eu devo (e tenho o prazer de) falar às pessoas que “Deus é amor”, mas eu devo falar que Ele também é fogo consumidor (Hebreus 12:29). Se eu vou fielmente pregar a Palavra de Deus em sua integridade, eu devo (e tenho prazer de) falar que Jesus é a perfeita expressão da vontade de Deus, mas também devo apresentá-Lo como “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29) e Aquele que admoesta, “se não se arrependerem, todos vocês vão morrer como eles morreram” (Lucas 13:5, NTLH).

J.I. Packer, um respeitado teólogo, nota a relutância da igreja moderna em abordar o que a Escritura fala a respeito da ira de Deus.

O moderno hábito da igreja cristã é não tocar no assunto. Aqueles que ainda acreditam na ira de Deus falam pouco a respeito disso; talvez nem pensem muito sobre isso. Para uma era que tem, desavergonhadamente, se vendido aos deuses da ganância, do orgulho, do sexo e do ego, a igreja balbucia sobre a bondade de Deus, mas virtualmente fala nada a respeito de Seu julgamento… O fato é que o tema da ira divina se tornou um tabu na sociedade moderna, e os cristãos têm aceitado esse tabu e se condicionado a não tratar sobre o assunto [2].

Antes de Packer, Richard Niebuhr observou que os temas essenciais da fé cristã estavam sendo arrancados do cristianismo, por meio da teologia liberal. Ele resumiu (em 1937) um anêmico e neutralizado “Evangelho” nas seguintes palavras: “Um Deus sem ira trouxe o homem sem pecado a um Reino sem julgamento, por meio de ministrações de um Cristo sem Cruz” [3]. A meu ver, Niebuhr encapsula as quatro áreas que devem ser omitidas se o ministro quiser ser popular dentre os demais. Em outras palavras, não mencione ira, pecado, julgamento e a cruz.

Em um artigo denominado “Contra o Amor Debilitado”, o teólogo Timothy George escreve que uma grande denominação (conhecida por sua fé firmada na integridade da Palavra de Deus e na essência do Evangelho) havia considerado incluir a música “Somente em Cristo”, em um novo hinário que eles estavam produzindo. No entanto, uma referência à morte substitutiva de Cristo foi considerada problemática. George escreve,

Eles não podiam concordar com a seguinte linha na terceira estrofe: “Na cruz em que Jesus morreu/ a ira de Deus foi satisfeita”. Eles queriam substituir tal linha por: “… Jesus morreu/ o amor de Deus foi ampliado”. Os autores dessa canção insistiram na letra original, e o Comitê, em uma votação de nove por seis, decidiu que tal canção não seria incluída. [4]

Imagine só! Um grupo está disposto a falar sobre o amor de Deus, mas não está disposto a reconhecer que, na cruz, Jesus satisfez a ira de Deus. É inegável que a Bíblia aborda sobre o amor de Deus, mas a Escritura, sem hesitação e sem reservas, também apresenta a ira de Deus.

O mundo não tem problemas se um pregador fala, “Deus é amor” (e isso é verdade – Deus é amor, conforme 1 João 4:8 e 16 alegremente declaram). Na verdade, o mundo pode até aplaudir tal afirmação. Entretanto, por mais fundamental, imperativo e vital que o amor de Deus seja, isso não é tudo o que o Novo Testamento ensina. Considere o seguinte:

  • “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus” (João 3:36);
  • Romanos 2:5 cita o “dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus”;
  • “Por estas coisas é que vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência” (Colossenses 3:6);
  • Paulo escreve que, quando Jesus retornar, Ele virá “em chamas de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder” (2 Tessalonicenses 1:8-9).

Se as Escrituras acima não o convenceram sobre a realidade da ira de Deus, eu o encorajo a fazer um estudo da palavra “ira” no livro de Apocalipse. O Evangelho não aborda que Deus é incapaz de se irar, mas que “Misericórdia triunfa sobre o juízo” (Tiago 2:13). A Boa Notícia que temos por causa de Jesus é expressa nas seguintes Escrituras:

  • “Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Romanos 5:9);
  • “… esperando que Jesus, o Filho de Deus, a quem Deus ressuscitou, volte do céu, esse Jesus que nos salva do castigo divino que está por vir” (1 Tessalonicenses 1:10, NTLH);
  • “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Tessalonicenses 5:9).

O que devemos fazer? Nós devemos, da mesma forma que Paulo, pregar todo o conselho de Deus (Atos 20:27). Sabiamente, H.B. Charles nota que, “A verdade sem amor é brutalidade. Amor sem verdade é hipocrisia”. Keith Intrater afirma, “Pregar o fogo do inferno sem a glória do Céu é condenação. Pregar a glória do Céu sem avisar as pessoas sobre o fogo do inferno é embalá-los em um falso senso de segurança”. Devemos nos esforçar para apresentar todo o Evangelho!

Não estou sugerindo que devemos treinar diáconos para receber visitantes com “Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura?” (Mateus 3:7). Eu creio que as igrejas devem ser lugares amorosos, amigáveis, acolhedores e encorajadores. Entretanto, as pessoas também não devem sentar nos bancos das igrejas durante anos sem ouvir a respeito da “bondade e severidade de Deus” (Romanos 11:22, com ênfase adicionada).

Uma vez, eu estava ensinando em uma escola bíblica em outra nação e, brevemente, abordei sobre o julgamento que caiu sobre a líder da igreja, Jezebel (Apocalipse 2:20-23), e sobre o membro não arrependido da igreja que Paulo entregou a Satanás para a destruição da carne (1 Coríntios 5:1-5). Um dos estudantes estava me levando ao aeroporto e ele possuía diversos questionamentos sobre tais passagens. Eu fiquei um pouco surpreso quando ele disse, “Eu tenho frequentado consistentemente a igreja durante quinze anos e nunca ouvi sobre tais passagens da forma que foram abordadas”.

A revista Cristianismo Hoje [5] utiliza, de forma brilhante, as seguintes palavras: “Quando você observa o mundo hoje, você percebe uma guinada em direção a uma ortodoxia feia e uma heresia atraente – uma verdade falada de forma aguda e sem amor e uma falsidade falada de forma cativante e convincente” [6]. A revista procede, então, a encorajar o que eles chamam de “Bela Ortodoxia”, que eu assumo que nada mais seja do que Paulo advogava quando falou que “conheçamos toda a verdade e a proclamemos em amor” (Efésios 4:15, MSG).

Em 1970, James McGready, um ministro presbiteriano, foi contra uma corrente de tendências populares de sua época. Muitos pregadores não estavam fazendo apelos para as pessoas se arrependerem e receberem Cristo, pois eles acreditavam que somente os eleitos seriam salvos. McGready, entretanto, estava determinado que sua responsabilidade era de pregar o Evangelho total e claramente, convidando as pessoas a responderem ao arrependimento e à fé. Ele declarou:

“Ministros devem usar todos os meios para alertar e acordar os pecadores sem Cristo, embora o mundo nos despreze. Temos a obrigação de fazer isso ou, então, o sangue dos pecadores será exigido de nossas mãos – sua condenação cairá à nossa porta”.

Não há nada de errado em ser criativo na comunicação, relevante em nossos ensinamentos, e graciosos e gentis em nosso tom. Eu considero admiráveis todos esses aspectos. Entretanto, devemos também aspirar a ser pessoas da verdade e da convicção. É importante notar que Jesus não trazia graça sem verdade ou verdade sem graça. Em vez disso, “graça e verdade vieram por meio de Jesus Cristo” (João 1:17, ênfase adicionada). As pessoas necessitam e merecem ambos.[/vc_column_text][vc_single_image image=”12426″ img_size=”full” alignment=”center”][vc_column_text][1]  Leia o resto de “Como Pregar para que Ninguém se Converta” (Tradução livre. O nome do texto original é “How to Preach Without Converting Anybody”) de Charles Finney em: https://tonycooke.org/riches-from-history/how-to-preach/

[2]  J. I. Packer, Conhecendo a Deus (Tradução livre. O nome original do livro é Knowing God). Downers Grove, IL: Intervarsity Press, 1973, 148-149.

[3]  H. Richard Niebuhr, O Reino de Deus na América (Tradução livre. O nome original do livro é The Kingdom of God in America). New York: Harper and Row, 1937, 193.

[4]  Timothy George, “Contra o Amor Debilitado” (Tradução livre. O nome original do artigo é “No Squishy Love”) First Things, July 29, 2013. https://www.firstthings.com/web-exclusives/2013/07/no-squishy-love.

[5]  Cristianismo Hoje é uma tradução livre. O nome original da revista é Christianity Today.

