As Duas Perguntas Mais Importantes da Vida
Tony Cooke
Saulo de Tarso era um homem com uma missão. Ele era sincero, mas estava em um caminho completamente errado. Ao falar sobre sua antiga e violenta oposição à igreja, Paulo disse mais tarde: “Ele me concedeu misericórdia, porquanto fiz o que fiz mediante minha ignorância e incredulidade” (1 Timóteo 1:13 KJA).
Quando Jesus parou Saulo de Tarso sobrenaturalmente na estrada para Damasco, ele fez duas perguntas. Proponho que estas sejam, possivelmente, as duas perguntas mais importantes que uma pessoa pode fazer. Seguindo a luz ofuscante e a voz surpreendente, Saulo fez estas duas perguntas cruciais:
“Quem és tu, Senhor?” (Atos 9:4 KJA)
“Senhor, que queres que eu faça?” (Atos 9:6 ACF).
Da mesma forma, se conseguirmos resolver essas duas questões com precisão em nossos corações e mentes, estaremos em posição de ter um sucesso extraordinário na vida. Vamos analisar cada uma delas individualmente.
Quem és tu, Senhor?
Como Jesus alertou sobre os “falsos cristos” (Mateus 24:24 KJA), é extremamente importante sabermos quem é o verdadeiro Cristo. Um falso cristo não pode salvar ninguém. Sabemos também que a verdadeira identidade de Jesus é importante por causa da maneira como ele questionou seus discípulos sobre quem as pessoas diziam que ele era. “Alguns dizem que é João Batista; outros Elias; e ainda há quem diga, Jeremias ou um dos profetas” (Mateus 16:14 KJA).
Muitas pessoas se sentiriam extremamente orgulhosas se fossem consideradas ou comparadas a figuras bíblicas tão importantes, mas Jesus não se impressionou; ele sabia quem ele realmente era e queria que seus discípulos também soubessem. Então, o Senhor foi além e tornou a questão profundamente pessoal: “Mas vós, quem dizeis que Eu sou?” (Mateus 16:15 KJA). Graças à revelação do Pai, a resposta de Pedro foi certeira: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16:16 KJA).
Por mais impactante que essa declaração tenha sido e ainda seja, ela é apenas uma das centenas de revelações das Escrituras sobre a identidade de Jesus. Porém, me permitam compartilhar apenas algumas com vocês aqui.
Sacrifício Expiatório
Autor e Consumador da Fé
Autor da Vida
Pão da Vida
Resplendor da Glória de Deus
Sumo Pastor
Sumo Sacerdote Eterno
Exata Semelhança de Deus
Cabeça da Igreja
Herdeiro de Todas as Coisas
Esperança da Glória
EU SOU
Juiz dos Vivos e dos Mortos
Rei dos Reis e Senhor dos Senhores
Leão da Tribo de Judá
Senhor do Céu
Messias, o Príncipe
Poder e Sabedoria de Deus
Príncipe da Paz
Ressurreição e Vida
Regente sobre os Reis da Terra
Pastor e Guardião das Almas
Sol da Justiça
Supremo sobre Toda a Criação
Verdadeira Luz
Imagem Visível do Deus Invisível
Você consegue imaginar essas descrições e títulos sendo aplicados a qualquer outra pessoa, ou assumidos por qualquer outra pessoa?
Você ficaria chocado se alguém se aproximasse de você na igreja no próximo fim de semana e dissesse: “Olá. Meu nome é Jim e sou o Autor da Vida”. Ou se alguém dissesse: “Olá. Meu nome é Rebecca e sou a Regente dos Reis da Terra”. Consideraríamos tais afirmações a coisa mais absurdas que já teríamos ouvido.
É por isso que um líder religioso do século XIII disse que “Cristo ou era mentiroso e lunático ou era Senhor!”. No entanto, sabemos que o Senhor Jesus realmente incorpora e personifica todos os títulos e descrições da lista citada anteriormente, além de uma infinidade de outros.
Quando Saulo ficou impressionado com a glória da presença de Jesus e perguntou quem ele era, o Senhor simplesmente respondeu: “Eu Sou Jesus, a quem tu persegues” (Atos 9:5 KJA). O próprio nome de Jesus engloba todos os outros nomes, títulos, descrições, poderes, obras e realizações relacionados a ele.
Senhor, que queres que eu faça?
Depois de perguntar sobre a identidade do Senhor, a próxima pergunta de Saulo refletia um coração submisso — um coração que desejava obedecer. “Senhor, que queres que eu faça?”