[6]  “Bela Ortodoxia” (Tradução livre. O nome original do artigo é “Beautiful Orthodoxy”). Christianity Today, accessed May 17, 2018. https://www.christianitytoday.org/who-we-are/beautiful-orthodoxy/.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Cinco Nações: Fotos e Notícias

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Cinco Nações: Fotos e Notícias
Tony Cooke

Durante esse mês de abril, 2018, tive o privilégio de viajar e ministrar em cinco nações – Inglaterra, Suíça, Líbano, Alemanha e Chipre. Durante esse tempo, lecionei 33 vezes e ministrei para líderes de aproximadamente 45 congregações diferentes. Abaixo, seguem algumas fotos e pequenas descrições do que ocorreu em cada país. Como já havia ministrado na Inglaterra, Suíça e Alemanha anteriormente, focarei um pouco mais no Líbano e Chipre nesse relatório. 

Inglaterra

Nessa nação, fui recebido pelos pastores Benjamin e Amanda Conway em Dagenham, e pelos pastores Wendy e James Preston em Aylesbury. Ministrei em três congregações e participei de um encontro de líderes. A igreja em Dagenham não é distante de onde William e Catherine Booth iniciaram o Exército da Salvação; portanto, tive a oportunidade de ver suas estátuas. Em Oxford, não somente pude fazer um passeio pela famosa universidade, como também conheci a lápide de C.S Lewis e a igreja que ele frequentava. Nosso grupo também teve um almoço no local onde Lewis e J.R.R Tolkein normalmente se encontravam.[/vc_column_text][vc_gallery type=”image_grid” images=”20089,20090,20091,20092,20093,20086,20133″ img_size=”85×85″][vc_separator color=”custom” style=”dashed” el_width=”80″ accent_color=”#919191″][vc_column_text]

Suíça

Da Inglaterra, parti para Suíça e fiquei hospedado com os missionários Mark e Catherine McCord. Tive o prazer de lecionar para os estudantes do Rhema Suíça em Lausanne sobre o tópico Atravessando Tempestades (em dez sessões). Enquanto estive lá, todos os estudantes receberam a versão em francês do meu livro, Vida Após a Morte. Foi um prazer estar com John e Laura Madan, que têm servido ao Senhor em países de língua francesa por décadas.[/vc_column_text][vc_gallery type=”image_grid” images=”20113,20114,20115,20116″ img_size=”110×110″][vc_separator color=”custom” style=”dashed” el_width=”80″ accent_color=”#919191″][vc_column_text]

Líbano

A próxima parada foi Beirute, Líbano, onde fui recebido por Matt Beemer e Matthew Hattabaugh do Club1040. Foi muito prazeroso passar tempo com líderes de duas congregações diferentes e me encontrar com um grupo de pastores libaneses.

Em minha primeira atividade no Líbano, em adição a cristãos libaneses, havia cooperadores vindos do Sri Lanka, da Etiópia e um missionário libanês que trabalha com refugiados curdos. Tivemos duas sessões de 45 minutos sobre o assunto Em Busca de Timóteo. Como minha voz estava rouca e eu estava muito cansado da viagem, fizemos uma oração após as sessões e fomos liberados. O pastor também compartilhou o seguinte testemunho sobre o que ocorreu com seus líderes naquela tarde:

“Hoje, após o senhor ter ido embora, os líderes oraram juntos e abraçaram uns aos outros, enquanto o Espírito Santo se movia no recinto. Então, um dos líderes começou a chorar e trouxe água para lavar meus pés; todos os líderes começaram a lavar e a beijar meus pés, enquanto choravam e sentavam no chão. Eu também chorava tanto que minha voz podia ser ouvida em Ashrafieh (uma vila distante do local que estávamos). E Deus enviou cura para toda liderança”.

Ele também enviou uma nota que dizia: “Seus ensinamentos tocaram os corações dos meus líderes e mudaram meu ministério”.[/vc_column_text][vc_gallery type=”image_grid” images=”20118,20119,20120,20121″ img_size=”110×110″][vc_separator color=”custom” style=”dashed” el_width=”80″ accent_color=”#919191″][vc_column_text]

Alemanha

De Beirute, viajei para Bonn na Alemanha e conduzi um seminário sobre o “Time dos Sonhos” no Rhema Alemanha. Diversas igrejas foram representadas, e eu também ministrei para a Rhema Bible Church em Bonn no domingo pela manhã. Monika Wagner, Alex Harten e todos os membros de sua equipe estão realizando um excelente trabalho na região. Fiquei satisfeito em ver que o livro Graça: o DNA de Deus foi traduzido para a língua alemã.[/vc_column_text][vc_gallery type=”image_grid” images=”20123,20124,20125,20126,20127″ img_size=”110×110″][vc_separator color=”custom” style=”dashed” el_width=”80″ accent_color=”#919191″][vc_column_text]

Chipre

Chipre é uma das maiores ilhas do Mediterrâneo e está localizada ao sul da Turquia e oeste da Síria. É uma ilha dividida desde 1974. A parte ao sul é composta de cipriotas gregos, enquanto o norte é ocupada por turcos. A cidade em que ministrei, Nicosia, é a última cidade dividida da Europa (pense em Berlim antes da queda do muro). Há ainda uma Linha Verde, que foi estabelecida pelas Nações Unidas, dividindo a cidade em duas partes.

Pastor Stavros Ignatiou, para o qual eu ministrei, cresceu na parte norte do país; sua família perdeu sua casa durante a invasão turca que ocorreu em 1974. Estima-se que 170.000 cipriotas gregos tenham perdido suas propriedades e tenham sido forçados a se mudar para o sul.

Mesmo sendo uma nação independente, o país tem sido afetado pela crise econômica enfrentada pela Grécia. Alguns anos atrás, cada cidadão cipriota que tivesse mais de 100.000 euros em suas contas bancárias perdia qualquer montante que excedesse tal quantia. Imagine ir para a cama com $500.000 em sua conta e, ao acordar, descobrir que o governo retirou $400.000 do dinheiro que você economizou durante anos. Apesar desses contratempos, a igreja no Chipre é consciente com relação a ajudar os mais pobres, especialmente refugiados sírios. Ministrei cinco vezes durante minha estadia nesse país.[/vc_column_text][vc_gallery type=”image_grid” images=”20128,20129,20130,20131,20132,20134″ img_size=”100×100″][/vc_column][/vc_row]

Reflexões sobre o Filme: Paulo, Apóstolo de Cristo

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Reflexões sobre o Filme: Paulo, Apóstolo de Cristo
Tony Cooke

Reflexões sobre o Filme: Paulo, Apóstolo de Cristo by Tony CookeRecentemente, eu e Lisa celebramos o meu aniversário de 59 anos em Warner Robins, Geórgia. Estávamos na companhia de bons amigos, Pastor Dave e Kendall Watrous. Posso dizer que foi um dia muito bom. Na parte da manhã, eu lecionei em um seminário sobre Timóteo (nunca me canso de tais seminários); tive uma celebração com cupcakes após o almoço, e, em seguida, fomos assistir ao novo filme Paulo, Apóstolo de Cristo. Certamente, em todo filme bíblico, os diretores tomam certa liberdade artística e criativa – o que é esperado. Sempre há certos aspectos que eu apresentaria de forma um pouco diferente ou afirmações que eu parafrasearia de outra forma. Entretanto, esse não é o foco dessa reflexão.

O grande valor deste filme reside no fato de que ele apresenta graficamente a intensa perseguição enfrentada pelos primeiros cristãos durante o Império Romano. Para ser honesto, não é o filme mais confortável de se assistir. Um crítico se referiu ao filme como “sombrio”, e acho que esse é um adjetivo condizente. Quando pensamos na comunhão com Cristo, é fácil para os cristãos do século XXI pensarem em um santuário bonito com uma decoração da moda, boa iluminação, boa música e uma mensagem otimista designada para levantar nossa autoestima, nos elevando em direção a uma vida vitoriosa e bem-sucedida. Não estamos acostumados a pensar no incompreensível sofrimento em uma masmorra romana chamada Prisão Mamertina.

Esse foi o local onde Paulo passou seus últimos dias, antes de ser executado sob o comando do imperador Nero. Esse é o foco do filme; foi nesse poço em que Paulo escreveu o seguinte (2 Timóteo 4:6-8 – ARA) aos seus discípulos:

Quanto a mim, já estou sendo derramado como libação, e o tempo da minha partida é chegado. Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.

Na verdade, a história nos mostra que todos os apóstolos de Jesus, com exceção de João, morreram como mártires no primeiro século. Ao invés de negarem a própria fé e de renunciarem a realidade da ressureição de Cristo, eles deram suas próprias vidas. Como podemos processar tal fato quando nós (pelo menos na América) vivemos nossas vidas em uma terra de liberdade religiosa? Temos ouvido, repetidamente, que Deus quer nos abençoar e prosperar, com base em inúmeros versículos que apoiam tal pensamento. Porém, esse não é o quadro completo.

O mesmo Jesus que veio para nos dar vida em abundância (João 10:10) também afirmou aos seus discípulos que eles enfrentariam perseguições em suas vidas. Considere algumas “outras promessas” que Jesus fez para o Seu grupo original de discípulos:

  • “Acautelai-vos dos homens, porque eles vos entregarão aos sinédrios, e vos acoitarão nas suas sinagogas” (Mateus 10:17);
  • “Então sereis entregues à tortura, e vos matarão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome (Mateus 24:9);
  • “Mas antes de todas essas coisas, vos hão de prender e perseguir, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome” (Lucas 21:12);
  • “Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, guardarão também a vossa” (João 15:20).

Esse era o contexto em que o Cristianismo nasceu e sob o qual ele floresceu. Há “profecias” fascinantes, sobre o sofrimento e a perseguição relacionados ao chamado dos dois maiores líderes da Igreja primitiva – Paulo e Pedro. Vejamos a seguinte afirmação que Jesus falou para Pedro após Sua ressureição (João 21:18-19 – ARA):

Em verdade, em verdade te digo que, quando eras mais moço, tu te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde tu não queres. Disse isto para significar com que gênero de morte Pedro havia de glorificar a Deus. Depois de assim falar, acrescentou-lhes: Segue-me.

A história nos diz que Pedro, eventualmente, foi crucificado em Roma, cumprindo as palavras de Jesus.

A jornada de Paulo também não foi fácil. Quando Jesus comissionou Ananias a ministrar para Paulo (Saulo de Tarsus), após a experiência na Estrada de Damascos, Ele afirmou para Ananias que Paulo era “um vaso escolhido, para levar o meu nome perante os gentios, e os reis, e os filhos de Israel; pois eu lhe mostrarei quanto lhe cumpre padecer pelo meu nome” (Atos 9:15-16).

A determinação radical de Paulo em obedecer a Deus, não importando o custo, pode ser vista em sua afirmação para os anciãos de Éfeso: “Agora, eis que eu, constrangido no meu espírito, vou a Jerusalém, não sabendo o que ali acontecerá, senão o que o Espírito Santo me testifica, de cidade em cidade, dizendo que me esperam prisões e tribulações. Mas em nada tenho a minha vida como preciosa para mim, contando que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus” (Atos 20:22-24). Para Paulo, fé e obediência não seriam sinônimos de conforto e prosperidade terrena, mas resultariam no avanço do Evangelho.

Em adição às afirmações de Jesus sobre o sofrimento que Paulo e Pedro enfrentariam em seus futuros ministérios, há outras afirmações feitas por Jesus, décadas depois, para as sete igrejas, a respeito da perseguição enfrentada por elas. Ele fala para a Igreja em Esmirna: “Não temas o que hás de padecer. Eis que o Diabo está para lançar alguns de vós na prisão, para que sejais provados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10).

Da mesma forma, Jesus elogiou a fidelidade dos crentes em Pérgamo com as seguintes palavras: “Sei onde habitas, que é onde está o trono de Satanás; mas reténs o meu nome e não negaste a minha fé, mesmo nos dias de Antipas, minha fiel testemunha; o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita” (Apocalipse 2:13). Em nenhum lugar, Jesus afirma aos crentes que, “se eles tivessem um pouco mais de fé, poderiam evitar tais perseguições e viver uma vida vitoriosa”. Para Paulo, Pedro e outros crentes primitivos, a fé envolvia perseverança em meio a perseguições. É necessário lembrar, no entanto, que houve ocasiões em que os crentes foram libertos do sofrimento e da perseguição (um exemplo foi quando Pedro e Paulo foram ambos milagrosamente libertos de prisões, em Atos 12 e 16, respectivamente).

Com base no treinamento que receberam e na experiência que tiveram, esses dois apóstolos sabiam como admoestar outros com relação à perseguição que sofreriam. A primeira apóstola de Pedro, em boa medida, fala sobre os cristãos lidarem com perseguições, incluindo a seguinte afirmação: “Portanto, os que sofrem segundo a vontade de Deus confiem as suas almas ao fiel Criador, praticando o bem” (1 Pedro 4:19). De igual modo, Paulo afirmou a Timóteo que “todos os que querem viver plenamente em Cristo Jesus padecerão perseguições” (2 Timóteo 3:12).

Hebreus 11:33-34 (ARA) honra a fé daqueles que “fecharam a boca de leões, extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada”. Porém, também menciona aqueles que sofreram pela fé. O autor de Hebreus procede, dizendo (11:35-38 – ARA):

Alguns foram torturados, não aceitando seu resgate, para obterem superior ressurreição; outros, por sua vez, passaram pela prova de escárnios e açoites, sim, até de algemas e prisões. Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio da espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, aflitos, maltratados (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra”.

A Palavra de Deus honra e estima aqueles que sofreram pela fé. Apocalipse 12:10 afirma: “E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte”. Eu agradeço por ter crescido em um país em que a liberdade religiosa é um princípio fundamental; no entanto, mesmo hoje, centenas de cristãos ao redor do mundo enfrentam desafios e perseguições que nós, do Ocidente, nunca experimentamos.

Meu propósito em escrever essa mensagem não é de ser mórbido ou depressivo. Meu coração se enche de gratidão pelos sacrifícios de inúmeros cristãos ao longo dos séculos. A fé e coragem deles deve nos inspirar imensamente. Devemos também orar por nossos irmãos e irmãs em Cristo que vivem em áreas oprimidas e problemáticas ao redor do mundo. Hebreus 13:3 (ARA) nos admoesta a: “Lembrai-vos dos encarcerados, como se presos com eles; dos que sofrem maus-tratos, como se, com efeito, vós mesmos em pessoa fôsseis os maltratados”.

Paul Harvey (um famoso radialista americano), em seu programa, ocasionalmente, descrevia alguma situação em alguma outra parte do mundo totalmente alheia à mentalidade ocidental. Ocasionalmente, tais histórias envolviam comportamentos e práticas completamente estrangeiros para alguém que cresceu na América. Ele concluía suas histórias com a simples afirmação: “Não é um único mundo”. Apesar de vivermos no mesmo planeta, diferentes pessoas em diferentes locais e eras possuem e possuíram diferentes tipos de experiências de vida. O Evangelho é verdade para todos, mas, com base nas culturas, experiências e contextos das pessoas, diferentes indivíduos podem ter perspectivas e prioridades radicalmente diferentes. Assistir a um filme como Paulo, Apóstolo de Cristo ou mesmo ler alguns dos versículos mencionados nessa mensagem nos ajuda a perceber ou a valorizar alguns diferentes mundos em que diferentes pessoas vivem.[/vc_column_text][vc_separator color=”blue” style=”dashed” el_width=”80″][vc_column_text]Translated by Gabriella Kashiwakura[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Outro Olhar sobre o “Chamado”

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Outro Olhar sobre o “Chamado”
Tony Cooke

Outro Olhar sobre o “Chamado”Deixe-me ressaltar, primeiramente, que eu acredito no chamado do Senhor. Além das inúmeras evidências bíblicas sobre o assunto, eu tenho percebido, em minha própria vida, o chamado dEle para servi-Lo. Tendo ensinado durante anos em uma escola bíblica e tendo trabalhado com diversos ministros, tenho ciência de que Deus chama e equipa pessoas para cumprir certas tarefas em Seu nome.

Tendo dito isso, acho que é importante ressaltar algumas questões relativas ao chamado do Senhor. Por exemplo:

  • O que acontece quando as inseguranças de uma pessoa obscurecem suas percepções quanto ao chamado de Deus?
  • Uma pessoa deve possuir um chamado específico para realizar algo significativo para Deus?
  • A forma como Deus chama uma pessoa deve ser emocionante ou sensacional para que seu chamado seja legítimo?

E quanto às nossas inseguranças?

Deparei-me, recentemente, com as afirmações de duas ministras excepcionais, Glady Aylward e Kathryn Kuhlman. Aylward (1902-1970) possuía uma distinta e frutífera carreira como missionária na China. Refletindo sobre seus anos no ministério, ela disse, “Eu não fui a primeira escolha de Deus para o trabalho que realizei na China. Havia outra pessoa… Eu não sei quem teria sido essa primeira opção de Deus. Deve ter sido um homem – um homem maravilhoso. Um homem bem-educado. Eu não sei o que deve ter acontecido. Talvez, ele tenha morrido. Talvez, ele não estivesse disposto… E Deus olhou para baixo e viu Gladys Aylward.”