(Atos 9:6 ACF). Não teríamos criticado Saulo se ele tivesse feito a mesma pergunta que o carcereiro de Filipos: “Senhores, o que preciso fazer para ser salvo?” (Atos 16:30 KJA). Ao ser batizado e iniciar sua jornada espiritual de fé com Jesus, Paulo aprenderia muito sobre os meios de salvação e suas ramificações na vida. Por exemplo, que somos salvos pela graça mediante a fé, e não por obras, e que a salvação é um dom (Atos 2:8). Ele chegaria a compreender que “os que recebem da transbordante provisão da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por intermédio de um único homem: Jesus Cristo!” (Romanos 5:17 KJA).
Da nossa perspectiva atual, entendemos que receber é pré-requisito para agir. No entanto, Paulo era um homem de ação, tanto antes quanto depois de receber a salvação. Ele também ensinaria os crentes e as igrejas a se tornarem pessoas de ação. Expandindo um versículo citado anteriormente, Paulo escreveu:
Efésios 2:8-10 (KJA)
8 Porquanto, pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; 9 não vem por intermédio das obras, a fim de que ninguém venha a se orgulhar por esse motivo. 10 Pois somos criação de Deus, realizada em Cristo Jesus para vivermos em boas obras, as quais Deus preparou no passado para que nós as praticássemos hoje.
Paulo compreendeu e articulou que nossa salvação não é “por” obras, mas que fomos salvos “para” praticar boas obras. Nunca devemos nos contentar em simplesmente receber algo de Deus sem que isso tenha uma expressão externa resultante através de nós e vinda de nós. Isso também é revelado na declaração de Jesus: “Graciosamente recebestes, graciosamente dai” (Mateus 10:8 KJA).
Ao considerarmos isso, percebemos que as obras (e estou falando de boas obras) nunca são a raiz da nossa salvação, mas sim o fruto da nossa salvação. As boas obras nunca são a causa da nossa salvação, mas sim o resultado da nossa salvação.
A disposição e o entusiasmo de Paulo em fazer algo para o Senhor foram uma das principais ênfases em seus escritos. Em um de seus livros mais curtos, a Epístola a Tito, ele deu ao seu filho espiritual cinco diretrizes a respeito das obras.
Ele disse a Tito para se tornar “padrao de boas obras” (Tito 2:7 ARA).
Paulo disse que Jesus nos redimiu para que fôssemos “um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras” (Tito 2:14 ARA).
Tito instruiu os crentes a estarem “prontos para toda boa obra” (Tito 3:1 ARA).
Paulo instruiu os crentes a serem “solícitos na prática de boas obras”, uma vez que “essas coisas são excelentes e proveitosas aos homens” (Tito 3:8 ARA).
Finalmente, Paulo admoestou: “Agora, quanto aos nossos, que aprendam tambem a distinguir-se nas boas obras a favor dos necessitados, para nao se tornarem infrutiferos” (Tito 3:14 ARA).
Você consegue imaginar um grupo de crentes sinceramente ansiosos e sedentos (a) para conhecer Jesus cada vez mais e (b) para trabalhar produtivamente para Deus? Eu sugiro que não façamos essas perguntas apenas uma vez na vida, mas, como um ato de consagração, que as façamos repetidamente.
Só porque sabemos algumas coisas sobre Jesus não significa que não possamos conhecê-lo mais plenamente. A primeira parte de Filipenses 3:10 na Bíblia Amplificada diz: “Pois meu propósito determinado é conhecê-lo, para que eu possa, progressivamente, tornar-me mais profundamente e intimamente familiarizado com ele, percebendo, reconhecendo e entendendo as maravilhas da sua pessoa com mais força e clareza…” Se Paulo desejava crescer continuamente em seu conhecimento do Senhor Jesus Cristo, por que nós também não podemos?
Além disso, Paulo trabalhou arduamente em muitas fases da vida e estava sempre pronto para assumir a próxima missão que Deus lhe havia confiado. Embora tenha feito essas duas perguntas inicialmente, creio que ele nunca deixou de questionar: “Quem és Tu, Senhor?” e “Senhor, que queres que eu faça?”. E quanto a mim? E quanto a você? Ainda estamos em busca de um conhecimento cada vez maior dEle? Estamos ansiosos para trabalhar para Ele em qualquer função que Ele nos peça para servir?
Que Deus nos ajude a valorizar essas duas perguntas tão importantes, não apenas observando Saulo, mas pessoalmente, ao adotarmos a mesma paixão sincera por conhecer e por servir ao Senhor de todo o coração.