Igualmente, Kathryn Kuhlman (1907-1976), uma poderosa evangelista, comentou, “Eu creio que a primeira escolha de Deus para esse ministério era um homem. Sua segunda escolha também. Porém, nenhum homem estava disposto a pagar o preço. Eu apenas fui ingênua o suficiente para dizer: ‘Eis-me aqui’. E Ele vem fazendo isso desde então”.

Eu não sou suficientemente douto para saber se tais mulheres estariam corretas em suas afirmações; talvez, isso seria apenas humildade da parte delas. No entanto, eu não posso deixar de pensar se—em suas mentes—a insegurança as estava proibindo de se verem como as primeiras escolhas de Deus, quando elas, sem sombra de dúvidas, poderiam ter sido. Como elas, parece que muitas pessoas têm dificuldades em compreender o chamado de Deus em suas vidas.

Um exemplo clássico foi Gideão. Em seu caso, um senso de inferioridade parece ter sido uma pedra de tropeço significativa. Ao ser chamado por Deus, Gideão protestou: “Ai, Senhor meu! Como que livrarei Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu, o menor da casa de meu pai” (Juízes 6:15 – ARA). Entretanto, Gideão não estava sozinho em lutar contra a ideia de ser chamado por Deus. Outras figuras bíblicas que também lutaram contra seus chamados foram:

  • Moisés, ao dizer: “Quem sou eu, para que vá ao Faraó…? (Êxodos 3:11). Ele também argumentou com Deus, alegando que o povo não acreditaria nele (Êxodos 4:1) e que ele não era eloquente (Êxodos 4:10);
  • Jeremias, que sentia que era muito novo (Jeremias 1:6);
  • Sara, que pensava ser muito velha (Gênesis 18:12);
  • Isaías, que, quando o Senhor apareceu a ele, disse: “Ai de mim! Estou perdido! Pois os meus lábios são impuros e moro no meio de um povo que também tem lábios impuros…” (Isaías 6:5 – NTLH);
  • Pedro, cuja resposta ao encontrar Jesus foi: “Retira-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador” (Lucas 5:8);
  • Paulo, que disse sobre si mesmo: “até nem mereço ser chamado de apóstolo, pois persegui a Igreja de Deus” (1 Coríntios 15:9 – NTLH).

Todos esses casos me fazem pensar na quantidade de pessoas que, por cause de uma sensação de insegurança ou inferioridade, se abstiveram de responder ao chamado de Deus para suas vidas. Todos nos sairíamos bem se tirássemos os olhos de nós mesmos e puséssemos em Deus. Talvez, esse seja o motivo pelo qual Paulo orientou o jovem Timóteo de que Deus “nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos” (2 Timóteo 1:9 – ARA).

Quão específico deve ser um chamado?

Frequentemente, quando ouvimos a respeito do “chamado de Deus,” pensamos em algo altamente individualizado e extremamente específico (exemplo, Deus falando para Moisés ir e libertar os filhos de Israel do Egito). Enquanto eu, de todo o coração, aceito a existência de chamados específicos para tarefas específicas, é importante perceber que também existem chamados amplos, aplicáveis universalmente para todos nós. Considere:

Romanos 1:6-7 (King James)
“E vós, igualmente, estais entre os chamados para pertencerdes a Jesus Cristo. A todos os que estais em Roma, amados de Deus, convocados para serdes santos: Graça e paz a vós, da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.”

Romanos 8:30 (King James)
“E aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes igualmente justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou”.

1 Coríntios 1:2 (King James)
“… convocados para serem santos, juntamente com todos os que, em toda parte, invocam o Nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso“.

1 Coríntios 1:9 (King James)
“… por meio do qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor”.

Gálatas 1:6 (King James)
“…daquele que vos chamou pela graça de Cristo…”

Gálatas 5:13 (King James)
“Caros irmãos, fostes chamados para a liberdade”.

1 Pedro 1:15 (King James)
“Porém, considerando a santidade daquele que vos convocou, tornai-vos, da mesma maneira, santos em todas as vossas atitudes”.

1 Pedro 2:9 (King James)
“Porém, vós sois geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, cujo propósito é proclamar as grandezas daquele que vos convocou das trevas para sua maravilhosa luz”.

1 Pedro 5:10 (King James)
“Ora, o Deus de toda a graça, que vos convocou à sua eterna glória em Cristo Jesus…”

Judas 1:1 (King James)
“…aos que foram convocados, amados por Deus, o Pai, e preservados na fé em Jesus Cristo…”

Somos chamados! Quer tenhamos sido chamados para sermos pregadores e estarmos atrás do púlpito ou tenhamos sido chamados para cumprir outra tarefa, esses e outros versos indicam que o chamado de todo crente é ser sal, luz, embaixador, testemunha, servo e uma benção. Isso não é somente para aqueles que possuem a “profissão” de ministros, mas todo cristão foi chamado em tempo integral!

Um cristão nunca deve falar “eu não sou chamado” como desculpa para evitar responsabilidades que são compatíveis com o chamado de todo crente. Paulo escreveu que, “sempre que pudermos, devemos fazer o bem a todos, especialmente aos que fazem parte da nossa família na fé” (Gálatas 6:10 – NTLH). Se estivermos sensíveis, o amor de Deus dentro de nós nos impelirá e motivará para agirmos mediante as oportunidades que se abrem regularmente diante de nós.

Por falar em oportunidades, seria possível que, em algumas situações, Deus não tenha designado alguém para cumprir determinadas tarefas, mas estaria procurando por alguém, qualquer um, para respondê-Lo? Considere as palavras de Deus quando Ele afirmou: “E busquei dentre eles um homem que levantasse o muro e se pusesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse; porém, a ninguém achei” (Ezequiel 22:30 – ARA). De forma semelhante, o autor de Crônicas escreveu: “seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte a favor daqueles cujo coração é perfeito para com ele” (2 Crônicas 16:9). Deus está procurando indivíduos que responderão a Ele—pessoas a quem Ele possa usar.

Quão espetacular precisa ser a forma como Deus chama alguém?

As pessoas são naturalmente fascinadas com aqueles chamados que se inclinam mais para o lado espetacular. As experiências de Moisés com a sarça ardente e de Paulo na estrada para Damascos parecem encontros divinos bem emocionantes. No entanto, eu penso ser seguro afirmar que a vasta maioria de cristãos são chamados de forma mais sutil do que alguns dos famosos personagens bíblicos. Em vez de nos sentirmos intimidados, a maioria de nós pode ser confortada na ideia de que ser chamado de forma sutil—por meio de um testemunho interior ou uma voz calma—é tão válido quanto os casos mais espetaculares.

Quando eu era mais novo, eu ansiava por algo impressionante da parte de Deus. Entretanto, ao estudar o livro de Atos, tive uma percepção muito lúcida. Quando os indivíduos recebem seus chamados de forma espetacular, há, aparentemente, duas razões:

  • O que Deus está pedindo é algo tão fora do comum, tão fora de suas zonas de conforto, que eles nunca teriam aceitado suas missões sem uma instrução bem evidente;
  • Ou, o que eles foram chamados para fazer resultaria em tanta adversidade e perseguição que eles precisariam de um incontestável direcionamento de Deus para perseverar ao longo da tarefa.

Considerando isso, eu percebi que agir com base no que está em meu coração não é uma maneira tão ruim de viver ou servir.

Pensamentos finais

Se você foi chamado de forma espetacular por Deus, provavelmente, você não necessita dessa informação. No entanto, se você é como a maioria dos cristãos, tenha bom ânimo em saber que você tem um grande valor e significância nos planos de Deus. Se você é como Gideão (ou Gladys Aylward ou Kathryn Kuhlman) e sente que Deus, com certeza, deveria ter escolhido outra pessoa, vá em frente e faça aquilo que Ele tem colocado em seu coração. Olhe para Ele, não para si mesmo. Se você não percebe um chamado específico, vá em frente e sirva a Deus e aos outros, aproveitando oportunidades para demonstrar o amor de Deus. Não ser chamado de forma espetacular não significa que você não possa prestar um serviço espetacular. Ame, sirva e dê de forma extravagante. O que você faz para Deus pode ser tão válido e significativo quanto o que os outros cristãos são chamados para fazer.

Finalmente, aqui estão três boas citações a serem consideradas:

“O ‘leigo’ nunca precisa pensar na sua humilde tarefa como inferior ao do seu ministro. Que cada homem permaneça no cumprimento da tarefa ao qual foi chamado e seu trabalho será tão sagrado quanto ao trabalho ministerial. Não é o que o homem faz que determina se seu trabalho é sagrado ou secular, mas é a razão pela qual o faz. O motivo é tudo. Que o homem santifique o Senhor Deus em seu coração e, após isso, ele não fará atos comuns”
– A.W Tozer

“Todos somos sacerdotes perante a Deus. Não há essa distinção entre secular e sagrado. De fato, o oposto ao sagrado não é secular; o oposto é profano. Em suma, nenhum seguidor de Cristo exerce um trabalho secular. Todos possuímos chamados sagrados”
-Ravi Zacharias

“Se você faria o melhor com a sua vida, descubra o que Deus está fazendo em sua geração e se atire inteiramente nisso.”
– Arthur Wallis

[/vc_column_text][vc_separator color=”blue” style=”dashed” el_width=”80″][vc_column_text]Translated by Gabriella Kashiwakura[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Você É um Salva-Vidas Espiritual?

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Você É um Salva-Vidas Espiritual?
Tony Cooke

Are You a Spiritual LifeguardDurante minha adolescência, eu passei três verões como salva-vidas em uma piscina pública. Refletindo sobre tal experiência, percebi que há diversas similaridades entre o exercício de salvar vidas e o serviço ministerial. Acredito que tais semelhanças possam fornecer percepções importantes. A seguir, seguem algumas lições a serem consideradas:

Há uma vasta diferença entre nadar por prazer e salvar vidas

Aprendi a nadar quando criança. No começo, foi um pouco assustador, mas, eventualmente, se tornou divertido. À medida que minhas habilidades na natação avançavam, meu prazer na água também foi aumentando. Como aprendiz, as lições giravam em torno de me sentir seguro, me divertir e criar confiança. Durante esse período, eu não pensava em salvar outra pessoa; tudo dizia respeito ao prazer de nadar. De igual modo, um novo cristão está tipicamente aprendendo a se “sentir seguro” em torno de Deus, apreciando Sua presença e estabelecendo algumas habilidades em sua caminhada cristã. Isso não quer dizer que esse novo cristão não possa influenciar outros; de fato, um novo convertido possui maior contato e conexão com pessoas que também precisam conhecer a Cristo. Enquanto esse novo cristão pode não possuir habilidades ministeriais avançadas, ele, certamente, pode convidar outros a pular e apreciar a água, por assim dizer.

Após estabelecer as habilidades básicas na água, uma pessoa pode, então, considerar se tornar um salva-vidas. Da mesma forma, as pessoas não devem pensar sobre ocupar posições ministeriais de liderança, assumindo responsabilidades por outras pessoas, se não forem relativamente competentes em suas próprias caminhadas com Deus. Por exemplo, John Wesley iniciou seu trabalho missionário sem ter completa certeza da sua posição diante de Deus. Após uma experiência frustrante no campo missionário, ele escreveu: “Fui à América para converter os índios, mas oh! Quem me converterá?” Mais tarde, ele teve uma experiência com Deus que estabeleceu a segurança necessária em sua vida.

Uma pessoa que quer se tornar um salva-vidas deve possuir habilidades básicas na água. Uma vez que tais habilidades estão bem desenvolvidas, ele ou ela pode pensar em aprender as técnicas necessárias para salvar outros. Na caminhada cristã, há questões básicas com relação ao caráter, como integridade, controle próprio, santidade, que estão separadas das habilidades ministeriais. Quando uma pessoa percebe possuir um chamado ministerial para a liderança, ele ou ela não deve ultrapassar tais questões fundamentais de caráter; ao contrário, deve se debruçar sobre elas. Temos visto pessoas que aprenderam a ministrar ou a ensinar, mas parecem ter esquecido a importância das questões relacionadas ao caráter. É como se uma pessoa tivesse aprendido a se sentar na cadeira do salva-vidas e, ocasionalmente, soprar seu apito, mas está gravemente deteriorada em suas habilidades aquáticas. Em outras palavras, não devemos nos focar em sermos ministros às custas de sermos verdadeiros cristãos.

Como um nadador amador, a ênfase está em você, em seu divertimento. Você pode nadar quando quiser e ir embora quando quiser. Na praia ou na piscina, você pode colocar seu fone de ouvido e ouvir o que quiser, tendo a liberdade de se desligar de qualquer barulho que o incomode. Você faz o que quiser – seja se deitar ao sol, comer ou nadar. É tudo sobre você e o que você deseja fazer. O salva-vidas, ao contrário, possui um foco completamente diferente. Para ele, estar perto da água diz respeito à segurança e ao bem-estar de outros, não podendo fazer o que quiser quando quiser. Como salva-vidas, você está de plantão e é responsável por outras pessoas. Você possui tarefas e trabalha com uma equipe, garantindo que todos tenham um divertimento seguro. Essa diferença entre o prazer pessoal e a responsabilidade pública é a mesma para os cristãos no ministério. Ministros são chamados como servos, colocando o bem-estar e o benefício de outros como prioridades e tendo que encarar o dever de forma séria.

O estabelecimento de uma mentalidade correta é imperativo

Tanto para o salva-vidas quanto para o ministro, o treinamento e o aprendizado de habilidades necessárias são importantes, mas é igualmente importante possuir a mentalidade correta. Quando eu fiz o treinamento da Cruz Vermelha, nossa instrutora de segurança na água enfatizou que algumas situações que enfrentaríamos poderiam ser de vida ou morte. Ela deixou claro que ser um salva-vidas é algo que deveria ser levado a sério. Vidas dependem do seu foco e da sua atenção, dependendo também do fato do salva-vidas saber ou não executar eficazmente as técnicas. Nossa instrutora nos avisou que ela não iria facilitar nossa aprovação no curso, pois não gostaria de ser responsável por autorizar que salva-vidas incompetentes e mal treinados exercessem uma tarefa tão vital. De fato, 23 de 28 alunos não conseguiram completar o curso com êxito ou receber a certificação necessária para se tornar um salva-vidas.

Enquanto o salva-vidas pode, potencialmente, lidar com situações de vida ou morte, o ministério é certamente uma questão de vida ou morte. Ao assumirmos uma posição de liderança espiritual, primeiramente, devemos ter completa ciente do porquê Jesus veio à Terra. Conforme Ele ressalta: “o Filho do homem veio buscar e salvar quem está perdido” (Lucas 19:10 – NTLH). O significado do ministério de Jesus se reflete em duas outras afirmações: “para que todo aquele que nEle crê não pereça” e “quem não crê já está julgado” (João 3:16, 18 – Almeida Atualizada). Quando abraçamos a responsabilidade de sermos Seus representantes, começamos a valorizar o que Ele valoriza. Em Lucas 15, Jesus conta histórias de coisas que estavam perdidas – uma moeda perdida, uma ovelha perdida e um filho perdido. Jesus valoriza o resgate do que estava perdido, e nós também valorizaremos se O representarmos de forma apropriada.

Olhe para a atitude de Jesus como um salva-vidas espiritual: “Tomei conta deles; e nenhum se perdeu, a não ser aquele que já ia se perder para que se cumprisse o que as Escrituras Sagradas dizem” (João 17:12 – NTLH). O teólogo R.C Sproul escreveu: “Deus não apenas joga um colete salva-vidas para uma pessoa que está se afogando. Ele vai até o fundo do mar e resgata um corpo, o leva para a margem, sopra vida dentro dele e o ressuscita. Isso é o que a Bíblia relata a respeito da sua salvação”. Quando entendemos o coração de Deus, nós, verdadeiramente, apreciamos Seu comprometimento com o resgate, a preservação e a proteção de vidas – e nós nos juntaremos a Ele como Seus embaixadores em tal tarefa. Após o estabelecimento de uma mentalidade correta, é importante aprendermos as habilidades necessárias.

O aprendizado e a competência nunca podem ser superestimados

Com certeza, uma pessoa pode ter um coração direcionado a ajudar outros, mas as habilidades para isso também são necessárias. No treinamento para salva-vidas, há a teoria baseada nos livros e o treinamento prático. Uma das coisas que aprendemos é sobre como nos proteger enquanto tentamos salvar alguém. Aprendemos que pessoas que estão lutando contra a água podem entrar em pânico. Durante o treinamento, tivemos que memorizar a definição de pânico (e eu ainda me lembro de tal definição mais de 40 anos depois): Pânico é o repentino, irracional e esmagador medo que toma conta de alguém diante de um perigo real ou imaginado. Aprendemos que os trágicos duplo-afogamentos ocorrem quando os nadadores em pânico puxam seus socorristas para debaixo da água. Apesar da intenção de salvar, ambos acabam se afogando. Um salva-vidas deve estar preparado para resgatar pessoas que não estão em suas melhores condições — pessoas que estão em pânico e na iminência de afogamento – e líderes espirituais devem estar preparados para pessoas que estão lutando e que necessitam de ajuda.

No caso de um salva-vidas, há diversos métodos com relação a como salvar e como não salvar. Salva-vidas normalmente possuem acesso rápido a ferramentas, como gancho, tubo, boia ou prancha de resgate. Em algumas situações, um jet ski também pode ser uma efetiva ferramenta de resgate. Muitos anos atrás, antes que tais ferramentas estivessem disponíveis, pessoas amarravam uma corda a algum objeto fixado na terra e a lançavam ao mar. A ideia era que nadadores em dificuldade poderiam agarrar a corda e se puxar para a margem. Enquanto tal método poderia possuir algumas vantagens, rapidamente se tornou perceptível que tais nadadores ou não conseguiam alcançar a corda ou estavam exaustos demais para se puxarem até a margem. Ao mesmo tempo em que métodos e ferramentas são avaliados pela eficácia, novas técnicas também são desenvolvidas. Podemos fazer uma analogia com o que acontece no âmbito ministerial. Enquanto nosso objetivo permanece o mesmo – assim como Jesus, procuramos salvar os perdidos – nossas ferramentas e técnicas mudam com o tempo. Líderes sábios nunca comprometem seus princípios; porém, sempre se mostram dispostos a aprender novos métodos e a utilizar ferramentas mais eficazes.

Saber nadar, ter foco, detectar um nadador em dificuldade e saber utilizar as ferramentas de resgate não são suficientes. Salva-vidas também devem saber técnicas específicas sobre como se aproximar e abordar alguém que precisa de resgate. Parte desse treinamento envolve aprender a escapar de diversos tipos de situações difíceis, no caso do nadador entrar em pânico e ameaçar colocar a vida de seu socorrista em risco. Salva-vidas aprendem a tomar diversos tipos de cuidados, para que possam salvar outras vidas com segurança. Líderes espirituais também devem aprender a se proteger. Paulo admoesta Timóteo: “Cuide de você mesmo e tenha cuidado com o que ensina. Continue fazendo isso, pois, assim, você salvará tanto você mesmo como os que o escutam” (1 Timóteo 4:16 – NTLH). Além de aprender sobre cuidado pessoal, líderes devem procurar aprimorar suas habilidades comunicativas, auditivas, sociais, entre outras. Líderes espirituais competentes estão sempre aprendendo e continuamente aprimorando suas habilidades como ministros do Evangelho. Isso não significa que ministério diz respeito somente a habilidades naturais; líderes também devem desenvolver suas competências espirituais, aumentando a confiança e cooperação com o Espírito Santo.

Abaixo, seguem algumas lições que eu aprendi como salva-vidas e que podem ser aplicadas na vida ministerial:

  • É melhor ensinar pessoas a nadar e, consequentemente, precisar resgatar menos pessoas, do que esperar que você esteja por perto para resgatá-las quando elas se colocarem em situações de perigo. A piscina em que eu trabalhava quando adolescente oferecia aulas de natação como parte de um vigoroso programa de segurança na água. Por causa de tais instruções, não havia muita necessidade de salvamentos dramáticos posteriormente.
  • O foco é uma das maiores habilidades que um salva-vidas pode possuir. Salva-vidas devem fazer um pouco de tudo quando não estão em suas posições; no entanto, quando estão em suas cadeiras, eles devem VIGIAR a piscina, com foco nas pessoas e sem distrações. Como socorrista, você não vigia somente a superfície da água. Você precisa observar o que acontece debaixo dela também. A maior parte dos dias de um salva-vidas não é emocionante; muito do trabalho é rotineiro. No entanto, um salva-vidas não pode se deixar atrair pela sensação de complacência. Em Atos 20:28, Paulo fala sobre o dever do supervisor espiritual. O termo que ele utiliza para descrever o trabalho desses líderes significa olhar o rebanho com cuidado e vigilância. Isso soa um pouco como um salva-vidas espiritual.
  • O trabalho em equipe também é essencial no trabalho exercido pelo salva-vidas. A rotatividade acontece para que uma pessoa não esteja sempre de vigia. Salva-vidas necessitam de intervalos periódicos, por causa do foco mental requerido. Além disso, um salva-vidas nunca deve tentar um resgate sem antes notificar um companheiro. Em algumas situações, auxílio é necessário. Comunicação também é muito importante. Ao trocar de turnos, a pessoa que está deixando o posto deve compartilhar com o próximo a assumir qualquer informação pertinente que exija atenção especial (por exemplo, “observe aquela criança com bermuda azul; ele não parece saber nadar muito bem”). Membros da equipe devem também ser consistentes na aplicação das regras. Se um salva-vidas é extremamente exigente e outro é extremamente leniente, a inconsistência causará problemas.
  • Nem todas as partes da piscina possuem a mesma profundidade. Na piscina em que trabalhei, havia uma parte para bebês, outra mais rasa e uma mais funda. Cada parte da piscina serve para uma finalidade diferente, oferecendo diferentes benefícios, para diferentes necessidades. Da mesma forma, nem todos os ambientes aquáticos são os mesmos. Uma praia oferece diferentes dinâmicas que uma piscina. Certos cenários podem oferecer diversos níveis de dificuldade e perigo. Salva-vidas e líderes espirituais devem sempre estar atentos a cada situação e o que cada uma requer.

Uma vez que tal artigo abordou sobre as similaridades entre um salva-vidas e um líder espiritual, fecharei com uma admoestação de Paulo: “Estejam alertas, fiquem firmes na fé, sejam corajosos, sejam fortes” (1 Coríntios 16:13 – NTLH).[/vc_column_text][vc_separator color=”blue” style=”dashed” el_width=”80″][vc_column_text]Translated by Gabriella Kashiwakura[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Só Acaba Quando Termina

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Só Acaba Quando Termina
Tony Cooke

Só Acaba Quando Termina by Tony CookeYogi Berra foi o autor da famosa afirmação: “O jogo só acaba quando termina.” Como um jogador e treinador de baseball, ele, sem dúvidas, viu minhas reviravoltas ao longo de sua carreira. Ele deve ter visto times que estiveram na liderança, mas que, por relaxarem muito cedo, se deixaram ser alcançados por outra equipe. Ele também deve ter testemunhado times que estavam para trás na competição, mas que, por se recusarem a desistir, lutaram para dar a “volta por cima” com uma vitória inesperada. Do mesmo modo, Bear Bryant, o famoso técnico de futebol americano do Alabama, afirmou uma vez: “Concentre-se em vencer o segundo tempo.”

Eu tenho visto corredores diminuírem o passo perto da linha de chegada (com o pensamento de que a vitória já está ganha), somente para serem ultrapassados no último segundo da corrida por alguém que, aos poucos, estava se aproximando deles. Eu também tenho visto jogadores de futebol perderem a bola pouco antes de alcançarem a linha do gol, perdendo a oportunidade de fazer gol. Eles podem ter acelerado no começo, mas desistiram ou perderam o ritmo muito cedo. Persistência não produz resultados somente no atletismo—é um traço absolutamente vital na caminhada com Deus.

Um versículo que, recentemente, tem falado ao meu coração envolve o sucessor de Moisés. Josué 13:1 afirma: “Quando Josué já estava bem velho, o Senhor disse: ‘Você já está muito velho, e ainda há muita terra para ser conquistada’” (NTLH). Há uma tendência natural de, após se ter alcançado um certo ponto na vida, querer alterar o curso para uma caminhada mais neutra, com base no que já se passou. Deus, entretanto, possui um plano muito mais elaborado para nós. Não importa o quanto nós pensemos que já tenhamos alcançado, se ainda respiramos e se ouvirmos atentamente, eu acho que ouviremos o Senhor nos dizer: “Ainda há muita terra para ser conquistada.”

O plano de Deus para Israel não era simplesmente tirá-los do Egito, mas de levá-los para dentro da Terra Prometida. Possuir a terra não seria um evento instantâneo, resultante de uma erupção repentina de fé; ao contrário, tal processo foi resultado de fé, obediência e perseverança. Aliás, Deus fez referências ao progressivo elemento temporal envolvido em Deuteronômios 7:22, ao afirmar: “O Senhor, o seu Deus, expulsará, aos poucos, essas nações de diante de vocês; não poderão eliminá-las de uma só vez, se não os animais selvagens se multiplicarão, ameaçando-os” (NVI).

A boa notícia é que Deus não nos pede para conquistar tudo de uma só vez; tudo que Ele demanda é que sejamos fiéis, com um passo de cada vez. O missionário David Livingstone declarou: “Eu não irei a lugar algum, somente para frente”, e “estou determinado a nunca parar até ter chegado ao fim e cumprido o meu propósito.”

Outras pessoas também afirmaram grandes coisas a respeito da persistência!

“Nada nesse mundo pode tomar o lugar da persistência. Talento não pode: nada é mais comum que um indivíduo com talento e sem sucesso. Genialidade não pode: a lenda do gênio não recompensado é quase um provérbio. Educação não pode: o mundo já está cheio de uma negligência educada. Somente a persistência e a determinação são onipotentes.”
– Calvin Coolidge

“Deixe-me contar um segredo que tem me levado ao meu objetivo: minha força reside unicamente em minha tenacidade.”
– Louis Pasteur

“Nunca ceda. Nunca, nunca, nunca, nunca. Em nada grande ou pequeno, importante ou não—nunca ceda, exceto a convicções de honra e bom senso.”
– Winston Churchill

“Todo indivíduo se mostra entusiasmado às vezes. Alguém possui entusiasmo por trinta minutos; outra pessoa pode possuir por trinta dias. No entanto, é aquele que possui entusiasmo por trinta anos que se torna bem-sucedido em sua vida.”
– Edward B. Butler

Tais versículos e citações servem de bons referenciais para que possamos checar nossos corações. Como estão nossa visão, foco e estamina? Estamos nos dedicando verdadeiramente a nossas parcerias com Deus e uns com os outros? Recentemente, me deparei com algumas informações que me inspiraram a pensar a respeito dos dias que estamos vivendo e das oportunidades que se encontram à nossa frente.

  • Em 1980, o Brasil possuía cerca de 140.000 evangélicos. Atualmente, de uma população total de 209 milhões de pessoas, 30 milhões são evangélicos. Missiólogos projetam que, até o ano de 2050, 50% da população será evangélica.
  • Na segunda metade da década de 1970, havia apenas 2.000 cristãos no Camboja. Atualmente, o número gira em torno de 150.000.
  • Em 1989, havia apenas quatro cristãos na Mongólia. Atualmente, há aproximadamente 20.000, que congregam em mais de 100 igrejas e 500 igrejas domésticas.
  • A primeira igreja no Nepal começou em 1959 com 29 membros. Atualmente, há mais de 500.000 crentes em 5.000 congregações.
  • O número de cristãos na Ásia, de forma amplamente definida, cresceu de 22 milhões em 1990 para mais de 300 milhões atualmente. Desse total, 140 milhões são evangélicos.

Enquanto essa expansão e esse crescimento do cristianismo são encorajadores, ainda há muito a ser feito! Estima-se que, na Europa, há menos de 3% de evangélicos em comparação a 14,5% evangélicos na América Latina. Viena possui mais prostitutas que evangélicos; a Bélgica possui mais mulçumanos que protestantes. A Europa necessita de um grande mover de Deus e um reavivamento espiritual! O Joshua Project reporta que há 16.839 povos não alcançados no mundo. Segundo a organização, povos não alcançados são aqueles grupos que possuem poucos ou nenhum indivíduo que se identifica com o cristianismo.

Em algumas partes do mundo, reavivamentos tremendos e crescimento de igrejas estão ocorrendo. Outras partes do mundo necessitam de uma grande onda de evangelismo e de um poderoso discipulado. Em ambos casos, devemos abraçar a verdade: “Ainda há muita terra a ser possuída.” O que será necessário para que a Igreja siga adiante, avance e cumpra o seu destino? Eu acredito que há três elementos fundamentais:

Devemos Reestabelecer Nosso Senso de Missão

Não estamos aqui para sermos meros receptores das benções de Deus; nós somos embaixadores de Cristo na Terra. Fomos comissionados a fazer discípulos em todas as nações (Mateus 28:19). Jesus disse: “Assim como o Pai me enviou, Eu os envio” (João 20:21 – NVI). Nós não possuímos simplesmente uma missão enviada por Deus, mas estamos em uma missão com Ele. Somos cooperadores de Deus (1 Coríntios 3:9), e temos que levar nossa tarefa com seriedade.

Em uma das estrofes de um dos poemas clássicos de C.T. Studd está escrito:

Dá-me, ó Pai, um só propósito eu ter,
Na alegria ou tristeza, a Tua Palavra viver;
Fiel e constante em qualquer tentação,
A Ti somente eu dedicar meu serão;
Só uma vida, que logo vai passar
Só o que for para Cristo irá ficar.

As duas últimas linhas são marcantes. Só uma vida, que logo vai passar. Só o que for para Cristo irá ficar. Devemos nos lembrar disso regularmente para nos manterá no alvo!

Devemos Recuperar Nosso Senso de Urgência

Poderosos cristãos ganhadores de alma levam a sério o iminente returno do Senhor e a perdição de uma humanidade sem Cristo. Após a leitura de diversas biografias, notei que grandes ganhadores de almas tipicamente compartilham de um mesmo denominador comum: a existência do inferno é algo muito real para eles, e eles possuem uma imensa compaixão pelas vidas que estão indo nessa direção.

Muitos cristãos deixam de possuir uma expectativa pautada no retorno de Jesus por causa de falsas profecias, feitas por indivíduos imprudentes; no entanto, isso não pode nos deter de sermos energizados e motivados, “aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus” (Tito 2:13 – Almeida Atualizada). Mesmo se o returno de Cristo não for durante nossa geração, hoje pode ser o último dia da vida de alguém! A vida de alguém pode estar terminando hoje, mesmo se a Igreja ainda permanecer na Terra durante anos e anos.

Outros cristãos têm cessado de serem apaixonados por almas pelo fato de terem enfatizado tanto a bondade de Deus que acabaram adotando a visão de que ninguém está realmente perdido e que pecar não têm problema. Em suas mentes, Jesus não resgata ninguém da eternidade do inferno; Ele simplesmente aperfeiçoa a qualidade de vida das pessoas aqui. Se um crente, hoje, não possui um senso de urgência a respeito da seriedade do pecado e da realidade do inferno, é improvável que ele adote o senso de urgência de Jesus: “Importa que façamos as obras daqueles que nos enviou, enquanto é dia; vem a noite, quando ninguém pode trabalhar” (João 9:4 – Almeida Atualizada).

Devemos Reivindicar Nossa Estratégia de Multiplicação

Recentemente, eu ouvi alguém falar que nós não podemos somente treinar líderes, mas devemos treinar líderes que treinarão outros líderes. De igual modo, não podemos somente construir escolas e igrejas; devemos plantar escolas e igrejas que plantarão outras escolas e igrejas. A admoestação de Paulo a Timóteo ainda se mostra relevante! “E o que de mim ouviste de muitas testemunhas transmite-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” (2 Timóteo 2:2 – Almeida Atualizada). Jesus se multiplicou por meio de seus discípulos, e nós devemos continuar tal processo de multiplicação hoje.

Conforme abordei no começo desta carta, só acaba quando termina. O ano que se inicia possui uma infinidade de possibilidades e um potencial inimaginável. Jesus falou para a Igreja em Sardis: “Porque não tenho achado as tuas obras perfeitas diante do meu Deus” (Apocalipse 3:2 – Almeida Atualizada). Isso não precisa nos desencorajar, pois Ele está comprometido a nos aperfeiçoar na boa obra que Ele iniciou em nós (Filipenses 1:6). Sem dúvidas, Ele também nos aperfeiçoa no trabalho que Ele começou por meio de nós.[/vc_column_text][vc_separator color=”blue” style=”dashed” el_width=”80″][vc_column_text]Translated by Gabriella Kashiwakura[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Estamos Fazendo a Pergunta Certa?

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Estamos Fazendo a Pergunta Certa?
Tony Cooke

Correndo o risco de soar excessivamente crítico, gostaria de abordar a respeito de algo que tenho observado. Com que frequência ouvimos pessoas argumentarem a respeito de seus propósitos e pedirem a Deus para realizar seus desejos? Elas perguntam: “Qual é o meu propósito?” Sem dúvidas, tais questionamentos podem vir de corações sinceros e puros. É popular ouvirmos pessoas falando sobre:

  • Meu propósito
  • Meu chamado
  • Minha paixão
  • Meu destino

De certa forma, não está errado se houver o entendimento de que tais elementos – nosso propósito, nosso destino e nosso chamado — devem, fundamentalmente, estar sob o domínio e senhorio de Jesus Cristo. Todos esses elementos possuem origem nEle. O problema se dá quando decidimos olhar para as coisas de Deus, por meio de um filtro narcisista, havendo o pensamento errôneo de que os planos e propósitos dEle giram em torno de nós, ao invés de percebermos que são nossas vidas que giram em torno dEle. Destarte, a ideia de que Deus realiza nossos destinos deve estar submetida à ideia de que existimos para Sua glória e honra.

A forma como lemos a Bíblia, processamos as informações e oramos deve ser centrada nEle, não em torno de nós mesmos. É bem verdade (e graças a Deus por isso) que somos maravilhosamente privilegiados por sermos objetos do Seu amor e destinatários de Suas bênçãos; no entanto, Deus deseja ser o ponto focal, o centro, da nossa devoção, afeição e adoração. Considere as seguintes Escrituras que revelam a perspectiva centrada em Deus, que devemos abraçar:

ROMANOS 11:36 (NTLH)
Pois todas as coisas foram criadas por Ele, e tudo existe por meio dEle e para Ele. Glória a Deus para sempre! Amém!

ROMANOS 11:36 (Amplificada)
Pois todas as coisas se originam nEle e por Ele; todas as coisas vivem por meio dEle, e todas as coisas se centram e tendem a ser consumadas e a ter fim nEle.

COLOSSENSES 1:16-18 (NTLH)
Pois, por meio dEle, Deus criou tudo, no céu e na terra, tanto o que se vê como o que não se vê, inclusive todos os poderes espirituais, as forças, os governos e as autoridades. Por meio dEle e para Ele, Deus criou todo o universo. Antes de tudo, Ele já existia, e, por estarem unidas com Ele, todas as coisas são conservadas em ordem e harmonia. Ele é a cabeça do corpo, que é a Igreja, e é Ele quem dá vida ao corpo. Ele é o primeiro filho, que foi ressuscitado para que somente Ele tivesse o primeiro lugar em tudo.

Estamos acostumados a pensar que pastores, evangelistas, missionários e demais ministros possuem seus próprios ministérios. Afinal, a abundância de instituições legais acaba reforçando essa ideia. No entanto, devemos ser cuidadosos para não confundir a existência de uma identificação legal perante o governo com nossa orientação espiritual em Cristo. Jesus não olhe para mim como se eu tivesse meu próprio ministério — Ele me vê como um participante do Seu ministério. Eu não sou um agente independente. Sou Seu representante na Terra e, de forma direta, presto contas a Ele. Sou um mordomo, não o dono. Se eu possuísse um ministério próprio, eu poderia fazer o que desejasse; porém, se me foi confiada a sagrada missão de executar Seu trabalho em Seu lugar, eu respondo a Ele em todos os sentidos.

Considere a terminologia usada quando o grupo de apóstolo estava selecionando um substituto para o lugar ocupado por Judas. Pedro disse sobre ele: “Ele foi contado como um dos nossos e teve parte neste ministério” (Atos 1:17, King James Atualizada). Outra tradução apresenta o seguinte: “Ele foi contado entre nós e recebeu [por concessão divina] sua parte no ministério” (Amplificada). Judas nunca possuiu o seu próprio ministério; foi dado a ele uma parte do ministério de Jesus Cristo. O mesmo pode ser dito a respeito de Pedro, Tiago e João, e o mesmo pode ser dito sobre nós — recebemos uma parte e uma porção do ministério de Jesus.

Se uma pessoa se orgulha de ter “seu próprio ministério”, como se isso pertencesse a ela, essa pessoa não entendeu sua missão. Na verdade, é uma honra muito maior fazer parte do ministério de Jesus. Entretanto, isso nunca deve criar um sentimento de orgulho dentro de nós, mas sim um temor santo e reverência. Isso deve nos submeter a um senso sagrado de responsabilidade.

Considere algumas outras declarações neotestamentárias, como forma de nos ajudar a entender tal perspectiva de ministério:

MARCOS 16:20 (King James Atualizada)
Então, os discípulos saíram e pregaram por toda parte; e o Senhor cooperava com eles, lhes confirmando a Palavra com os sinais que a acompanhavam.

1 CORÍNTIOS 3:9 (Holman Christian Standard)
Pois somos cooperadores de Deus.

2 CORÍNTIOS 5:20 (NVI)
Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus.

2 CORÍNTIOS 6:1 (King James Atualizada)
E nós, como cooperadores de Deus, vos exortamos a não acolher a graça de Deus de forma inútil.

O que se torna claro com base nesses versículos é que Deus não ungiu Paulo e os demais apóstolos para seguir suas próprias vontades. Deus ungiu Paulo, para que ele realizasse os propósitos dEle. Os apóstolos do cordeiro e Paulo reconheciam que o Senhor estava trabalhando com eles e por meio deles. Eles não possuíam seus próprios ministérios (no sentido de serem donos de ministérios próprios). Em vez disso, eles estavam autorizados a ser parceiros e participantes do ministério de Deus, de Seus propósitos e de Seus desejos. O mesmo se faz verdadeiro para nós hoje, quer tenhamos sido chamados para pregar ou não. 1 Coríntios 1:9 (NTLH) declara que Deus “chamou vocês para que vivam em união com o Seu Filho Jesus Cristo, o nosso Senhor.”

A expressão em Latim Missio Dei pode ser traduzida para “a missão de Deus”. Nela, o conceito é que Deus está em uma missão para alcançar e expressar Seu amor à humanidade, cumprindo Sua vontade em redimir a humanidade perdida. Quando eu percebo o chamado, sobre a minha vida, de servir a Deus, ele não está centrado ou focado em mim. Em vez disso, é um convite para que eu me junte a Ele em Sua missão, em algo que Ele já vinha realizando antes que eu entrasse em cena e que Ele continuará realizando depois que eu me for. Tal entendimento me possibilita focar mais nEle e não ter um senso inflamado da minha própria importância. Sim, eu tenho um papel a cumprir, mas Seu plano eterno não gira ao meu redor. Tim Dearborn disse: “É insuficiente proclamar que a Igreja de Deus possui uma missão na Terra. Em vez disso, a missão de Deus tem uma Igreja na Terra.”

Missio Dei também requer que eu reconheça que muitos, muitos outros foram convidados para essa parceria com Deus, uma vez que Ele expressa e cumpre Seus planos e propósitos na Terra por meio deles também. Não é somente eu e algumas outras pessoas que estão associadas a esse propósito. Donald Gee escreveu a respeito dos cinco dons ministeriais (Efésios 4:11), falando: “Tais dons surgem da mão do glorificado e exaltado Cristo, na mão direita do Pai no céu. Eles são Sua própria provisão, para o suprimento contínuo de Seu ministério por Sua Igreja, até que tenha chegado a designada consumação”. Geração após geração, nação após nação, a missão de Deus vem sendo cumprida por meio de pessoas privilegiadas por participar dos planos de Deus.

É importante notar algo aqui – todo crente tem o privilégio de participar da Missio Dei, não apenas aqueles que pregam. Todos nós podemos ser parceiros de Deus, sendo exemplos santos, boas testemunhas, servos fiéis e contribuintes generosos. Por meio de uma variedade de papéis, como pais, cônjuges, vizinhos, amigos, empregados, empregadores, etc., todos nós podemos representar a natureza de Deus e Seu caráter na Terra. Em meio a tudo isso, é importante que não pensemos que é sobre nós, pois não é. É sobre Ele! Considere a perspectiva de Paulo revelada nessas duas passagens:

2 CORÍNTIOS 3:5 (King James Atualizada)
Não que possamos reivindicar qualquer coisa com base em nossos próprios méritos, mas a nossa capacidade vem de Deus.

2 CORÍNTIOS 4:5 (King James Atualizada)
Pois não pregamos a nós mesmos, mas a Jesus Cristo, o Senhor, e a nós mesmos como vossos servos por causa de Jesus.

Jesus é realmente o Alpha e o Ômega e, na realidade, Ele está em tudo. É muito bom as pessoas possuírem alvos, sonhos e aspirações. Em muitas situações, eu tenho certeza que o que está dentro do coração de um crente foi plantado por Deus, mas é sempre bom relembrarmos que pertencemos a Ele, que fomos criados para a Sua honra e Sua glória, e que existimos para o Seu prazer. Não é necessariamente errado perguntar “Qual é o meu propósito?” No entanto, proponho que é ainda melhor perguntar “Deus, qual é o Seu propósito e qual é o meu papel a ser desempenhado para que Seus sonhos sejam cumpridos?”[/vc_column_text][vc_separator color=”blue” style=”dashed” el_width=”80″][vc_column_text]Translated by Gabriella Kashiwakura[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]